Entre mil razões
Um tempo de guerra intensa, onde dias de paz eram somente possíveis se me omitisse depois de ter sido gravemente ferida, e ainda dessa forma, preocupada com os outros guerreiros lá fora entre perigos dos quais eu não podia guardá-los por causa da minha situação. E então me recuperava e mais uma vez ia para o campo de batalha, esperando a vitória com mais algumas flechas espalhadas pelo corpo, incontáveis cicatrizes e indescritíveis dores… “Houve uma trégua!!!” Avisavam todos e íamos nós, descansar, e naquele momento me envolvi num lugar seguro, quente e calmo, águas que não se moviam assim como os meus olhos que não se elevavam para os possíveis futuros alarmes… (Só quem já esteve em guerra sabe por quanto tempo um soldado ainda permanece ouvindo gritos, tiros, comandos e alarmes…) Eu sabia que não havia acabado, mas àquela altura do cansaço e da fadiga, eu sabia o quão importante era o sossego do meu ser, e foi o que fiz… me permiti entregar à paz, em meio a uma das mais terríveis guerras que já militei. Talvez a guerra volte amanhã, mas enquanto isso, vou permanecer aqui e dormir um pouco mais, sonhar me dá esperança, lembrar de um olhar confiante de um amigo me faz bem. Esperar que meus amigos de batalha estejam bem, porque sei o preço que pagaria para que nada os atingisse… Preciso estar o mais descansada possível para defender o que espero do fim deste tempo… Boa noite.
“Eu fiz calar e sossegar a minha alma dentro de mim Como uma criança desmamada pra com sua mãe Assim é minha alma para comigo Porque simplesmente decidi viver no conforto do Seu amor” Ao som de: Conforto - Santa Geração











