E então ele viu tudo que lhe faltava sobrando nela (...)
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E então ele viu tudo que lhe faltava sobrando nela (...)
MarkP
Você é Feliz?
..
Capitulo 31 – Eu preciso dela aqui comigo.
Chay POV
Eu estava lá, andando de um lado pro outro, estava deixando até buraco de tanto que andava. Eu estava com medo, muito medo. Melanie era tudo pra mim, mesmo com ela fora por 6 anos. Ela voltou, voltou a ser minha. Coisa que nunca achei que fosse acontecer. Minha princesa havia voltado. Só que agora estava com medo dela partir, partir pra sempre. Eu continuava andando quando o Doutor apareceu. Eu fiquei olhando. Ele olhou em volta e voltou sua atenção pro papel.
Doutor: Familiares de – ele novamente olhou o papel. Nós ficamos em pé menos Sophia. Que estava sentada com Gabriel no colo, dormindo – Melanie Fronckowiak – Eu corri até ele, ele me olhou. Eu estava meio que chorando já.
Chay: Somos nós.
Doutor: Olha... Eu sinto lhe informar mas... – Ele estava me deixando cada segundo mais nervoso. Mas aflito, querendo saber o que tinha acontecido com minha princesinha. O pior de tudo é que eu não sabia, o que realmente tinha acontecido, ou o que ela foi fazer lá. Eu já estava chorando, com apenas essas palavras. Ele novamente olhou o papel e não fez uma cara boa. – Mas a senhorita Melanie sofreu um “grave” acidente – Ele disse colocando infase na palavra grave.
Lua: Grave? Como assim grave doutor? – Ela disse, se soltando do Arthur e com o rosto todo vermelho. Ele olhou em volta como não tinha muita pessoa no hospital, ele nós chamou pra sentar na sala de espera, e ele sentou na nossa frente.
Doutor: Então, pelo que consta nos exames a Melanie bateu a cabeça muito forte tendo sérios danos. – Ele disse, a cada palavra eu ficava mais em choque, não conseguia falar. Tentava, mas não conseguia.
Arthur: Ela perdeu a memoria doutor? – Ele disse, calmo.
Doutor: Não sabemos, porque ela não acordou até agora. – Ele disse ainda olhando os papeis.
Lua: Ela está em “coma” – Ela disse fazendo aspas no ar.
Doutor: É como se fosse. – Ele dizia a olhando.
Chay: Mas você é medico, não sabe dizer o que ela tem? – Eu disse já nervoso. Eu estava com tudo na cabeça.
Lua: Chay calma, não é fácil assim. – Ela disse me acalmando e conseguiu.
Chay: Desculpa, desculpa. – Eu disse, calmo e levantando – Eu posso vê-la. Pelo menos? – Eu ainda olhava com tristesa.
Doutor: Claro. – Eles levantaram, eu fui com o doutor. Cheguei no quarto bateu a dor de ver a minha princesa. Cheia de arranhões. E com vários fios ligado a ela. – Então ela está assim... Deis de quando ela chegou.
Chay: Posso tentar algo? –Eu o olhei, ele sorriu.
Doutor: Pode, só não sei se vai conseguir. Já tentamos de tudo – Ele deixou o papel em cima da mesa – Eu vou deixar vocês sozinha! – Eu vi ele saindo, fui até a cama, sentei do lado, e fiquei a olhando.
Chay: Ei princesa, você é forte, você vai conseguir. Abre o olho, lembra você prometeu nunca me deixar. Já me deixou uma vez, vai quebrar a promessa – Eu começei a chorar – Mel eu sofri muito todos esses anos sem você. Não me deixa de novo, não nós deixa. Eu e o Gabriel. Hey princesa, abre o olho. Não me deixa meu amor – Eu alisei o rosto dela e peguei a mão dela – Não me deixa, você é tudo pra mim. Eu nunca disse isso, mas você é... E sempre foi, e sempre vai ser, “Você é o melhor pra mim”. – Eu falei tudo, eu vi que não tinha respostas e abaixei a cabeça. Quando eu sinto a mão dela me apertar.
Mel: E...eu n...n...nu...nca...ca v...o...vou t...e de...deixa. – Ela falou fraco, ela estava fraca pálida. Eu sorri, e a olhei.
Chay: Eu sabia que você não ia me deixar princesa. – Eu dei um selinho nela, ela tentou sorrir.
Mel: Nunca – Ela disse ainda fraco. Eu sorri, e fiquei ali, curtindo o momento de ter a minha pequena de volta, a minha princesa.
ok, tenho que ir.
Jason estava extremamente cansado, foi para seu chalé e dormiu.
