Talvez em outra vida eu tenha sido uma torneira ambulante, do tipo que saia água sem parar, meus olhos parecem torneiras, torneiras que não se aguentam e a água não para de cair, minhas lágrimas saem sem permissão, apenas se derramam, pensei que depois dos 20 eu conseguiria não chorar mais, mas não adianta eu me emociono demais, eu sinto demais, aprendi a não odiar minha sensibilidade, mas como me deixa chateada o quanto ela me faz me sentir tudo menos madura.


















