O primeiro encontro - 04/03/2017
Estou escrevendo no dia do lançamento do sexo álbum da Demi, o Tell Me You Love Me, e era tudo o que eu queria que ele fizesse... que ele dissesse isso e também que só precisava estar ao meu lado para ser feliz... mas essa não é a realidade. A realidade é que estou escutando Cry Baby e o que eu não quero é chorar.
Voltando para o dia do nosso primeiro encontro, que foi no dia 04 de março, como no título, 3 dias depois do nosso match, como já contei aqui, foi um encontro diferente da maioria dos encontros que tive. Eu confesso que tenho um fogo bem grande, pois em todo encontro que eu tinha eu fazia e recebia oral, tinha encontro que rolava até chegar a hora de gozar, mas nesse eu pensava em tudo, menos nisso. Pensava em chegar na hora (mas atrasei), pensava em falar direitinho para ele se impressionar com o meu conhecimento linguístico, pensava se estava cheirando bem e por quanto tempo eu cheiraria, para não feder logo de cara, pensava em controlar meu impulso de dizer que estava louco para namorar com ele, enfim, na parte higiênica me saí super bem, mas de resto, fui Raí, ou seja...
Acontece que quando eu saí do teatro 13 horas, hora que marcamos no shopping, eu pensei: “ele vai se atrasar”. Quando cheguei no shopping, 13:13, quem estava lá me esperando fumando um cigarro? Ele mesmo. Fiquei meio que paralisado do outro lado da rua, esperando o sinal dos pedestres abrir para eu atravessar, enquanto ele estava lá curtindo o cigarro dele. Enquanto escrevo isso, vejo o quanto errei, e por isso agora esto sem ele, tendo que seguir minha vida como se esse amor não existisse ainda dentro de mim.
Dei uma pausa para continuar e acho que vou fazer isso sem ouvir música. Queria também dizer que estou com MUITA vontade de mandar várias mensagens dizendo ao Rafael que podemos fingir que essa tempestade não está acontecendo, e que podemos voltar, podemos ter nosso futuro sendo construído junto, mas o meu 1% de orgulho está me impedindo de fazer isso. Não tenho vontade nenhuma de viver sem ele, e eu não estou conseguindo lidar.
Voltando ao nosso primeiro encontro, rolou beijo, abraço, conversas de tudo, até sobre os ex dele (como ele viria a ser meu primeiro namorado, não contei dos meus para ele, já que não existem). O último, inclusive que vive nesta rede social, parece ser um amor de pessoa, exceto por ter deixado o Rafael por um motivo tão egoísta, que não cabe aqui. Conversamos sobre os nossos planos para o futuro, claro, individualmente ainda, andamos pelo parque todo, ele me mancou sobre os N problema de família que ele estava passando, sobre a escola, sobre o medo do enem, e eu contei como era a vida na UnB, sobre o teatro, sobre meus sonhos, e ali já estava fazendo o exercício de colocá-lo em todo meu futuro... nada a dizer... só que ele escolheu não estar mais...
Nos beijamos, eu peguei no pau dele, claramente, mas sem por a mão dentro do da cueca, e gostei do volume que senti. Ouvimos músicas, ele fumou mais um pouco, e então, chegou a hora de irmos embora. O beijo dele é tão bom, é um dos melhores beijos que já recebi. Para falar a verdade, é sem dúvida o melhor beijo que eu já provei. O jeito que ele me tocou, me acariciou, foi tudo tão mágico. Impossível lembrar desses momentos sem escrever que agora não tenho mais nada.
Ele me deixou na moto, e foi andando até a rodoviária, e no caminho que eu fiz para casa foi pensando: “que boyzão da porra, @Deus. Tomara que ele me tenha gostado de mim, e se ele me mandar mensagem quando eu chegar em casa, vou ficar louco”. E assim foi. Chegando em casa, tinha 3 mensagens dele, todas dizendo: “me avisa quando chegar, para eu não me preocupar”. Eu já estava completamente apaixonado por ele...













