#OnThisDay: Brazilian boxing great Eder Jofre born in 1936 LINK IN BIO https://buff.ly/2pHohxT #boxing #BoxingNews #EderJofre #🇧🇷 (at São Paulo, Brazil)
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#OnThisDay: Brazilian boxing great Eder Jofre born in 1936 LINK IN BIO https://buff.ly/2pHohxT #boxing #BoxingNews #EderJofre #🇧🇷 (at São Paulo, Brazil)
Descanse em paz.
Franguinho Sem Censura - Programa 22
Circuito de boxe de 5 minutos 1 rápido e solto 60 segundos 2 repita 10 a 12 vezes 3. Plyometric Press-Up | 6-8 repetições. 4 . 60 segundos 5. Squat Hold | 30-60 segundos. 6. Frog Jump | 8-10 repetições. 1 rápido e solto 60 segundos 2 repita 10 a 12 vezes 3. Plyometric Press-Up | 6-8 repetições. 4 . 60 segundos 5. Squat Hold | 30-60 segundos. 6. Frog Jump | 8-10 repetições. http://blog.myfitnesspal.com/5-minute-boxing-home-workout/ #luta #boxe #boxing #muhammadali #mma #artesmarciais #teamnogueira #gracie #corda #ufc #defesapessoal #judo #jiujitsu #muaithay #arena #ederjofre #guarda #raspagem #corner #chao #finalizado #rounds #doubleleg #reza #kikboxing #muaythai #boanoite #quartafeira #contagem #ringgirls (em Mais Ação Academia)
Além das polêmicas sobre se um determinado alimento mata ou engorda – como discutimos aqui –, outro mimimi constante no mundo da alimentação diz que pessoas que não comem carne são mais fracas do que as carnívoras.
Mas aí vem gente como Patrik Baboumian (foto) e joga por terra esse mito. Em setembro deste ano, Baboumian quebrou o recorde mundial ao carregar 550kg por 10 metros, com o seguinte detalhe: ele é vegano, ou seja, não consome nada de origem animal (aqui tem uma explicação bem interessante – e militante – do que é ser vegano).
Essa matéria explica melhor essa história, com imagens do feito. Aqui, uma entrevista de um blog brasileiro com o atleta logo após a quebra do recorde: "Sou vegan há quase dois anos e nunca fui tão forte em toda a minha vida", ele diz. E traduzindo a frase na foto acima: “Os animais mais fortes são herbívoros: gorilas, búfalos, elefantes e eu.”
No Brasil, um exemplo um pouco menos radical é o ex-pugilista Eder Jofre. Muita gente não sabe, mas Jofre é vegetariano desde seus 19 anos. Na matéria de 2010 da revista Brasil Sustentável que reproduzimos a seguir, o bicampeão mundial conta sua relação com o vegetarianismo. O texto também chama atenção pra uma coisa bem importante: mudanças drásticas na dieta devem ter sempre orientação médica.
NOCAUTE VEGETARIANO Por Silvia Wargaftig – Revista Brasil Sustentável, ago./set. 2010
Quando lhe perguntam há quanto tempo deixou de comer carne, Eder Jofre responde: “Lembra quando Dom Pedro era vivo?”. Além do bom humor, o ex-pugilista e bicampeão mundial orgulha-se da sua disposição física aos 74 anos de idade, que atribui ao vegetarianismo. Jofre aderiu à dieta aos 19 anos, quando decidiu se preparar para a disputa pelo título mundial de boxe e queria uma alimentação saudável. Em sua pesquisa, foi convencido pelo livro A Saúde Depende da Cozinha!, abolindo totalmente a carne do cardápio. “O livro dizia que o alimento se putrefaz no nosso organismo e acaba gerando doenças”.
A origem argentina do campeão não facilitou em nada a disposição. “Em casa, tinha carne no almoço e no jantar, todos os dias, era difícil resistir. Todos insistiam para eu comer, mas eu estava convencido”, lembra-se. Filho do pugilista argentino Kid Jofre e sobrinho de mais cinco lutadores de boxe, o ingresso no esporte foi natural. Seu técnico era o próprio pai, que, embora não apoiasse a opção pelo vegetarianismo, também não se opunha. “Parei com a carne e me senti mais leve. Foi a mistura de vegetarianismo com talento que me tornou bicampeão mundial”, afirma.
Jofre frisa que é o único vegetariano que conhece no boxe. Quando viajava para competir, sua dieta sempre chamava a atenção. “Em todos os países – Japão, Filipinas, Estados Unidos, Colômbia, Venezuela –, só eu era vegetariano, e sempre vinham fazer reportagem comigo por causa disso. Perguntavam: ‘Você é um campeão e não come carne? A carne dá energia!’. Eu respondia: ‘Dá, mesmo? Então vamos ver depois da luta quem vai ganhar’”, diverte-se o ex-pugilista.
No lugar da carne, o campeão come arroz e feijão quase todos os dias, macarronada duas vezes por semana – “acompanhada de vinho, porque faz bem para o coração” –, muitas verduras, legumes e frutas e adora doces. Segundo a Associação Médica Norte-Americana, a gordura existente na carne favorece a incidência de câncer e doenças cardiovasculares. Mas um estudo recente do Pnuma (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente) considera a rotina de consumo das pessoas uma das principais responsáveis pelos impactos ambientais globais. Os vetores causadores de maior dano são o transporte por automóveis particulares, o consumo de carne vermelha, de leite e de derivados e o uso de eletrodomésticos.
A pesquisa destaca que a pecuária exige mais recursos e gera mais emissões de gases de efeito estufa do que a produção de vegetais – embora o cultivo de frutas e verduras em estufas, seu armazenamento em refrigeradores e o transporte aéreo também gerem muitas emissões, e não adianta trocar o bife pelo filé de peixe, porque o impacto da pesca predatória também foi ressaltado no estudo Assessing the Environmental Impacts of Consumption and Production.
Contudo, apesar de os ambientalistas endossarem o vegetarianismo, muitos profissionais contestam a pretensão da dieta. Para Silvia Cozzolino, professora de Nutrição Humana da Universidade de São Paulo e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição, o abandono da carne só traz benefícios se a pessoa souber manter um quadro nutricional adequado. “Geralmente, não é o que acontece. Muitas vezes, quem opta pelo vegetarianismo não sabe exatamente como equilibrar os alimentos, o que pode levar a deficiências relacionadas a vitaminas, especialmente a B12, e minerais, como ferro, zinco e outros, que ficam no limiar”, adverte.
Em consequência, o sistema imunológico pode ficar comprometido, resultando em infecções e gripes recorrentes. Em longo prazo, a falta de vitamina B12 pode levar a problemas neurológicos. A nutricionista também lembra que há diferentes tipos de dietas vegetarianas, inclusive algumas que incluem ovo e leite, que reduzem os riscos à saúde. “Ainda assim, pode haver deficiência de alguns nutrientes, se não forem tomados os cuidados necessários”, salienta.
Eder Jofre, com certeza, deu-se muito bem. Foi campeão mundial de “peso galo” em 1965 e campeão mundial de “peso pena” em 1973. “Até hoje, me sinto bem sem carne, do momento em que acordo até a hora de dormir. Raramente fico doente. Por isso, posso recomendar o vegetarianismo para todo mundo.” Mas, dentre todos os familiares, amigos e colegas de boxe do campeão, somente um de seus dois filhos decidiu adotar a dieta.
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