O retrato cruel expurga-se verbetes Encara-te o teu próprio rosto em trincheiras O áspero conforto que convertera em enchimentos Que empalhavam a estática fônica de uma cidadela A segunda via era comoção De um reino moderno dos anos sessenta O século passado uma ambientação objetiva Tens a hierarquia dos séculos, os objetos que lhe usam e objetos amorfos Foram feitos garranchos para o futurismo Apêndice sobre pulmão Cobre entupindo brônquios Bronquites em nome de um avanço paupérrimo Dissonância contorno: Múltiplos esboços Esboçam inúmeras facetas Da mesma pressa de capital O efeito colateral do meio Coleta saltos magros de balé Beirando beatificações pentecostais por parentes Em uma dantesca cena parodiada de passarela italiana Perdoa-nos o pecado, pois estamos a tecer uma nova vocação O oitavo e quiçá mais necessário, fora concebido à vocação de púlpito Amém ocos que ecoavam em reboques mal feitos Contudo ágeis em esconder as frágeis rachaduras de telhado Uma alegoria senhoril sílaba tônica Entoando cânticos de liberdade Na margem mágica das barras da grade Gratos pelo meio sol punição em cortes da adaga divina Prazer-atenção-cortejável Em invejável carapuça túnica Lábios de Pandora, dedos físico paraíso Tórax Adônis, pneumotórax esterlino...
Carta Do Meu Eu Para O Mundo Em 2047, Pierrot Ruivo


















