Continuação do spoiler do capítulo 13
Atenção: Eu escrevi isso há muito tempo (tipo muito tempo mesmo), então a cena está bem ruim e tosca. De qualquer forma, já que AdL vai entrar numa nova versão e com certeza ela irá mudar, resolvi liberar um pedacinho pra vocês (até porque, convenhamos, achar que vocês não sabem que o Lipe e a Nanda vão se pegar é subestimar a inteligência de todas). Enfim. Me perdoem pela escrita bosta, nunca soube escrever cenas desse tipo. Espero que gostem, apesar de tudo! <3
[…] — Ele te deixa desse jeito? — Ele sussurrou com os lábios colados em minha orelha. — Sem fala, sem movimento?
— Para com isso…
— Você fica arrepiada quando ele te toca? — Felipe tornou a falar, roçando delicadamente seu nariz em meu pescoço e fazendo os pelos de minha nuca eriçar. — Eu já sei exatamente o que fazer pra te deixar assim, sabia?
— Não importa a maneira que meu corpo reage — Resmunguei, tentando obter novamente o controle da situação. Estava em total desvantagem naquele momento. — Você é um idiota, e provavelmente usa esse mesmo discurso com todas. Eu não sinto nada por você!
— Mentirosa — Ele rebateu, segurando meus braços e me virando abruptamente em sua direção. Seus olhos azuis fitavam-me sem o menor receio, e em questão de segundos meu rosto corou por completo. — Você sabe que sente.
— Não Felipe, mas que droga! — Bradei, desviando meus olhos para o chão e sentindo a vermelhidão em minha face aumentar.
— Então diz isso olhando pra mim. — Sua voz assumiu um tom repentinamente sério e calmo.
Ergui meu olhar, sentindo todo o meu corpo enrijecer. Embora tentasse falar, as palavras pareciam estar presas em minha garganta. Aquilo era tão óbvio. É claro que não conseguiria dizer. Eu sabia disso, e Felipe também.
— Por que você está insistindo nessa bobagem? — Murmurei, sentindo toda a minha relutância simplesmente dissipar. Estava confusa e perdida demais para permanecer com minhas barreiras habituais. — O que quer de mim, afinal?
— Aaah Fernanda… — Ele sorriu. Aquele seu sorriso extremamente malicioso e sacana. — Acredite, eu quero muitas coisas.
Antes que pudesse esboçar qualquer reação ou me manifestar, Felipe aproximou-se, colando seus lábios em minha orelha e deixando-me completamente tensa. Seus dedos embrenhavam-se de maneira suave em meu cabelo, enquanto sua outra mão apertava ainda mais minha cintura.
— Eu quero você inteira, entregue. Quero arrancar essa sua roupa e te jogar na minha cama. Quero seu corpo colado com meu. Quero te arrepiar, te levar à loucura. Quero escutar você gemendo bem baixinho no meu ouvido, implorando por mais. Quero você só pra mim, Fernanda. Para fazer o que eu quiser, quando quiser. — Ele murmurou, fazendo cada pequeno pelo em meu pescoço se arrepiar e um tremor estranho percorrer meu corpo. — E eu sei que você quer tudo isso também.
Meu rosto inteiro corou após sua fala. Abri a boca repetidas vezes, tentando negar sua afirmação. Mas eu simplesmente não conseguia. Estava sem reação, encarando suas íris azuis que nunca pareceram tão intensas quanto naquele momento.
— Mas sabe o que eu mais quero agora? — Ele tornou a sussurrar.
Seus olhos, antes fixos nos meus, desceram para meus lábios, observando-os sem o menor pudor. Foi inevitável também não fitar os seus, notando o quão perto eles estavam. Bastava um simples movimento para acabar com o espaço que nos separava.
Maneei lentamente a cabeça, negando. A verdade era que estava completamente absorta na atmosfera de tensão e proximidade que havíamos criado. As suas palavras pareciam me hipnotizar, enquanto seu cheiro inebriante me deixava por deveras tonta.
— Então vou te mostrar.
E antes que pudesse reagir, sua boca estava pressionando a minha de forma repentina e bruta.
Deus, ele havia me beijado.
Seria mentira dizer que não estava ansiando por aquilo. Desde o momento que sua face se aproximara, minha vontade era de colar seus lábios nos meus. A verdade era que, embora relutasse em admitir, Felipe mexia comigo. Cada palavra acobertada de duplo sentido, cada toque indiscreto. Todo aquele seu jogo de provocação e malícia fazia meu corpo vibrar de uma forma esquisita e, infelizmente, extremamente prazeirosa.
Naquele momento, eu já havia caído em seus truques há muito tempo.
Quando sua língua pediu passagem, não hesitei em permitir. Felipe beijava-me de forma ávida e lenta, aparentando querer sentir cada ponto de minha boca e ao mesmo tempo me torturar da pior maneira possível. Era como um jogo, no qual o único objetivo parecia ser diluir minha sanidade mental.
Proposital ou não, a provocação implícita em seus gestos estava realmente me enlouquecendo.
Seus braço esquerdo envolvia firmemente minha cintura, ao passo que sua outra mão ainda brincava por entre meus cabelos. Ainda que hesitante, envolvi meus braços em seu pescoço, embaralhando os dedos em seus fios loiros e puxando-os sem muita delicadeza. Minha altura não facilitava muita as coisas, sendo sincera. Felipe praticamente me suspendia no ar, apenas a ponta de meus pés tocando o chão. Seu corpo estava ligeiramente curvado sobre mim, mas ainda assim era difícil alcançá-lo.
Não que eu estivesse me importando muito com esses detalhes, é claro. No momento, havia coisas mais importantes para dar atenção.
Parecendo ler meus pensamentos, Felipe puxou abruptamente meu corpo para cima, assustando-me ao sentir suas mãos em meus quadris me erguendo com tamanha rapidez. [...]







