Fight Hard. Love Harder. Ela tinha dado um novo significado àquela frase. Lutar. Amar. Apenas por ela. Apenas por nós.
Relentless 2, Sparta
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Fight Hard. Love Harder. Ela tinha dado um novo significado àquela frase. Lutar. Amar. Apenas por ela. Apenas por nós.
Relentless 2, Sparta
About That Night
Capitulo 017 - Escolhas
– O que vocês estão fazendo aqui?
Grunhi com o olhar furioso na direção deles e com o olhar furioso de Ian e Henry sobre mim.
– Amity!
Desejei que o mundo parasse de girar e eu pudesse descer por um segundo até o inferno e amarrar aqueles dois com o diabo. Mas não era possível. Eu estava tendo o pior dia da minha vida e varri minha memória tentando encontrar uma razão por todo aquele caos que assolava minha vida no momento.
– Querida, convide seus amigos pra entrar. – mamãe soou terna e carinhosa como sempre. Se ela soubesse...
– Eles não são meus amigos. – disse de forma fria e calculada.
Ambos tomaram a fala de Kate como um convite e entraram na minha casa. Henry fechou a porta atrás deles com uma expressão seriíssima.
– Vocês americanos, tão mal educados. – ela rolou os olhos e tomou minha frente sorrindo pra eles. – Aceitam um café, queridos? Talvez biscoitos ou um bolo? Aposto que meu Henrich tem algo para seus convidados.
Naquele momento odiei minha mãe por sua mania de boa educação.
– Kate...
– Fred, querido. Eles são amigos da nossa menina. Ou algum de vocês é o pretendente da minha Amy?
Os dois a minha frente coraram violentamente e coçaram a nuca quase em um movimento ensaiado.
– Ah...
– Mãe!
Meu pai colocou as mãos no bolso e olhou pra Ian e Henry esperando eles fazerem algo. Aquilo tudo seria uma bagunça.
– Amy, você me ajudar a preparar o café?
– Mãe, eles não são meus amigos. E não querem café, os únicos líquidos que esses dois conhecem é destilado ou vem num copo de isopor. – disse ríspida e ela me olhou por cima do ombro em reprimenda. – Os dois, pro meu quarto, agora.
Em um claro gesto de negação, Ian, Henry e papai tossiram sugestivamente em sinal negativo.
– O escritório fica logo ali, Amy. – Henry lembrou me olhando frio.
Respirar fundo e manter minhas mãos sob controle nunca foi tão difícil. Fuzilei os dois com o olhar e sinalizei para me seguirem. Bati a porta do escritório com força desejando atingir um dos dois e eles me olharam receosos.
– Que porra vocês estão fazendo aqui?
Meu tom saiu alto demais, um tanto ameaçador.
– Preciso falar com você.
– Estava preocupado.
Foi ridículo como eles falaram ao mesmo tempo. Eu não podia conversar com os dois ao mesmo tempo, mas também não podia deixar um deles por ai enquanto conversava com o outro. Eu não queria ter de lidar com nenhum deles, sinceramente.
– Você não deveria estar em Paris com a sua noiva, Bieber?
– Você não deveria estar com a Jazzy?
Nash e Justin se encararam e estavam prestes a iniciar uma discussão.
– Quero os dois fora da minha casa agora! – disse clara e dura. Eles podiam enxergar a raiva através dos meus olhos e ao notarem que eu não brincava tomaram uma postura séria.
– Amity...
– Justin, por favor! Vá embora. – pedi, meu tom saiu duro e cansado. Eu evitava até olhar pra ele. Meu coração doía com sua presença e com sua ausência, mas com suas mentiras era muito maior. Ele me olhou ferido e engoliu o seco, mas isso não iria me comover, não mais.
– Ligo pra você depois. Ok? Agora, apenas vá. – firmei minha sentença com toda a habilidade profissional que adquiri com quatro anos de faculdade. Frieza em primeiro lugar.
Justin não rebateu, nem protestou, apenas me obedeceu e saiu deixando-me a sós com Nash. Quando a porta se fechou eu tomei consciência de que ele realmente tinha ido. Soltei todo o ar que tinha prendido para não desabar na frente dele e rolei apoiei minhas mãos na mesa.
– Essa foi uma versão nova da Amy ou apenas a Dra Rox?
