Você merece mais! Alguém que te ame do jeito que você é!
Não implore pelo amor de ninguém, tem muitas pessoas nesse mundo e alguém vai te amar por simplesmente você ser quem é!.
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Você merece mais! Alguém que te ame do jeito que você é!
Não implore pelo amor de ninguém, tem muitas pessoas nesse mundo e alguém vai te amar por simplesmente você ser quem é!.
"— Oi.
— Oi.
— Gostei do teu cabelo.
— Amei tua barba.
— Teu sorriso não é dos piores.
— Nem o teu.
— Tua voz é… Mansinha.
— Teu olho é claro?
— Mais que o teu, disso tenho certeza.
— Mas os meus são pretos.
— E os meus azuis.
— Teus braços passam segurança.
— E teus seios conforto.
— Gay.
— Gorda.
— Pegou pesado…
— Eu sempre pego.
— Percebi.
— Já te amei.
— Também já gostei um pouco de ti.
— Ainda te amo.
— Tu é agradável.
— To dizendo que te amo.
— E eu que amo chocolate.
— Eu repeti que te amo.
— E eu vou repetir que amo chocolate.
— Chocolate engorda.
— E o teu amor machuca."
— Tati Bernardi
Qual analgésico que funciona para curar a dor da solidão?
— Escrevamos
"As vezes tão perto, mas ainda sim tão longe e inalcançável..."
Por favor me deixe em paz!
Eu já tô machucada demais, não preciso de pessoas pra me fazer ferir mais, olha só pra mim... Eu já consigo fazer isso sozinha. E adivinha? Você não pode me ajudar!
Me esvaziando
Como nuvens escuras e carregadas que precisam soltar chuva pesada, eu me esvazio.
Como relâmpagos que iluminam a noite, poesias iluminam a minha escuridão.
Como gritam os trovões
assim são meus gritos que permanecem dentro.
Será que a dor da fome faz desaparecer a dor de um coração vazio?
A menina do portão cinza
Em um lugar pobre, havia uma menina que morava atrás de um portão cinza que escondia sua casa e seu rosto. Todos os dias ela optava por não sair de casa, nenhum de seus vizinhos a conhecia e sua família não a reconhecia. Todos os dias ela ficava em seu quarto, as vezes olhando para parede de cimento atrás de sua janela cinza, às vezes escutava suas músicas, e outras vezes estava com seus diários e canetas. Mas não que ela gostava de ficar em seu quarto, às vezes era sufocante, o cheiro às vezes dava enjôo, e muitas vezes dava falta de ar. Seus olhos cor de mel esverdeados não costumavam ver os rostos de desconhecidos, nem mesmo via o céu, nem quando estava azul, nem quando estava nublado, porque tanto fez tanto faz, todos os seus dias eram cinza. Ela não tinha amigos, não tinha vida social, era muito fechada e tímida, então os poucos que a via achavam estranha. Em seus cabelos cacheados de cor castanho que estavam cobertos de cor laranja, sempre havia nó, eles a faziam lembrar que mais tarde teria que desfazer os nó que estavam em sua mente também. Ela procurava por controle, ter o controle do que comia era o que era mais queria. Quando chegava a noite e todos iam dormir, ela ia para cama e evitava o escuro deixando um pouco de luz em algum canto do quarto, ela encarava o seu teto cinza e só adormecia quando o sol acordava. E quando estava sonhando era o melhor momento que tinha, quando acordava lavava seu rosto na pia do banheiro e olhava para o espelho, e as primeiras palavras que vinham em sua cabeça era “olá realidade”. Ela se forçava a esquecer sua utopia dando 3 passos para fora do banheiro, e andava como um zumbi pela casa até a cozinha, abria a geladeira e mais uma vez se descontrolava e voltava pro seu quarto. E mais um dia começava e todo o nada do seu dia se repetia. Ela se desesperou ao ver o tempo passando e ela ficando… Ficando presa por si mesma… Até que ela não aguentou mais viver em seu mundo cinza até o dia de seus cabelos ficarem grisalhos, porque ninguém sabia mas cinza era a cor que ela mais odiava.