Atualização da Novartis sobre estudo de fase III com fingolimode em esclerose múltipla primária progressiva (EMPP)
• O estudo de fase III em esclerose múltipla primária progressiva (EMPP) não alcançou seu objetivo primário
• A EMPP é distinta dos outros tipos de esclerose múltipla, e não há hoje um tratamento aprovado capaz de modificar o curso desta doença
• A Novartis permanece altamente comprometida em descobrir e desenvolver opções de tratamento para pacientes com doenças neurológicas crônicas incapacitantes
São Paulo, dezembro de 2014 – A Novartis anunciou que o estudo INFORMS, de fase III, em esclerose múltipla primária progressiva (EMPP) não demonstrou diferença significativa entre fingolimode e placebo em uma combinação de medidas de avaliação da incapacidade. Os resultados de segurança foram consistentes com o já estabelecido perfil de fingolimode na esclerose múltipla remitente-recorrente (EMRR)1.
A EMPP é uma doença do Sistema Nervosa Central (SNC), que atinge cerca de 10% dos 2,3 milhões de pacientes diagnosticados com esclerose múltipla no mundo2. A EMPP é uma forma diferente da EMRR em relação ao processo básico da doença, ausência (ou quase ausência) de surtos e menos lesões ativas na ressonância3,4.
Acredita-se que os danos severos e irreversíveis ao SNC na EMPP, sejam causados por diferentes razões, levando a perda de células nervosas, e consequentemente do contínuo acúmulo de incapacidade. O que com o passar do tempo, pode impactar profundamente na vida dos pacientes. Além disso, a doença é normalmente diagnosticada mais tardiamente do que os demais tipos de EM, quando já ocorreram danos significativos ao SNC. Apesar de inúmeras pesquisas e de interesse da área acadêmica, não há hoje, terapias aprovadas que demonstrem mudar o curso evolutivo desta incapacitante doença e os tratamentos atuais visam, principalmente, a gestão dos sintomas.
“Nós entendemos o quão desapontadora essa notícia é para os pacientes afetados e para a os estudos da doença. Apesar da EMPP ser considerada uma das formas clínicas da EM, relativamente pouco se sabe sobre a doença e, dessa forma, a descoberta de tratamentos eficazes permanece desafiadora. Iremos trabalhar ativamente junto à comunidade médica de EM, para revisar e analisar os resultados do estudo INFORMS, a fim de ampliar o entendimento sobre essa doença”, relatou Vasant Narasimhan, Chefe Global de Desenvolvimento na Novartis.
Ainda, segundo o Narasimhan, “O Gilenya™ (fingolimode) revolucionou o tratamento da EMRR, ao ser o primeiro tratamento oral modificador da doença. A Novartis permanece, fortemente, comprometida com a continuidade das pesquisas por novas opções de tratamento para pacientes com EM e outras doenças neurológicas”, afirma o pesquisador.
O estudo INFORMS teve como base o conhecimento sobre a capacidade de fingolimodepenetrar no SNCe pode interagir com as células causadoras de danos, existentes no SNC5-7. A hipótese estudada era de que este efeito central, que é bem conhecido na EMRR, poderia também ser relevante na EMPP. Os resultados do estudo INFORMS sugerem que a EMPP possui mecanismo subjacente diferente das formas recorrentes da EM1.
O Fingolimode, comercializado como Gilenya™, é aprovado no Brasil e nos Estados Unidos como tratamento de primeira linha de adultos com EMRR8. Na União Europeia, Gilenya™ é indicado para o tratamento de adultos com EMRR altamente ativa , definida tanto pela permanência da alta atividade da doença mesmo com o uso de tratamento com ao menos uma terapia modificadora da doença (TMD), ou EMRR com rápido e severo curso9.
Além disso, Gilenya™ é a única TMD capaz de impactar o curso da EMRR com alta eficácia entre os quatro parâmetros de atividade da doença: surtos, lesões na ressonância magnética, atrofia cerebral (perda de volume cerebral) e progressão da incapacidade10-14. A probabilidade de alcançar ‘não evidência de atividade da doença’ (NEDA-4) nestes quatro parâmetros é 4 vezes maior na EMRRnos pacientes tratados com Gilenya™ em comparação aos tratados com placebo15.
O perfil de segurança de Gilenya™ na EMRR é bem compreendido e baseado em evidências substanciais de três dos maiores estudos clínicos e extensiva experiência no “mundo real” com mais de 100.000 pacientes tratados, e com a exposição anual de pacientes hoje de cerca de 172.500 pacientes por ano.
O INFORMS foi um estudo duplo-cego, randomizado, multicêntrico, com grupo paralelo utilizando placebo como controle, comparando a eficácia e segurança de fingolimode (0,5 mg) versus placebo em pacientes com esclerose múltipla primária progressiva (EMPP)16. O INFORMS foi o maior estudo clínico já conduzido em EMPP. Exatos 970 pacientes entre 25 e 69 anos com EMPP foram incluídos no INFORMS em 148 centros, espalhados por 18 países, incluindo Austrália, Bélgica, Canadá, República Checa, Dinamarca, Finlândia, França, Alemanha, Hungria, Itália, Holanda, Polônia, Espanha, Suécia, Suíça, Turquia, Reino Unido, e Estados Unidos. Os pacientes foram tratados por pelo menos três anos1.