Lembrei-me da presença de Nash na sala e levantei o olhar. Parecendo relaxando e tranquilo, Nash tomou assento na cadeira a frente da mesa e me avaliou com seus olhos misteriosos.
– O que você quer, Nash?
Ele estava pronto para brincar comigo, mas quando viu o meu cansaço físico e emocional, apenas tomou uma postura séria.
– Preciso da sua ajuda.
– Se você ainda está tentando me convencer a fazer parte da sua gangue, ou seja, lá o que você é, e me fazer acreditar nessa teoria da conspiração contra o Justin, não precisa gastar seu tempo, apenas vá.
– Teoria da conspiração? Sério, Amy?
Ele debochou e respirei fundo.
– Nash, por favor...
– Você não se sente nem um pouco mau por tudo isso? Ele te usou. Justin mentiu pra você e... Você nem ao menos pensa em dar o troco nele?
– Não sou do tipo que guarda mágoas.
– Então você é do tipo que aceita ser amante de um criminoso de elite e está tudo bem?
Pisquei algumas vezes tentando absorver sua acusação.
Amante.
A palavra não tinha passado pela minha cabeça até o momento em questão. Era isso que eu era, apenas a outra. Em um minuto fiz uma viagem até o passado, nos inúmeros casos de adultério que coordenei. Homens infiéis com suas esposas que não tinham nenhum pingo de responsabilidade e caráter. Lembrei do olhar na face das mulheres traídas e em como o homem que elas juraram amar tinha partido seus corações.
Precisei me sentar na cadeira pra não cair me situando no cenário que Nash tinha acabado de me mostrar. Aquela era a verdade.
– Por esse olhar no seu rosto, eu posso ver que você percebe do que estou falando.
– Eu não sou... – fechei os olhos respirando fundo – Não sou a amante dele.
Abri os olhos encontrando Nash sério a minha frente. – Não é culpa sua. Sinto muito, mas é a realidade. Você vai preferir não ver, a fazer justiça? Não é sobre mim, ou você, é sobre todas as pessoas que sofreram com o que Jeremy fez, e com o que Justin faz. Você o ama? Isso é nobre, mas você, como uma agente da lei sabe que moral e bons costumes são apenas máscaras. A lei, as regras precisam ser obedecidas. E é o nosso trabalho garantir isso.
Por vários segundos parei e respirei fundo deixando a consciência me guiar.
– Tudo bem.
•
– Eu fiz café! – mamãe disse aparecendo na sala enquanto Nash caminhava pra porta.
– Senhora Rox, seria um prazer tomar o café com a senhora, mas tenho que ir. – ele sorriu daquela forma doce que me assustava.
Nash tinha tantas faces que ficava difícil confiar nele, eu não sabia em quem confiar, mas naquele momento ele era o lado certo para se estar. Kate ficou desapontada com a recusa, mas ele conseguiu contornar a situação com perfeição prometendo passar no dia seguinte e tomar o brunch com ela. Assisti tudo àquilo atenta, ele poderia ser meu aliado, mas não era por isso que seria meu amigo. Eu queria conhecer Nash, descobrir quem ele era.
– Tudo bem, querido. Até logo. – mamãe fechou a porta sorrindo e acenando docemente. Ela se virou pra mim e sorriu maquinando na mente.
– Nem pensar, mãe.
– Ele é muito bonito e educado. Não vi uma aliança em seu dedo e ele me parece um bom partido. Onde está o outro? – ela se aproximou e balancei a cabeça.
– Justin foi embora e ele não vai mais voltar.
– Oh, querida. Vocês terminaram? Eu lamento...
– Não, mãe. Justin e eu nunca tivemos nada! Agora, por favor, vamos esquecer esse assunto e vamos tomar um chá.
Ela sorriu e me abraçou caminhando até a cozinha comigo, onde papai Henry e Ian riam.
•
Justin Bieber
O despertador começou a tocar, mas eu estava cansado demais para estender o braço e desativá-lo. Estava cansado demais pra qualquer coisa. Aos poucos fui ficando consciente e abri os olhos escutando o som com mais definição. Não era o despertador, era o meu celular e ele não estava na cômoda, e sim a minha frente na cama.
Pisquei algumas vezes e me movi pegando o aparelho vendo a foto de Amy no visor deslizei o dedo e aceitei a chamada sem pensar muito.
– Hey – eu não tinha voz direito, mas ela deve ter entendido.
