Clara Assis
INFRARED
Série fotográfica
2024
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Clara Assis
INFRARED
Série fotográfica
2024
{ And so that day Mr. Verbeen and his brother started to understand and experience timelessness. }
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Clara Assis Intocável Série fotográfica 2023
SOMETHING HAPPENED It may seem that you have moved from one place to another, but that is not what really happened sir. It was Jo-Nanda's sixth chakra. .
INA'S TIMELESSNESS Yes Ina Landman, you are right, time is in the midst of now, but eternity is in the midst of time. Hank Bof will be here soon. Sure enough. .
WHERE ARE YOU HILMA HOLMERMAN? The most original part, her center, her spiritual park was not seen; it was not recognized, not responded to, because most of time she stayed inside. Hilma Holmerman, often disapproved of and rejected, with a wonderful house. That was for sure. When I asked her about where she was, she said: 'I'm looking for my own deep true sense of self. I took her word for it. Then she went quickly back inside. .
2019 - Foto performance realizada via troca de e-mails por Thomas Edson (@thomasedsonjc) e Rafael Fita (@rafaelfita08)
Thomas Edson: Como e onde a sua arte te dá força? Quem e como você quer atingir com a sua arte?
Rafael Fita: A arte me dá forças quando eu não sei mais o que fazer, quando não sei mais qual é o sentido da vida, crio para poder me dar vidas para viver, para me diferenciar, para cuidar de mim, da minha vida, da minha psiquê. Sonhar acordado, brincar sozinho, encontrar a minha independência, criar meus filhos e poder prosperar sem ter limites. Eu encontrarei o meu poder, o meu valor na arte, as minhas possibilidades distintas e infinitas. Poder me diversificar, usar melhor as minhas ferramentas corporais, giz de cera, lápis de cor, o asco. Como eu posso usar o asco para me desprender da beleza? Da aparência que penso ser uma prisão - dependendo de como nos acomodamos na mesma ou de como a mesma se apropia de nós. Beleza esta que muitas vezes pode ser o que você percebe que os outros querem que você aparente ser/seja. O que você aparenta ser não é realmente o ser. O seu ser límpido qual é? Não vai ser isso. Eu brinco de pensar que sou a minha obra de arte porque minhas obras de artes são uma forma de me desprender da aparência, de poder ser uma outra coisa, de improvisar, me aprimorar, me trabalhar. Elas são a extensão do meu corpo e o que eu faço com elas possivelmente é correlato ao que eu faço comigo mesmo. Se deixo elas correrem livres para fora do meu quarto, é o que tô me permitindo ser... É o que faço comigo mesmo. Estou me permitindo correr solto no mundo? O que eu crio é o que estou me permitindo ser. No entanto, percebo que o Criador vive independente de suas criaturas, o que os une é o poder, a força, a linha, a fita, o cordão que foi criado entre eles, a conexão que nasceu durante a gravidez das obras, o processo, o deliciar, as contrações... E o que fazer depois? O que fazer é ser e deixar ser. O Criador pode criar. Pode escolher os materiais. O que a obra vai ser quando crescer é ela quem vai saber. Ele não tem total controle sobre suas obras. Pelo menos, isso me parece interessante enquanto criador das minhas obras, como artista que controla e descontrola, constrói e destrói, dá e... Já foi, já correu, já escorreu, transbordou e isso lhe apeteceu a existência... O suor escorre, e eu me pergunto: como eu me transformo? Como eu transformo a minha arte? Como eu consigo ser. A arte pode comigo. Eu posso com a arte. Eu posso comigo enquanto arte. Mas eu preciso errar com a minha arte e meus bichinhos também precisam, eles têm que se libertar do meu quarto, crescer. Para me livrar das agruras da imagem, da aparência, é preciso pensar que: EU NÃO EXISTO. Assim eu sou propenso a ter menos peso, o peso de existir. Eu não sou o meu corpo, eu não sou o meu cabelo, assim eu deixo ele existir com leveza e eu me deixo... Eu me deixo existir leve. Eu me levo para todo lado leve. Eu me levo para longe e eu vou ser leve porque eu me levei. Eu me levantei para ser em outro lugar (isso é morte, não é ruim). Eu não sou bonito por causa do meu rosto ou cabelo. Eu sou bonito porque existo e existe algo lá dentro, na mecânica do microuniverso feito raro efeito do átomo que não é raro. Será mesmo que é raro o átomo? Ser a vida como substância plena de coisa simples, ordinária, comum (todo ser que existe no cardume é precioso)... Não é porque algo há em abundância, ou porque é comum - olhos castanhos, pombos acinzentados, oxigênio - que é menos precioso. Ser assim me traz leveza. A criança faz arte com o que lhe estiver ao alcance (nisso muita coisa se inclui, inclusive o universo imaterial dos sonhos). Não é porque eu te amo que eu não vou amar eles/elas. Não precisa ser exclusivo para ter valor. O VALOR NÃO VEM DA QUANTIDADE DISPONÍVEL NO MERCADO... A água só vai ser preciosa quando estiver a ponto de não existir mais ao nosso alcance? É só quando algo não está ao nosso alcance que se torna precioso? Thomas Edson: Onde está a beleza da sua arte? Como a beleza da arte pesa em você?
Rafael Fita: Eu não sou a minha beleza. A minha beleza está em apenas existir. O moço do salão de cabeleireiros achou que eu precisava cortar um pouco mais porque estava bizarro. Mas eu quis, eu quis ser bizarro para ver como que é ser estranho. Ser estranhíssimo a mim mesmo para saber quem eu sou? Ser outra pessoa. Caro, Fita eu não sou você. Eu me divirto ao ser você. Eu não sou isso. Eu não sou esse cabelo, essa pessoa. Essa pessoa cresce. Se cortar a pessoa, a pessoa cresce. A alma também. (mas alma nunca será realmente cortada). Thomas Edson: Como é o peso da sua arte?
Rafael Fita: A arte me pesa bem, me pesa bastante caro, meu caro. Ela é boa. Ela é barata. Ela é bonita. Eu vendo a minha arte pelo quê? Thomas Edson: Para onde a sua arte te leva, é onde você precisa ir?
É sim! É para onde eu preciso ir, me destruir, me refletir, me transformar, me possuir para deixar ir, ir de novo, and again... Eu honro minhas memórias! Elas não são lixo. Elas são preciosas demais. Preciosas demais para serem pesadas. Amém! bebê do luau, tchau, minhas bebês!!! <3 Thomas Edson: Como a sua arte liberta você é como você liberta sua arte?
Rafael Fita: :'( Não é, mas vai ter que ser! Deveria ser. Há uma relação desigual. E um medo de que o mundo não as aproveite, de que não as valorize como eu as valorizo tanto. Eu já me frustrei nas redes sociais. Mas eu não posso parar de criar, isso seria parar de ser eu mesmo. Isso seria como tentar impedir o rio, e minhas crias de serem felizes e serem quem vieram ser.
A veces, solo aspiro a ser cobijo para otros...