Colocando a água de lado Alguns teóricos bêbados em vinagre Ousavam dizer que qualquer alquimista conseguiria Transmutar óleo e água em vinho seco... Destruir tratados que transavam com Tordesilhas Sinto muito, avô português Mas nossa líbido não cabe em teu país Eleito por colunas sábias, a porta de entrada dos beijos quentes de amantes Te chamo por uma onomatopeia, Amei-te desde que fizestes cinzas dos confetes Carnavais meus e teus foram tombados como descanso de cigarro Portanto, os planos de vinganças caseiras foram conta gotas de nossa bebedeira Ambíguo umbigo: Alimenta dois entes-queridos De prosa, destino e banquetes Sem ligações partidárias ou genealógicas... Não amamos o amor do outro Tendíamos aos casos de espelhos Entre o paradoxo de nossas pernas, exitávamos de vossa língua Por dividir uma fome secular de êxito, em folia de folie à deux Perdi o toque de hermético elétrico Tão pouco sabia de teorias e mistérios Tudo que tinha eram rimas de versos AM Uma foto tua, três por quatro, e o teu cheiro de cigarro nos lábios Como ratos de desenhos, amaldiçoávamos outros filhos Enquanto teus filos diziam-se primos Possuindo olhos vermelhos e mantras pacíficos Caminhando para fora do quarto como a estátua de teu mito Não tivera anel, não formou-se foices Era só um poema de amor a minha maneira derradeira Não amava, não tornou-se taxidermia Coexistia em dualidade no mesmo trânsito teatral...
Romance Cor Maçã, Pierrot Ruivo


















