O design da sala de aula e dos móveis interfere na aprendizagem dos alunos.
Pesquisa realizada na Universidade de Salford, em Manchester, pelo escritório Nightingale Associates, ao longo do ano letivo 2011-2012, afirma que o progresso do estudante pode ser 25% maior ou menor dependendo do espaço de aprendizagem.
O resultado do trabalho diagnosticou que a forma como a sala de aula é desenhada impacta no desenvolvimento do aluno.
Felizmente esta pesquisa comprova o que muitos educadores já têm afirmado a longo tempo. No entanto, nos últimos cinco anos as instituições de educação tem investido em computadores e atualmente tabletes como recursos inovadores em educação para contribuir com a aprendizagem dos alunos.
Sem dúvida faz parte do desafio do século 21 a necessidade das pessoas, assim como, das escolas acompanharem a evolução tecnonóliga. No entanto, ter e utilizar a tecnologia por si só, não representa inovação em educação.
Inovação em educação é construída a partir da composição de vários fatores. Inicialmente um dos passos fundamentais da instituição de educação é ressignificar seu projeto político pedagógico. Esse deve ser amparado pela concepção de aprendizagem que permita uma relação saudável entre educadores e estudantes, onde todos sejam aprendizes e educadores. Assim como o foco do planejamento das aulas seja a prendizagem de seus alunos e não o ensino. Decorrente dessa abordagem a necessidade de acompanhar a aprendizagem do aluno para que ele e o educador tenham conhecimento de sua evolução, seus interesses e necessidade.
A partir da concepção de educação definida, o segundo passo é a definição da estrutura física do ambiente escolar, seu layout. Após essa posição, é fundamental a escolha dos móveis e das tecnologias adequadas para atender as necessidades pedagógicas descritas no Projeto Político Pedagógico da instituição.
Para concluir este processo é importante definir o perfil dos docentes que trabalharão nesta instituição, assim como contratá-los, quando necessário, além de capacitá-los.
Esses fatores e este processo parecem simples, e é, porém nem sempre ocorrem desta forma. Muitas escolas mantém sua estrutura convencional e tentam adaptar o ambiente, assim como as salas de aula a uma proposta educacional nova. O que ocorre é uma confusão e uma incoerência entre o que é escrito, falado e realizado. Na grande maioria das vezes mantêm-se as classes e cadeiras enfileiradas, com móveis pesados e em alguns casos são incluidas classes redondas para facilitar o trabalho em equipe. Além de incluir mais computadores e tecnologias com a intenção de inovar na educação e facilitar a aprendizagem dos alunos.
Esse é um grande equívoco. No entanto, temos uma ótima oportunidade para realizarmos à tão esperada mudança educacional.
Chegou a hora do “Penso”, como costumo dizer. Pensar quem é esta instituição, o que deseja, e quais mudanças necessárias devem ser realizadas. As Escolas e Universidades devem abrir as portas para o inesperado, para dúvida, para confiança, para descoberta, para a criatividade, para o empreendedorismo, para fluidez, para mudança, para o movimento, para fala, para escuta, para ir e vir, para experiência para tudo que tenha sentido e significado no processo de aprendizagem.
Ao encontro dessa abordagem, encontra-se o resultado da pesquisa da Universidade de Salford, assim como o projeto Aula Aberta http://eiclik.com.br/, também a escola do Rio de Janeiro que foi inaugurada e não tem salas, turmas nem séries e um novo modelo de escola com salas diferentes.
E tantas outras pesquisas que podem fazer a diferença na vida das pessoas e no seu processo de aprendizagem em busca da Felicidade.
Você e sua escola já pararam para pensar?
Aproveitem as boas brisas das pesquisas existentes assim como dos projetos já implementados para dar mais este passo.
Autora: Fabiane Franciscone - Co-fundadora da Eiclik, diretora e apaixonada por educação.