O objetivo primário do estudo foi avaliar a eficácia de fingolimode versus placebo na redução do risco da progressão da incapacidade sustentada por três meses, com base em uma composição de medidas da Escala Expandida do Estado de Incapacidade (EDSS), avaliação da função do membro superior (9-Hole Peg Test, HPT) e teste de caminhada cronometrada (25 pés ou por 7,62 metros)1.
Sobre a Esclerose Múltipla
A doença é neurológica, auto-imune e crônica– ou seja, as células de defesa do organismo atacam o próprio SNC, provocando lesões inflamatórias cerebrais e medulares. Embora a causa da doença ainda seja desconhecida, a EM tem sido foco de muitos estudos no mundo todo, o que têm possibilitado uma constante e significativa evolução na qualidade de vida dos pacientes. Os pacientes são geralmente jovens, em especial mulheres de 20 a 40 anos.
O diagnóstico é basicamente clínico, e deve ser complementado por ressonância magnética. Os sintomas mais frequentes são fadiga, formigamentos, perda de força, falta de equilíbrio, espasmos musculares, dores crônicas, depressão, problemas sexuais e incontinência urinária.
Para saber mais acesse: www.portal.novartis.com.br/esclerosemultipla.
A Novartis oferece soluções de saúde inovadoras que atendem às necessidades em constantes mudanças dos pacientes e da população. Com sede em Basileia, na Suíça, a Novartis oferece um diversificado portfólio de medicamentos inovadores; cuidados com os olhos; medicamentos genéricos de baixo custo; vacinas preventivas e ferramentas de diagnóstico; medicamentos isentos de prescrição e saúde animal. A Novartis é a única empresa global com posição de liderança em todas essas áreas. Em 2013, as operações do Grupo atingiram vendas líquidas de US$ 57,9 bilhões, enquanto cerca de US$ 9,9 bilhões foram investidos em pesquisa e desenvolvimento. As empresas do Grupo Novartis empregam aproximadamente 136.000 colaboradores e operam em mais de 140 países ao redor do mundo.
Mais informações, www.novartis.com.br
As informações contidas neste texto têm caráter informativo, não devendo ser usadas para incentivar a automedicação ou substituir as orientações médicas. O médico deve sempre ser consultado a fim de prescrever o tratamento adequado.
1. Data on file. Novartis Pharmaceuticals.
2. Atlas of MS global prevalence (http://www.atlasofms.org/)
3. Miller DH et al. Lancet Neurol 2007; 6: 903–12.
4. Kutzelnigg A et al. Handbook Clinical Neurology 2014; Volume 122 (3rd series): 15-58.
5. Brinkmann V. FTY720 (fingolimod) in multiple sclerosis: therapeutic effects in the immune and the central nervous system. Br J Pharmacol 2009;158(5):1173-1182.
6. Chun J & Hartung HP. Mechanism of Action of Oral Fingolimod (FTY720) in Multiple Sclerosis. Clin Neuropharmacol. 2010 March-April;33(2):91-101.
7. Data on file. Novartis Pharmaceuticals.
8. http://www.accessdata.fda.gov/drugsatfda_docs/label/2012/022527s008mg.pdf. Accessed November 2014. Bula de fingolimode no Brasil, disponível em http://www.portal.novartis.com.br/UPLOAD/ImgConteudos/1823.pdf. Último acesso em dezembro de 2014.
9. http://ec.europa.eu/health/documents/community-register/html/h677.htm. Accessed November 2014.
10. Cohen JA et al.; for TRANSFORMS Study Group. Oral fingolimod or intramuscular interferon for relapsing multiple sclerosis. N Engl J Med. 2010;362(5):402-415.
11. Kappos L et al.; for FREEDOMS Study Group. A placebo-controlled trial of oral fingolimod in relapsing multiple sclerosis.
12. Montalban et al. Long-term efficacy of fingolimod in patients with relapsing-remitting multiple sclerosis previously treated with interferon beta-1a or disease-modifying therapies: A Post-hoc analysis of the TRANSFORMS 4.5 year extension study. European Neurological Society, June 10, 2013 P539.
13. Kappos L et al. Phase 3 FREEDOMS study extension: fingolimod (FTY720) efficacy in patients with relapsing-remitting multiple sclerosis receiving continuous or placebo-fingolimod switched therapy for up to 4 years. Poster presented at: 28th Congress of the European Committee for Treatment and Research in Multiple Sclerosis; October 10-13, 2012; Lyon, France. Poster P979.
14. Chin PS et al. Early effect of fingolimod on clinical and MRI related outcomes in relapsing multiple sclerosis. Poster presented at: 28th Congress of the European Committee for Treatment and Research in Multiple Sclerosis; October 10-13, 2012; Lyon, France. Abstract P459.
15. Kappos L et al. Inclusion of brain volume loss in a revised measure of multiple sclerosis disease-activity freedom: the effect of fingolimod. Abstract presented at: 2014 Joint ACTRIMS-ECTRIMS Meeting; September 10-13, 2014; Boston, Massachusetts. Abstract 1570. Free communication FC1.5.
16. Miller DH et al. AAN 2013; P07.116.
17. Filippi M. et al. Association between pathological and MRI findings in multiple sclerosis. Lancet Neurol.2012 Apr;11(4):349-60.