Resenha #323: Anastácia
por Lídia Rayanne
Sinopse:
Uma guerra que deve ser vencida - uma batalha que não pode ser perdida. Antigamente uma princesa - agora, uma guerreira. Na Província de Órion, Anastácia Carolina Atirena é uma guerreira. Escolhida pelo Oráculo de Esca para liderar uma comitiva de cem bárbaros amaldiçoados, Anastácia possui a árdua tarefa de provar a seus subordinados e a si mesma de que é capaz de cumprir a profecia da qual faz parte: matar o homem que vai dar início a Nova Era Sombria. Com a ajuda de seu fiel amigo Kiran e de um mago aprendiz, Anastácia vai enfrentar todo tipo de situação - de lobos enfeitiçados à ataques no meio da noite - até finalmente ter seu confronto com aquele que está destinada a matar. Ou amar.
Resenha:
“Anastácia” estava na minha meta de leitura há um bom tempo. O livro possui uma premissa que deixa logo a gente curiosa e como neste ano tenho como meta ler mais do gênero fantasia, ele foi um dos primeiros que selecionei.
A história acompanha a protagonista, Anastácia. Desprezada pelo próprio pai e pela tia, a jovem está longe de ser considerada uma princesa convencional. Acabou se tornando uma guerreira que precisa provar seu valor ao liderar um bando de bárbaros e completar sua missão: matar o receptáculo que pode trazer de volta a era sombria para a província de Órion. Mas e se a pessoa que você devesse matar fosse a mesma que te despertasse o amor?
“Anastácia não esconderia os braços agora. Ela desistira de tentar fingir ser outra pessoa. Ela era a guerreira escolhida, sina ou dom, não importava. Ela tinha uma missão e iria cumpri-la.”
Além das marcas que carrega em seu corpo e que determinam que é a guerreira escolhida, Anastácia carrega cicatrizes muito mais profundas em sua alma. Não posso comentar o que é para não contar nenhum spoiler, mas posso dizer que a autora soube abordar esse tema de forma muito delicada e respeitosa.
“Era como os bárbaros sempre diziam: a dor permanente é indispensável para lembrar-se do que se aprendeu com ela. É incrível o modo como aqueles homens barbudos esbanjavam sabedoria em determinados momentos.”
E por falar em narrativa, a Amanda tem esse incrível poder de deixar a gente envolvida com os personagens logo nas primeiras páginas. Preciso confessar que no começo eu fiquei confusa com algumas coisas, até porque é um mundo todo novo e com regras próprias, como acontece na maioria dos livros de fantasia, mas ao longo da leitura as perguntas foram respondidas. O romance foi desenvolvido no tempo certo e é impossível não torcer para que esse casal improvável fique junto.
“Você é tudo o que quis minha vida inteira e é o que irei continuar querendo pelo resto dela. Eu a amo, Anastácia, e não há guerra capaz de mudar isso.”
E quanto ao plano de fundo da fantasia, é surpreendente como a autora conseguiu escrever um livro com proporções épicas em poucas páginas e que encerra com todos os pontos bem amarrados. Para quem é fã do gênero, vale conferir essa história sobre o poder da força feminina, da amizade e do amor.
“Não se pode fugir do destino — ele sempre encontra você.”