– Mm, te acordei?
– Não... Eu só... – bufei e me ajeitei na cama – Sim, eu estava dormindo.
– São duas e meia da tarde.
Eu não me importava com o horário, muito menos hoje. Meus planos seriam dormir e dormir até que a merda da minha vida voltasse pro lugar. As doses de uísque que eu tinha bebido na noite anterior pesaram na minha cabeça e apertei os olhos sentindo a dor latejando no fundo do meu cérebro.
– Por que ligou?
Ela tinha deixado as coisas bem claras na noite anterior. Amity não queria saber de mim. Seus olhos estavam cheios de magoa e eu não a culparia. Ela provavelmente tinha descoberto sobre o meu casamento e toda a merda que eu estava fazendo. Sim, eu era o culpado desse caso.
– Eu disse que ligaria. Precisamos... Conversar. – seu tom ainda que parecesse um pouco mais baixo do que o habitual, era firme. Aquela mulher era um poço de segurança, firmeza e força.
– Pra quê, Amy? Você me odeia, consigo entender isso. Fodi as coisas com você de novo, pedi pra você me esperar, mas...
– Do que você está falando? – ela perguntou atônita e abri os olhos sentindo meu organismo começar a funcionar.
Ela não sabia?
– Do que você está falando?
– Quero conversar com você sobre como as coisas vão funcionar, quero discutir a relação com você, Justin. Apenas isso. Eu estava cansada ontem, você simplesmente apareceu, Nash também... Eu estava estressada, ok? Me desculpe.
Sentei-me na cama chocado e confuso. Amity ainda não tinha descoberto sobre o meu casamento, ela não estava irritada por isso e nem iria me odiar por ser um filho da puta, pelo menos não ainda. Um sorriso tomou conta do meu rosto e o alivio dissipou a tensão através do meu corpo.
– Oh... Eu posso entender. É que, não sei. Pensei que você iria querer terminar comigo. – disse me praguejando internamente por mentir para ela. – Deixa pra lá.
Ela riu do outro lado e eu sorri ainda mais me sentindo o cara mais aliviado do mundo.
– Terminar com você? Você é lindo demais, não posso perder um pretendente assim.
Sorri e olhei ao redor do meu quarto desejando que ela estivesse aqui. Meus olhos caíram no relógio digital na parede e vi que era quase três horas.
– Então você só está interessada no meu dinheiro.
– E no seu corpo. – ela completou e deixei minhas costas caírem contra a cabeceira da cama.
– Gosto de você, Amy. Demais.
Pude sentir o sorriso dela do outro lado. – Eu também gosto de você, Bieber. Podemos sair para almoçar? Quero dizer, você ainda tem que tomar café, então...
– 38 Leste, com a 61 st.
– O quê?
– Meu endereço. Esteja aqui em vinte minutos.
Ela riu baixo, mas eu sabia que ela aceitaria – Qual o número do seu apartamento?
– Sério, Amy? – questionei me levantando da cama.
– Tudo bem. Devo presumir que é a cobertura?
– Apenas o melhor.
•
Antes mesmo da campainha tocar, abri a porta com um sorriso no rosto vendo Amity segurar duas sacolas de papel e um sorriso lindo no rosto. Ela conseguia marcar qualquer cara só com aquele olhar e sorriso. Caminhando com elegância e sensualidade sobre seus saltos, ela entrou no meu apartamento indo direto pro balcão da cozinha deixando as sacolas ali. Era quase como se ela fosse de casa. Eu gostei desse pensamento. Fechei a porta e ela olhou ao redor fazendo um reconhecimento do lugar.
– Acho que você se esqueceu de alguma coisa. – me aproximei dela.
– Huh? – ela olhou para as sacolas no balcão e começou a tirar as coisas de dentro. – Não, eu trouxe tudo. Red velvets, pães, carne e vinho... – antes que ela terminasse apertei seu quadril com as mãos e a virei para mim tomando seus lábios.
Ela não deveria ter feito de propósito, mas eu não pude evitar. A roupa que ela usava se limitava a um vestido tomara que caia justo, o tecido abraçava seu corpo nos ligares certos, valorizando cada pedacinho dela.
