O positivismo surgiu no período em que a Europa tornava se industrial com o intuito de propor uma nova organização social. A vertente foi criada por August Comte, filósofo Francês e fundador da sociologia. Comte nasceu em Montpellier-França, no dia 19 de Janeiro de 1798 e ao começar seus estudos na Escola Politécnica de Paris apresentou ideias não compatíveis com as que a instituição regia e por este motivo foi expulso. Seus pensamentos começaram a ser conhecidos a partir do momento em que ele foi secretário de filósofo Sant-Simon.
August Comte tinha em mente a criação de uma teoria que conquistasse um modelo de sociedade organizada, esta doutrina buscava ver o superficial considerando a ciência positiva como observação aparente dos fenômenos, desse modo não questionando os acontecimentos dentro da conjuntura.
Dentro do positivismo haviam três ideias principais que norteavam essa vertente, sendo elas:
As leis regulavam os fenômenos sociais e humanos, os quais faziam com que a sociedade não tivesse autonomia para expressar suas próprias ideias;
O naturalismo positivista era um método utilizado para estudar o homem e a sociedade;
O modelo da objetividade científica norteavam as ciências naturais, humanas e sociais.
No Brasil Comte teve grande influência entre os intelectuais e militares. A presença do Positivismo foi eminente na elaboração da Constituição de 1891 e também influenciou nosso sistema de ensino.
Desse modo percebemos que a essência do Positivismo está fundamentada na culpabilização do indivíduo, fazendo com que ele seja responsável por suas ações, mesmo que elas sejam involuntárias e ligadas a sociedade.
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COMTE, Auguste. Comte, vida e obra; seleção de textos de José Arthur Giannotti. Coleção Os Pensadores. São Paulo: Abril Cultural, 1978
Publicação feita por: Anderly Zargiski e Milla Cristye