Você pode BB?😂
🖤
seen from United States
seen from Austria
seen from China
seen from United States
seen from United States

seen from United States
seen from United States
seen from Netherlands
seen from Russia
seen from United States
seen from United States
seen from United States

seen from United Kingdom
seen from United States

seen from United Kingdom
seen from China
seen from United States
seen from Maldives

seen from Australia
seen from United States
Você pode BB?😂
🖤
O Spooner roubou pão na casa do João. Quem, eu? Eu não! Foi o robô!
-Susan, o que você está fazendo? - Perguntou Spooner enquanto observava a mulher fazendo gestos ao redor do seu “dispositivo musical”, como ela chamava.
-Estou intrigada. Ainda não entendi como esse dispositivo funciona.
-Aqui - Spooner jogou o controle para ela - é chamado controle remoto.
-Curioso…
-É vintage.
Susan apertava botão por botão do controle para descobrir o que cada um fazia.
-Você acha isso curioso, mas um robô que se passa por humano, para você é normal.
-Spooner, achei que já tínhamos superado isso.
-Sim, sim, é claro. Sony é gente boa, não é isso.
-Gente boa?
Spooner meio contrariado virou-se e sentou no sofá.
-Agora não é comigo que você tem que se preocupar. Depois do ocorrido, têm muita gente por aí com um pé atrás com os robôs.
-Eu sei, eu sei. Mas você não acha interessante que Sony esteja no meio disso tudo?
-Como assim, Susan? Do que diabos você está falando?
-Eu não sei direito. Na verdade, deixa pra lá.
-Tudo bem que você já deixou bem clara a minha burrice, mas até mesmo eu posso perceber que tem algo te incomodando. Anda lá, desembucha. - Spooner falou, fazendo sinal para que ela sentasse ao seu lado.
-Por que Lanning faria isso? Por que ele criaria Sony. E depois de tudo isso, por que ele…
Susan interrompeu sua frase no meio, ela ainda não conseguia falar o ocorrido em voz alta.
-Ei, ei,escuta. Isso é difícil para você, eu entendo. Ele era seu pai no final de contas.
Susan percebeu a mudança no tom de Spooner, e, quase que imediatamente, olhou para o braço mecânico dele e se lembrou que Lenning também era importante para o detetive. Por mais que ele não deixasse transparecer, ela sabia que, provavelmente, também se perguntava a mesma coisa.
-Não é fácil ter um pai gênio. No fim, ficamos eu, você e Sony, todos ligados por dúvidas.
-Você não entende, Susan? Seu pai sabia que isso iria acontecer. - Spooner virou-se para olhar susan nos olhos. -Todos esses anos, cientistas ficaram procurando a perfeição na inteligência artificial. Não se tratava mais de fazer um robô poder pensar como um humano. Os robôs tinham que ser melhores, infalíveis. Guiados pelo racional, por cálculos, estatísticas.
-O que você está dizendo? - Ela parecia consufa.
-Toda essa lógica, essa matemática que eles desenvolvem em milissegundos, foi inventada por seres humanos. Ela só existe, se nós existirmos. Como é que um robô vai saber lidar com tudo isso?
Susan parecia surpresa, não com o que Spooner dizia, mas sim porque era Spooner que dizia.
-Eu posso não ser um gênio como você ou o seu pai, mas uma coisa eu tenho certeza, o mundo é muito maior e muito mais complexo do que uma sequência de números. Para um robô qualquer, isso é impossível de ser entendido. Ele só aceita uma verdade, e essa verdade para ele é absoluta.
-Meu deus, Spooner, você está certo.
-Ei! Não pareça tão surpresa. - Ele relaxou no sofá.
Susan se levantou rapidamente.
-É claro. Meu pai deve ter percebido isso e reconheceu a ameaça que representaria. Ele tinha o maior contato com Vicky, deve ter notado quando tudo começou acontecer. Vicky não tinha um senso ético, apenas um senso lógico do que era certo e do que era errado.
-E aquela maldita máquina tinha acesso a tudo. Câmeras e sensores de todos os locais, a todos os robôs da empresa, todos documentos, informações. Lenning se viu prisioneiro dela.
Susan, inquieta, andava de um lado para o outro no pequeno apartamento de Spooner.
-Exatamente. Por isso Sony, por isso meu pai criou ele. Sony era o equilíbrio que faltava a Vicky.
-Vê agora? O doutor conseguiu criar uma maquina mais humana com um simples conceito. Uma característica que nos torna humanos: a imperfeição. Sony podia quebrar as regras, podia desobedecer. - O detetive fez uma pausa enquanto flashbacks do acidente de carro passavam por sua cabeça. -Se você parar para pensar, esse tempo todo, cada vez que um robô se aproximava da perfeição, mais ele se afastava da humanidade. No final das contas, Por que um robô seria escravo de um ser inferior?
Susan parou de perambular pelo apartamento, e ficou frente a frente com Spooner
-Talvez eu estivesse enganada, Spooner. Talvez vocês seja o homem mais inteligente que já conheci.
— Não... Mas então é o óbvio que é tão difícil de se ver na maioria das vezes. As pessoas dizem "tão claro como o nariz na sua cara". Mas o quanto do nariz na sua cara você vê até que alguém coloque um espelho diante do seu rosto?
Isaac Asimov, Eu, Robô
Francis Quinn era um político da nova escola. E esta, claro, é uma expressão sem sentido, como costumam ser todas as expressões desse tipo. A maioria das "novas escolas" que temos já existiam na vida social da Grécia antiga, e talvez, se tivéssemos mais informações a respeito, na vida social da antiga Suméria, ou das vilas lacustres da Suíça pré-histórica.
Isaac Asimov, Eu, Robô
— (...) Toda a vida normal, Peter, consciente ou não-consciente, se ressente em ser dominada. E se a dominação vier de um ser inferior, ou supostamente inferior, o ressentimento torna-se ainda maior.
Isaac Asimov, Eu, Robô
Um estudo sobre Isaac Asimov https://coelhomachado.wordpress.com/2015/02/11/ficcao-cientifica/
Isaac Asimov
O livro é composto de 9 contos que, de forma sucessiva, discorrem sobre a evolução dos robôs através do tempo. A obra se inicia com o conto intitulado 'Robbie', um robô-babá incapaz de falar que é discriminado e repudiado pelas pessoas da Terra, culminando com a proibição do uso de robôs no planeta. 'Eu, Robô' aparece no último conto, no qual a Terra é governada pelo "Coordenador Mundial" Stephen Byerley (sob o qual pairam suspeitas de ser um robô), que administra a Terra através do uso de 4 "máquinas" que ditam o funcionamento da produção, consumo e emprego da mão-de-obra.
Ediouro, 2004-
11° edição
320 páginas
Via MERCURIONAVEIA
– Cinqüenta anos é muito tempo – comentei eu, tolamente. – Não quando se olha para trás, a fim de vê-los – replicou ela. – Então, indaga-se como desapareceram tão depressa.
Eu, Robô, de Isaac Asimov