Amity ficou parada alguns segundos e então correspondeu ao meu beijo, abraçando meu pescoço e abrindo a boca. Seu corpo estava entre o balcão de mármore negro e eu, aquela pressão entre nossos corpos estava reacendendo partes de mim que não tinham uma atenção há algum tempo. Eu precisava transar, mas estava arruinado pra qualquer outra mulher que não fosse Amity. Só ela conseguia me excitar e nada, nem ninguém podia tirar o corpo dela da minha cabeça e seus gemidos do meu ouvido. Tomado por tais pensamentos apertei mais ela e a ergui sobre o balcão. Ela partiu o beijo para respirar e sorriu.
– Oi pra você.
Sorri e mordisquei seu queixo.
– Você está irresistível nesse vestido. Está tentando me tirar a sanidade, doutora? - murmurei beijando e mordendo seu pescoço. Amity arfava em resposta as minhas carícias e apoiou o corpo nas mãos.
– Vim aqui pra comer com você e não pra ser devorada, Bieber. – ela rebateu entre respirações profundas. Sorri e parei de beijar seu pescoço.
– Quero você como sobremesa. – rebati, apoiando minhas mãos no mármore frio e deixei meus lábios próximos dos dela.
Seus olhei azuis intensos me avaliaram com uma pitada de mistério e ela sorriu tocando meu rosto. – Temos red velvets pra isso, querido.
– A única coisa vermelha que estou desejando são seus lábios. – mordi o lábio inferior e ela sorriu largo.
Amy me beijou de volta apertando minha nuca e desceu do balcão me abraçando com carinho em meio ao beijo que iam se acalmando gradativamente. Ela parou o beijo com selinhos até abrir os olhos.
– Vamos comer antes que esfrie.
Eu não sentia a menor fome, mas qualquer coisa que ela me pedisse no momento eu faria, eu estava caído por ela. Não havia volta, não tinha saída, eu só queria Amity Rox van der Built.
– Onde estão os pratos? – ela perguntou saindo do meu aperto e prendendo o cabelo em um coque. Sorri derrotado e peguei pratos e talheres pro brunch. Amy tinha passado no restaurante da família e trazido comida fresca pra nós. Eu tinha de admitir que eles tinham uma das melhores comidas em toda a cidade, seriam maiores se tivessem mais visibilidade.
– Você não me disse que seus pais estavam na cidade.
– Eu não sabia até chegar em casa ontem. – ela respondeu bebendo o vinho.
– Sua mãe é simpática.
– Minha mãe quer me casar a qualquer custo. Ela é simpática com qualquer um que tenha olhos bonitos e um pau entre as pernas. Ela disse que já desistiu de Henry e Ian e então eu sou a ultima opção dela.
Ri alto e ela me acompanhou. – É sério! Não sei como vai ser quando ela descobrir que o Ian vai ser pai. – seu tom mudou drasticamente e ela perdeu o sorriso.
– Como você está em relação a isso?
– Não tenho certeza. – ela ponderou fitando seu prato – Ian sempre foi o mais irresponsável de nós três, mas não pensei que ele chegaria a esse ponto. Por mais raiva que eu sinta, não consigo ficar irritada com ele. Sempre estivemos juntos, pra tudo. Agora não vai ser diferente.
Amity pareceu incomodada com aquele assunto, então apenas assenti e não insisti no assunto. – E você? Quero dizer, você nunca me disse muito sobre a sua família e sua irmã. Como é sua relação com eles?
Engoli o filé sentido ele descer pesado pela garganta.
Família.
Eu não sabia mais o significado dessa palavra, não depois dos últimos acontecimentos. Amity sempre tinha sido honesta comigo e eu queria poder lhe dar a mesa honestidade, pelo menos a menor parte que eu podia.
– Minha família é... – tentei encontrar uma palavra que pudesse definir esse inferno de forma menos pejorativa. – Complicada.
Ela inclinou a cabeça e me olhou curiosa. – Sou todo ouvidos.
– Jazzy e eu somos bem ligados, depois que meu pai – fechei os olhos por um segundo sentindo aquele peso cair sobre os meus ombros novamente, era sempre assim quando eu falava dele. – Depois do acidente, nós ficamos mais próximos. Eu me tornei a figura masculina para ela, me tornei seu protetor. As coisas com minha mãe nunca foram fáceis pra nenhum de nós – limpei minha boca com o guardanapo – Meu pai sempre foi nosso herói e de repente, de uma hora pra outra ele tinha desaparecido de nossas vidas como se nunca tivesse existido. – engoli o seco sentindo tudo que senti anos atrás, era como reviver o pesadelo.
