Yoga, um caminho só de ida Quando comecei a aprofundar os estudos com yoga, não entendia muito bem quando minha professora falava que o real yoga acontecia fora do tapetinho, ficava um pouco confusa, por várias vezes pensava: "então isso aqui que eu to fazendo não é yoga? então eu pratico errado? shiva do céu, não sei nada do que achava que sabia…" Calma. (Respiremos) Acontece que se a gente não levar os aprendizados e as reflexões que temos durante a prática de asanas, meditação, relaxamento, concentração, respiração e estudos, a prática fica limitada ao corpo, as formas que alcançamos, e aí acaba que não se torna tão interessante (ficamos apenas na camada do corpo), porque o tão ressaltado objetivo dessa filosofia e prática é a libertação. A libertação dos nossos próprios achismos, é aprofundando na gente mesmo que vamos descobrindo um universo de coisas complexas e ao mesmo tempo simples (um conhecimento que parece que sempre esteve ali mas que você precisa estar atento para se re-lembrar sempre que possível). Para não ficar aprisionado em coisas da mente, ao que nos limita, ao que foi imposto e você nem sabia, pois nunca havia se questionado sobre. É massa ver o caminho que fui percorrendo, olhar pra praticante do início e me observar vendo tudo com outros olhos agora, mesmo ciente de que o caminho de aprendizados aqui é sem fim. É um caminho só de ida, não tem lugar pra se chegar além de si mesmo. De aprender sobre si e de respingar na vida através das suas relações, falas, ações, pensamentos, respiração, questionamentos… Já entendi que não tem como separar yoga da vida, elas se relacionam e eu me relaciono com elas. Uma reflete na outra. Tanto que o significado da palavra Yoga é traduzido como “União”, mas vale refletir que unir faz pensar em algo que esteja separado, e não é por aí. Unir o que, se já está tudo conectado? Se tudo se relaciona nessa teia que se chama vida, acredito que seria mais no sentido de relembrar essa união que sempre existiu e sempre vai existir. Relembrar quem se é, relembrar todas as nossas potencialidades, tudo que podemos alcançar! Então pratico para me fortalecer em meio a esse mundo louco que nos tira do eixo a todo momento. Pratico para ritualizar a vida que me habita e habita todos os seres. Pratico para lembrar nos piores momentos de autocríticas que a mente não me define, que eu sempre posso me libertar dos sofrimentos e aprisionamentos que muitas vezes me encontro. Pratico porque me sinto bem, tudo mudou desde que comecei! Pratico para aprender, aprendo para ensinar e ensino para aprender e entramos em mais um caminho sem fim. Não importa o quanto eu tente explicar, ou o quanto você leia sobre yoga, você precisa tirar suas próprias conclusões e reflexões experimentando na prática. Por fim, se eu pudesse te dar um conselho seria, comece… Pratique, experimente, tenha constância se possível. E depois me conta, se você percebeu alguma mudança em si mesmo! Namastê!


