Ele se afastou lentamente, ainda de olhos fechados, mas sabendo exatamente como o rosto dela estaria desenhado. Sentiu o sorriso se formar nos lábios dela antes de terminarem com o beijo. Abriu os olhos e encontrou a ruivinha tocando os lábios de um lado para o outro com os dedos. Franziu o cenho e a olhou com curiosidade. Será que ele havia a mordido forte demais? Não, não poderia ser, não havia sangue em sua boca. Será que ele havia babado demais? Também não. De repente ela abriu os olhos, e sorriu mais abertamente ainda para ele. Os olhos o encaravam fundo, como se fizessem uma pesquisa nos seus. Ele foi obrigado a perguntar:
— Alice, tem algo errado? — deu uma risadinha torta para disfarçar o nervosismo.
— Nada, nada errado. — ela sorriu novamente. — Na verdade eu não poderia estar melhor.
Encarou o lençol da cama e sorriu novamente. Ela não conseguia evitar, suas bochechas chegavam a doer, mas era uma dor boa. Dor de que está tão feliz que pode sentir o ambiente ficar mais claro, mais vívido, mais… bonito. Ela retornou a olhar para o rosto dele, ainda curioso, e se encontrou encarando a boca dele, querendo mais.
— Alice, eu preciso ir… — diz-se levantando da cama, e se inclinando para beijar sua testa.
— Mesmo, tem certeza? — ela fez beicinho, e sua melhor cara de cachorrinho carente, mesmo que seu nariz doesse.
— Mesmo que você, e essa carinha adorável queiram me convencer do contrário, eu realmente não posso. Tenho que arrumar as coisas, ir no bar, explicar porque faltei. Esqueceu? — ele a encarou.
— Tudo bem, — ela desistiu e começou a acariciar os lençóis. — vai lá.
— Não faz essa voz de magoada, Alice. — seu tom foi de quem estava ligeiramente chateado.
— É só que eu queria que você ficasse. Mas você já fez muito mais do que eu esperava que fizesse, então pode ir. Mas... — ela não terminou a frase. Sentiu seu corpo se contrair em negação, e sua garganta fechar para aquelas palavras.
— Mas o quê? — ele ergueu as sobrancelhas e a esperou pacientemente.
— Eu vou sentir a sua falta. — falou por fim, depois de quase cinco minutos se encarando, engolindo tudo a seco, e obviamente repetindo a palavra eu muitas vezes. Muitas. Mesmo.
— Eu também vou sentir a sua, bobinha. Mas eu tenho responsabilidades, e eu larguei bastante por alguém que eu não conheço. Ou conheço. Não sei. — ele não demorou nenhum segundo sequer. Sorriu ternamente ao ver o sorriso de volta no rosto dela.
Ela não sabia o que dizer, era tudo muito estranho. Muito. Parecia aqueles filmes de comédia romântico, que um babaca larga a mocinha, e de repente ela encontra o amor de sua vida em um bar. Mas era um filme, uma fantasia, e a vida dela nunca fora assim. Nenhuma vida era assim. Seja lá quem vivesse esse tipo de vida, provavelmente era muito sortudo, ou então morava dentro de sua própria cabeça. Mas do jeito que Guilherme a tratava, sem mesmo se conhecerem, o que não poderiam mais dizer agora, ela realmente parecia ser muito sortuda. Por isso era tão difícil deixá-lo ir. Como ela teria certeza de que ele voltaria? Como ela teria certeza de que tudo não havia sido um sonho?
— Guilherme? — ela arrastou a voz, e quando ele chegou perto, ela se inclinou e o beijou novamente. Sentiu as mesmas formiguinhas subirem pelo seu corpo, como sua mãe costumava dizer. A dor no nariz já não era mais tão dolorida, e a tontura havia passado e sido substituída pela leveza. Se desgrudaram, e sorriram juntos novamente.
— Está tentando me prender aqui deste jeito? — ele riu da própria piada.
— Não... Só queria, sie lá, ter alguma lembrança de ti. — ela soou melancólica.
— Ei, ei... — ele segurou o rosto dela com as duas mãos, deixando os cabelos de lado. — Eu volto, eu tô te prometendo ok? Eu cumpro minhas promessas. — ele a olho fundo nos olhos procurando por aprovação.
— Ok, eu acredito. — ela riu.
— Tais muito engraçadinha. — ele falou com uma voz mais grossa que o normal, botando as mãos na cintura.
— Shiu, fica quieto. — ela riu mais alto. — Vai logo.
— Tudo bem se você vai me expulsar né... — falou baixo, soando machucado.
— Ei eu tava... — ela perdeu o ar de brincalhona.
— Te peguei! — ele começou a rir.
— Somos dois idiotas. — ele concordou com a cabeça, enquanto ela ria da cara da enfermeira que os encarava. [...] Camila Reis
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