As pessoas especulando, dizendo coisas terríveis sobre o cara que sempre foi meu exemplo, a perseguição de fotógrafos que sofri, os comentários maldosos, o olhar depreciativo das pessoas em relação a nós... Tudo.
Com a vergonha, vinha a raiva e a indignação em relação a tudo, não somente ao passado, mas ao presente também.
Levantei-me da mesa de súbito precisando respirar e sai em direção a varanda. Empurrei a porta de vidro e apoiei as mãos na grade vendo a cidade caótica abaixo de mim e o céu azul sobre a minha cabeça. Era um paradoxo infernal.
– Justin...
A voz de Amity soou de longe e depois senti ela apertando meus ombros afim de me relaxar. – Você não...
– Foi um inferno. Ainda é. – disse firme apertando a barra da varanda.
– Não é mais. Não precisa ser, estou aqui, com você. – ela me abraçou por trás – Me desculpe por ter tocado no assunto.
Apertei meus olhos tentando migrar meus pensamentos pra qualquer outra coisa. Tentei apenas programar meu corpo para sentir tudo que Amy estava me causando. Seus braços ao meu redor de forma protetora, seu corpo quente contra o meu...
Soltei as barras e apertei as mãos dela por cima do meu corpo, ela beijou minhas costas por cima da camiseta e entrelaçou seus dedos nos meus.
Ela era tudo o que eu precisava.
Me virei pra ela e forcei um sorriso. – Não foi sua culpa. Nada disso é. – engoli o seco e ela me deu um sorriso doce.
A forma como ela conseguia comandar o mundo como um general e ainda sim sorrir como uma adolescente inocente me hipnotizava, ela era como um uísque antigo, amargo e forte, mas doce e leve ao mesmo tempo. Amity era o maior paradoxo.
Segurei o espaço entre o pescoço seu rosto dos dois lados e ela sorriu deixando as mãos no meu quadril. – Você pode confiar em mim.
Ela não me olhou nos olhos disse isso, mas não foi preciso. Eu não poderia confiar, por mais que eu quisesse e sentisse que ela estaria comigo, eu não podia entregar isso a ela... Porque ela não podia confiar em mim, jamais e eu não queria que isso acontecesse.
– Você vai me esperar?
Perguntei mais uma vez deixando minha testa cair contra a dela.
– O tempo que for preciso. – ela sussurrou de volta e então a beijei entregando a ele tudo o que eu podia no momento. Não era muito, nem de longe o suficiente, mas era tudo o que eu tinha. E esse pequeno tudo eu queria entregar a ela.
Beijei Amity como se aquele gesto fosse o nosso ato de confiança, a nossa aliança perante a tudo ao redor. E ela retribuiu da mesma forma, como se quisesse me contar algo que não conseguisse.
Nash
– Senhora Rox, Amity não é o tipo de mulher que... Se ganha com palavras. Ela merece gestos. Você já viu aquela mulher no tribunal? Ela exala confiança e determinação. – Katherine sorriu e riu com a minha resposta.
– Nash, querido. – ela deixou o guardanapo na pesa – Toda mulher gosta de palavras. Amy só é um pouco mais complicada e difícil de ganhar do que a maioria, mas ela ainda é uma mulher e ainda é a minha filha. Eu a conheço, ela tenta ser o melhor que pode ser, mas morre de medo de errar. Ela teme se decepcionar e só está a procura de alguém que possa realmente entendê-la. Amy precisa de alguém que a faça deixar suas preocupações de lado. Ela quer ser... Domada. – as palavras de Katherine bateram na minha cabeça e respirei fundo tentando absorver aquela informação.
Não era uma conhecida, ou alguma amiga me dizendo tudo aquilo sobre ela. Era sua mãe. Amity era realmente uma mulher difícil, dura, decidida e destemida. Ela não era só mais uma, sua coragem desafiava limites, mas seu erro, o maior deles era ter se apaixonado pela pessoa errada. O amor tinha apagado suas linhas entre a razão e emoção, ela podia ser destemida, mas quando seu coração começava a falar mais alto ela esquecia-se do mundo.
