Lembro da nossa primeira vez. Suas mãos deslizavam tão delicadamente no meu corpo que parecia que já conhecia cada curva, cada detalhe. E eu queria mais. Mais de você. Mais forte. Mais rápido. Sua voz ecoava doce e macia no meu ouvido. Me dizia coisas que me faziam contorcer de prazer. Quando segurou meu cabelo eu soube que eu já não tinha mais saída, e quando eu senti o tremor subir, foi inevitável sorrir. Quando finalmente cheguei ao ápice, podia sentir o suor descendo as minhas costas. Você tinha tudo sobre controle, inclusive eu. Foi só quando você estava deitada ao meu lado, e trocávamos carinho que percebi que poderia ser tarde. Tarde pra não pensar mais. Pra não sentir mais. Pra sair dali sem sentir que estou deixando algo pra trás. Cedo pra dizer que seu colo era o que eu queria, e já planejava nosso café. Cedo pra dizer que seu cheiro me marcaria, e que eu não saberia lidar com o fato de não estar na minha cama quando acordasse nos próximos dias. Cedo pra dizer pra não ir. Mas quando você saiu, digo, quando vi você fechar aquela porta, alguma coisa me dizia que já era tarde demais. Tarde demais pra que?
Come back here, Please




















