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Cine Majestic delicadamente foge do jeito americano de falar sobre a guerra
Peter Appleton está vivendo a realização de um sonho: namora uma atriz em ascensão - cujo primeiro filme de sua carreira foi escrito por ele - e seu primeiro filme de grande orçamento começará a ser rodado em breve... até que a Guerra Fria aparece com um gigante balde de água fria após o governo descobri que, para tentar conquistar uma garota, frequentou uma reunião de guerrilheiros comunistas. Agora sob investigação por atividades não-patriotas, tudo que estava dando certo em sua carreira meio que cai sobre terra. Peter bebe demais para tentar esquecer os problemas da vida, e acaba sofrendo um acidente automobilístico na volta para casa.
Na manhã seguinte o rapaz acorda com amnésia em Lawson, uma cidadezinha californiana, onde ele é confundido com Luke Trimble, um dos vários jovens da cidade que morreram durante a Segunda Guerra Mundial. Será que ele vai conseguir lembrar de sua verdadeira identidade? Será que o governo vai julgá-lo como uma ameaça comunista, dando fim à sua liberdade e carreira ao mesmo tempo?
Gosto como o cinema Majestic, assim como o Luke, representa boas coisas para Lawson. É como se toda a rotina da cidade tivesse mudado drasticamente devido a guerra e fosse incapaz de voltar a ser a mesma - até que um "milagre" acontece. A reabertura do cinema acaba sendo a concretização de que os tempos ruins acabaram, e os cidadãos dali podiam finalmente seguir suas vidas da forma como faziam antes da guerra acontecer.
Acredito que esse seja um dos poucos filmes americanos que focam no lado não-glorioso da Segunda Guerra. Quase toda a juventude daquela cidade foi dizimada e, apesar de todo mundo estar em consenso sobre o importante trabalho de seus entes queridos em proteger os ideais americanos, percebemos um certo ressentimento acerca da maneira desdenhosa que o presidente tratou as perdas da cidade. Por ser pequena, Lawson sentiu bem mais que lugares como Los Angeles o peso da guerra, e isso claramente atrapalhou o "ciclo natural" das coisas: faltam homens para realizar as normas e convenções sociais (casar, ter filhos etc) da época.
Nunca havia visto um longa com esse tipo de abordagem sobre a Guerra Fria, e apesar de já ter lido sobre como os Estados Unidos tratavam os opositores do capitalismo na época, a emoção que uma cena bem produzida é capaz de passar nos traz não só novas reflexões acerca dessas situações, mas também uma série de arrepios. O clímax dessa parte da narrativa, inclusive, me fez lembrar bastante da icônica cena de A Mulher Faz o Homem (Mr. Smith Goes to Washington, 1939). Senti, inclusive, os mesmos arrepios enquanto assistia!
O governo americano é retratado como uma espécie de "vilão burro" aqui, justamente por ferir o precioso first amendment (que trata justamente sobre o direito à liberdade de expressão) ao iniciar uma caça ditatorial à todos aqueles que pensam diferente do que os chefões do poder acham que é melhor para o país. Talvez seja por isso que Cine Majestic tenha tido críticas tão amenas e um péssimo desempenho nas bilheterias. No entanto, é um filme maravilhoso, delicado e emocionante que evidencia bem a versatilidade de Jim Carrey.
E atire a primeira pedra quem não ficou sonhando em assistir a um filme num cinema tão belo e imponente como o Majestic.
Case: Projeto Experimental II - UNIFACS 2017.1
Título: “O amor é o maior dos rituais”
Cliente: Rituall Sex Shop
Roteiro: Jamile Guedes
Direção: Daniel Vasco/Jamile Guedes
Edição e Finalização: Daniel Vasco
And we were in flames,, I needed, I needed you.. To run through my veins,, like disease, disease.. And now we are strange,, strangers...
Daughter, Winter
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Alguém ai tem um filme bom de romance (jovem) pra me indicar ?
“Tá frio. Tá chovendo. A casa tá vazia. E eu tô carente.”
Querido John