somewhere to begin | dive in mars
@river-thompson @themorgangirl
Daniel considerava-se um cara de sorte: morava confortavelmente no apartamento próprio, tinha um trabalho bem-remunerado, e uma vida social e amorosa bem ativas. Atualmente estava saindo com algumas pessoas diferentes, cada um com sua própria história, qualidades, e defeitos. Ele achava fácil navegar por corpos e mentes distintas, mantendo-se sempre fiel a si mesmo. Se interessava enormemente por pontos de vistas alheios, uma vez que tinha uma natureza deveras diplomática, porém sentia certa dificuldade em mudar de opiniões baseado em pensamentos de outras pessoas. Imagine sua supresa quando, de manhã ao ler o jornal tomando sua primeira xícara de café do dia, descobriu que houvera um ataque no beco diagonal um dia atrás, mais precisamente no prédio do Profeta Diário.
Apesar de aquilo não afetar-lhe diretamente, descobriu na divulgação uma lista de nomes de pessoas que haviam sido atingidas pelos gases tóxicos fedorentos e que estavam internadas no St. Mungo’s; entre eles estava o nome de sua irmã, que não voltara para casa na noite passada - Daniel imaginou que ela só tivesse tido uma noitada, mas aparentemente não era aquilo - e isso fez com que o Mars mais velho imediatamente ir ao hospital visitá-la.
No entanto, quando estava indo embora, passou por um quarto com a porta aberta e, espiando de relance, avistou uma Diana Morgan adormecida, a bela bailarina com quem Daniel vinha se relacionando nos últimos meses. Sendo assim, o rapaz não pensou duas vezes antes de perguntar para alguma enfermeira de plantão quando ela despertaria. Estava previsto que ela acordaria logo, portanto ele sentou-se em uma das cadeiras do quarto e tomou a liberdade de transfigurar seu lenço de bolso - ele possuía uma coleção - em margaridas, enchendo um copo com água para pôr as flores em seguida.

















