Felipe Costa in the Clouds photo by Ronaldo Gutierrez.

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Felipe Costa in the Clouds photo by Ronaldo Gutierrez.
Watch MMA Pro Felipe Costa in his recent visit to Ronin Athletics where he gave a seminar and taught our students some awesome y-guard techniques to use in their next match.
(via https://www.youtube.com/watch?v=ilgVlicR2zA)
(via https://www.youtube.com/watch?v=PVvCCB8PML4) How to Take Back from everywhere - Jiu Jitsu Course - DAY 1From all kind of positions whether it is from 50/50, side control, passing the guard or any other modern position. Felipe is a real master at transitioning from position to position and here he shows step by step how to do it. This is day ONE of a 5 day course, make sure to train each part of it and guarantee you will change the way you take the back. If you like his teaching style, you can learn many other techniques by registering for free at Felipe Costa's online library https://brazilianblackbelt.com/join-us ON THIS COURSE: 1- Leg drag into knee on belly against open guard: This is a concept from leg drag, without minor details, that will help in many techniques and here we are using it as a warm up and introduction to the techniques that will follow.2- Leg drag into controlling the foot: This is the same concept from leg drag, with a couple added details, that will help in many techniques and here we are using it as a warm up and introduction to the techniques that will follow.3- Leg drag into controlling the hip: This is the basic concept of leg drag, understand this simplyfied technique will help you understand many other advance concepts of the leg drag.4- Leg drag passing when shrimps: Applying the basic leg drag technique perfectly will lead your oponent to have diffrent reactions to try to prevent you from passing, here you can see a common reaction and a easy counter to it.5- Leg drag following the turtle: Common reaction to leg drag attempt is to turn in to the turtle position, this can be a good thing if you use the opportunity to attack the back.6- Leg drag into taking the back: This is a very important concept to understand all the back taking that includes spinning or rolling. Lack of understanding this basic concept will lead you to make mistakes in the future. Assure to get this down to be able to get the back other ways, including the berimbolo.This is DAY 1, make sure to watch the other days to get a complete understanding of the course. https://youtu.be/PVvCCB8PML4
Viajante do vento
Se perguntarem por mim doravante Diga sem peleja “Tornou-se andante” De pés no chão No chão do céu Pois aonde não me encontro O vento sopra e me acha Sopra forte – Somente o vento forte Põe a voar.
Ser ou Ter: eis a nova questão
Desde que eu me entendo por gente, Raul Seixas (1945 – 1989), ou Raulzito para os mais íntimos, tem a fama de ter sido um cara polêmico, que não tinha medo da vida e muito menos da morte. Sempre ouvia meus pais, que vivenciaram o apogeu da carreira de Raul (década de 1970), o descreverem como um cara maluco, que não acreditava em Deus e que transpirava Rock 'n' Roll.
Não tinha como eu, que já vinha descobrindo um estilo alternativo para a minha playlist, não começar a ouvir Raul, ou pelo menos pesquisar mais a fundo sobre esse tal Maluco Beleza. Foi então que entrei pra lista dos hodiernos fãs de Raul Seixas.
Dentre o seu imenso repertorio, eu encontrava músicas, que apesar de terem sido escritas há décadas, se encaixavam perfeitamente com as condições sociais vividas hoje. O estopim da minha admiração por Raul foi “Ouro de Tolo”, gravada junto ao disco “Krig-há, Bandolo!” - sendo este o seu primeiro álbum solo, de grande sucesso e em genial parceria com o escritor Paulo Coelho - em 1973.
A música traz à tona a vida do eu-lírico, que já cansado de sua vida monótona e cheia de comodismo, percebe que viveu todos os anos de sua vida sem “viver”. Raul Seixas com toda sua excelência e voz esmarrida, deixa implícita uma crítica à maneira normal e cômoda de se viver, vazia e sem novas experiências. Mas por que “Ouro de Tolo”?
Depois de usufruir dos seus bens materiais (carro, dinheiro, apartamento) o eu-lírico percebe que tudo isso é bobagem, grande piada, uma tolice e que essa é a premiação, o “ouro” do tolo.
Apesar desta vida, que fica em destaque na letra da canção, ser considerada pelo eu-lírico como chata e sem graça, ele não foge da afirmação de que também é uma pessoa amargurada com a vida e que não vê graça em mais nada deste mundo.
“Eu devia estar contente
Por ter conseguido tudo o que eu quis
Mas confesso abestalhado
Que eu estou decepcionado
(...)
Ah! Mas que sujeito chato sou eu
Que não acha nada engraçado
Macaco praia, carro, jornal, tobogã
Eu acho tudo isso um saco”
Mesmo com toda essa explícita e demasiada crise existencial, é possível perceber que assim como um bom e velho sonhador o eu-lírico não deixa de manter viva a vontade de conquistar e viver coisas maiores em sua vida e que longe de toda essa “Matrix” ele costuma pensar em outra realidade (como uma válvula de escape).
“Porque longe das cercas embandeiradas
que separam quintais
No cume calmo do meu olho que vê
Assenta a sombra sonora de um disco voador”
Esse sentimento de infelicidade com a própria realidade e com a vida burguesa ficou muito presente nos jovens na época em que esta mesma música foi gravada. Diferente de alguns burgueses da Bossa Nova que compunham em seus apartamentos da Zona Sul, os jovens e grandes compositores dos anos 1970 tinham um sentimento bem diferente daquele de prosperidade e harmonia no país. Claro que o contexto era bem diferente.
Vivendo em plena Ditadura Militar, aqueles jovens que não tinham a coragem de ir para a luta armada contra o regime, ficavam também insatisfeitos com a cobrança por parte da família e sociedade para serem “alguém na vida”, caindo logo em seguida no conformismo e tendo de aceitar a realidade totalitária, “sentados em um trono de um quarto de apartamento esperando a morte chegar”.
Acredito naquela teoria de que alguns artistas compõem letras de músicas para completar outras já compostas e que essa teoria se encaixa muito bem ao perfil de composição de Raul Seixas. O tal do álbum conceitual. Músicas do mesmo álbum (“Krig-há, Bandolo!” - 1973) como “Metamorfose Ambulante” e “Rockixe” trabalham essa crítica ao American way of life e traduzem o sentimento de querer escapar o mais rápido possível dele.
Algumas outras do álbum seguinte (“Gita” - 1974) como “Sociedade Alternativa” e “S.O.S” entre outros grandes clássicos de Raul, completam perfeitamente sentido central de “Ouro de Tolo”. Veja a mínima, porém notável semelhança entre esses trechos de “S.O.S” e de “Metamorfose Ambulante”:
“Ô, ô seu moço do disco voador
Me leve com você, pra onde você for
Ô, ô seu moço, mas não me deixe aqui
Enquanto eu sei que tem tanta estrela por aí”
“Eu prefiro ser
Essa metamorfose ambulante
Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo
Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo”
Em ambos os trechos, Raul deixa explicita a vontade dos eu-líricos em saírem da monotonia e da chata rotina, seja indo embora da Terra ou sendo uma metamorfose ambulante e se mantendo em constante mudança.
Teorias e interpretações a parte, tenho uma grande admiração por Raul Seixas, por causa de sua irreverencia, sua maneira alternativa de ter visto o mundo e pelo seu jeito Maluco Beleza de ter vivido. Talvez a afirmação dos meus pais sobre ele ser louco não esteja totalmente errada.
Por Felipe Costa
The Best Ways to Learn Jiu-Jitsu Online: Felipe Costa & Caio Terra || BJJ Hacks TV Episode 6.3
Felipe Costa in Calvin Klein photo by Ronaldo Gutierrez.