Meu caput e teus achismos O sábio sabe, eu sou o eterno amor Os braços de lâmina enferrujada que nada corta Fizera-me teu exclusivo noivo, para toda a eternidade de deus Eu sou o terror, a façanha é minha Você a de colher os louros Que eu sangrei e fiz sangrar Eu sou a dor, o júri e o espírito da vitima Lhe assombrarei, sou a doída vitória Aquela que lhe faz desprotegido, só por deus Aquela que declama proezas em superlativo Aquela que faz-lhe autoproclamar Olimpo Óh senhor, Óh Senhora, Óh Credores Penhorei meu nome, estética e técnica És de quem fores mais carnificina E colorir as bandeiras de sangue brilhante Eu reflito a morte, ceifando a vida de podres Que fazem mal a esta terra de belezas vis Eu entretenho e alegro as viúvas com meu rosto cheiro de tortura E elas me buscam, em orações: Vide à mim como uma ordem, opondo-se do céu… Assisto e rio vocês fantasiarem-se para o baile Como heróis que em uma quinzena viram marginais E teus vilões que são colhidos a heroísmos vira latas E servem-te como trunfo e contra-ataque Caim nomeara-me anfitrião Um beijo no corpo trêmulo e roxo Moedas de economias apáticas, postas nos cortes dos olhos Logo o frio transtornará-se calor e estarás nos braços do ceifador O que um santo deveria fazer se não banhar-se no sangue dos eleitos lobos? A perversão é a oportunidade, os lençóis que mancho não são de teu assunto. Coragem és a autocastração Fiz o que fiz para manter o amor digno sobre a forma E suas revoltas sobre o controle da mais rústica paz de chumbo…
Anunciação, Urras e Outras Euforias - Pierrot Ruivo