Eu gostava dela, como mulher ela tinha o meu respeito, contudo, eu não podia confiar nela. Seu amor por Justin certamente a deixaria no meio de um conflito interno, então eu precisava a cercar e me assegurar de que ela não olharia para trás no meio do caminho. Eu precisava de armas, e não havia nenhuma melhor do que conhecer as fraquezas se seus alisados caso eles se tornem seus inimigos.
– Acha que eu sou o homem certo pra domá-la?
– Por que eu estranhamente acho que você está levando isso pro lado sexual, Nash?
Ri balançando a cabeça e olhei para Kate. – Não foi o que eu quis dizer. – ri – Amy não pode ser domada. Ela tem que ser conquistada e ela não está apaixonada por mim.
– Deixe-me contar uma história. É sobre o primeiro amor de Amy...
E então Katherine me abriu páginas sobre a história de Amity que eu nunca esperei ler.
Justin Bieber
– Tenho que voltar pro trabalho. – ela disse pegando a bolsa e fazendo menção para se levantar, mas a apertei mais entre meus braços.
Eu não queria que ela fosse. Não apenas porque a solidão daquele apartamento me assustava, mas porque eu queria que ela ficasse. Eu precisava disso, ficar deitado no sofá abraçado com alguém que se importasse comigo sem segundas intenções. A carência nunca foi um problema o qual sofri, pelo contrario, estive sempre tão cercado que as vezes me sentia sufocado. Mas agora... Eu não queria estar com ninguém além dela. E isso assustava a merda pra fora de mim, porque uma hora ela riria embora. Alguma hora ela iria descobrir tudo e então eu estaria sozinho novamente. E o medo do que eu poderia fazer sozinho me aterrorizava. Eu não queria ter tempo pra pensar em todos os meus erros, para não ter tempo de me arrepender deles.
– Você não pode ficar? Inventar alguma doença e apenas ficar aqui comigo?
Ela riu e balançou a cabeça – Tenho dois contratos enormes para analisar as cláusulas quando chegar ao escritório, não tenho tempo pra inventar alguma doença.
Bufei e soltei o aperto pra que ela pudesse se levantar.
– O que foi?
– Não gosto de ficar sozinho. – admiti incomodado e ela se virou pra mim depois de calçar os saltos.
– O que você quer dizer?
– Nada. Apenas... A solidão me assusta. – encolhi os ombros e ela me olhou surpresa.
– Você vive sozinho nesse lugar enorme e está me dizendo que a solidão te assusta? Não faz sentido – ela riu.
– Não estou sozinho a maior parte do tempo, só venho pra cá na hora de dormir, do contrário, sempre tem alguém pra me tirar do sério – ri fraco. – Queria apenas ficar com você. Por um tempo.
– Oh, eu... – ela me olhou por alguns segundos e ficou séria. – Tenho que ir.
De um segundo para o outro Amity mudou totalmente, ela pareceu ter levado um choque de realidade e tomado consciência.
– Amy?
Ela juntou suas coisas e caminhou apressada até a porta me ignorando totalmente. – Amity! – gritei e ela parou de costas para mim em frente a porta.
– Que diabos é isso? O que aconteceu? Você simplesmente...
Ela se virou pra mim com uma expressão dolorosa e fechou os olhos. – Te ligo depois, ok?
– Amy...
– Adeus, Justin. – e então ela saiu.
Abriu a porta e foi embora como se eu tivesse feito algo errado, como se eu tivesse ferido ela de alguma forma. Como se... Doeu ver ela com aquela expressão direcionada a mim
Eu tinha acreditado no melhor que ele poderia ser, mas ele me mostrou o pior que ele realmente era.
Mack, Relentless - Atração Perigosa
Meu coração estava sangrando. Ele tinha deixado de lado a função de bater e agora estava apanhando. Sendo nocauteado por um campeão, sendo destruído pelo cara que eu estava apaixonada.
Mack, Relentless - Atração Perigosa
– Você é um covarde! A porra de um covarde! Eu estou aqui! Aqui na sua frente! Eu quero você! Então seja corajoso e me queira de volta!
Mack, Relentless - Atração Perigosa
– Você pode tentar me derrubar, você pode parar de me amar, mas não pode me obrigar a parar de amar você. Não vou desistir, garotão.
Mackenzie, Relentless
Apenas eu e ele. Apenas nós dois em um mundo paralelo onde a vida parecia banal e a morte era gloriosa.
Dark Paradise




