i can’t just be your friend // henrik&cat
Haviam certas coisas que Henrik Van Helsing conseguia ser muito bom: polo, hóquei, mentiras, dirigir, entre outras coisas que, sem modéstia alguma, ele se vangloria a cada oportunidade. Haviam, porém, outras que ele não era bom de jeito nenhum: exatas, ficar em silêncio por mais de dez minutos, dançar e, principalmente, se afastar de Catherine. Essa última era sempre o ápice em sua vida, desde pequeno. Conseguia se recordar das (milhares) vezes que ela o irritava e ele não conseguia sequer passar uma hora sem falar com ela. Sempre foram assim, grudados. Por isso, depois da grande discussão, após a prom, havia conseguido quebrar seu record em ignorá-la. Frequentaram a mesma festa, se viram na rua (desvantagens de serem vizinhos, afinal), foram marcados na mesma foto e nada, nada foi capaz de fazê-lo quebrar o orgulho e ir atrás da melhor amiga.
No entanto, estava ali na casa dos Huntington, nos Hamptons. A mesma casa que, por um acaso, haviam se beijado pela primeira vez. Henry conseguia recordar de tudo que sentira e de tudo que aconteceu antes. Mas, bem, ela havia dado o primeiro passo e estavam conversando. Uma interação estranha, parecendo dois meros conhecidos, e que ele, pela primeira vez em sua vida, queria fugir. Cat estava conseguindo fazê-lo perder todo o resto de sanidade. Queria que as coisas voltassem ao que era antes, mas não sabia como. Não sabia se havia a possibilidade, também. Estava de costas para ela, observando a piscina pela janela, quando ouviu sua frase — estava sendo injusto com a melhor amiga, é verdade. Fazia o que sempre fez com quem o magoasse: fingia indiferença. Não tinha certeza se funcionaria com Catherine, no entanto. Ela o conhecia muito bem.
Sua frase o pegou desprevenido e, sem saber como reagir, virou-se para ela quase imediatamente. Desse jeito, mostrou seu verdadeiro sentimento: desespero. Poderia estar magoado e cansado de toda a história (e de ser enrolado, também), mas ainda a amava; amava muito. Não poderia negar, ela era, talvez, a pessoa que mais amasse no mundo. Ninguém mais o faria deixar sua lealdade a James (que, por incrível que pareça, existe), ninguém mais o faria esperá-la. O que tinham era especial, os dois sabiam, e por isso estavam ali. “ — That’s the whole point, I suppose.” Murmurou, mexendo nos próprios anéis dos dedos num sinal puro de nervosismo. “ — I don’t think we are. Just friends, I mean.” Começou, resistindo à vontade de passar a mão nos cabelos e bagunçá-los. “ — I’m just tired, Catherine. You know? Like, really. I’m really, really, really tired of this mess. I can’t… no. I don’t want to pretend I don’t love you as a lover; why should I? Everybody knows.” Riu sem humor, balançando a cabeça, exasperado. Era verdade, todos sabiam. “ — But I also can’t be fooled. I love you, I do. I’m so in love with you, it’s insane. You make me smile and excited and annoyed and everything. You make me happy and so jealous. You make me so fucking jealous of the fucking James Vanderbilt. Well, everybody knows I’ve got it all, but he has the one thing I want the most. You. I’d trade the popularity and the fame for you. Not the money, though, because I wasn’t born to be poor, sorry. Plus, you’d never date a broke-ass.” Brincou, mesmo no meio de seu completo desespero. Um sorriso verdadeiro, pela primeira vez. Era verdade, sim. Nunca conseguiria ser pobre. “ — And you make me so confused, I don’t know what you want. I don’t know if you love me or you just… hate James.” Estava se declarando, afinal. Não sabia se conseguia fazê-lo, mas, segundo sua mãe, só precisava dizer o que sentia. “ — And I need to know if you feel the same. I really miss you, above all. If you don’t feel the same, I’ll understand and I’ll do a whole Conrad Vanderbilt and travel the world. Most likely to fancier places than he did, but still. Then, when I’m back, we can be Cat and Henry again, just two good friends. I just don’t want to lose you, I can handle a broken heart, but I can’t cope losing you.”













