Idiota. Sim, era assim que Cordelia se sentia: a pessoa mais idiota do planeta. Nos primeiros dias após os eventos do Halloween, um vazio enorme tomou de conta de seu peito e ela nunca havia sentido nada minimamente parecido. Tinha lembranças de ter que lidar com seu coração partido no auge de seus 16 anos, que por conta das competições de surf que participava, não comportava um amor. Além disso, esteve lá para suas irmãs em cada coração partido delas, mas nada no mundo havia lhe preparado para o que estava sentindo agora. Ao sentar-se na cama, Cordelia tentou exclamar um ‘meu Deus’ um tanto quanto exausta e sonolenta ainda, porém sem sucesso, absolutamente nada saiu. Dessa vez, ela tentou cantar uma música e novamente nada saiu. Assustada e completamente em choque, Cordelia se levantou e se arrumou, andando de forma rápida e desesperada até a casa de Felicity. Após tocar a campainha tantas vezes num curto de período de tempo, a amiga apareceu abrindo a porta. Só tinha um problema: como ela iria conseguir comunicar seu problema? Cordelia tentou falar novamente, mas nada saiu. Impaciente, ela acabou batendo o pé no chão. “Eu.” Apontou para si mesma. “Não.” Balançou o dedo indicador para os lados, em negativa. “Falo.” Ela abriu a boca e apontou. Meu Deus, Cordelia deveria estar parecendo uma idiota, mas já havia mesmo assumido esse papel há alguns dias, porém esperava que Felicity de alguma forma milagrosa entendesse seu desespero e o que queria falar.