PAPELÃO ONDULADO GRUPO 5
Fundação Armando Alvares Penteado - FAAP
Arquitetura e Urbanismo
Materiais de Construção
PARTE 1
A História do Papelão
Historiadores acreditam que o início do papelão começou na China há cerca de três ou quatro mil anos atrás. Os chineses da Dinastia Han usavam folhas de casca de amoreira tratada para embrulhar alimentos. O papelão foi lentamente para o oeste onde começou a ser mais usado como material de impressão e não apenas em forma de caixa para armazenamento.
Há documentos que retratam que a primeira caixa de papelão usada foi em 1817 para um jogo de tabuleiro alemão. Em 1856 dois ingleses Edward Allen e Edward Healey inventaram um tipo de papel ondulado, um material feito de fibras de madeira não branqueada com uma folha canelada presa a uma ou duas placas lineares.
Em 1871, nos Estados Unidos, um homem chamado Albert Jones o propôs especificamente como um material de embalagem melhorado. Primeiramente, a ideia original de Jones era uma folha de papel cartão com uma camada de papel ondulado, mas logo depois Oliver Long que patenteou o conceito de unir uma folha de cada lado do papelão e se tornou basicamente o que conhecemos hoje.
Estrutura do Papelão
O papelão é formado a partir de um ou mais elementos ondulados que são intitulados de miolo, grudados a um ou mais elementos planos chamados de capa, por um adesivo posto na altura do topo das ondas.
Eles são classificados de diversas maneiras, sendo o critério o número de capas e miolos utilizados na estrutura:
Face simples
Formado por um elemento ondulado (miolo) colado a uma capa.
Parede simples
Estrutura formada por um miolo, em ambos os lados, a duas capas.
Parede dupla
Estrutura formada por três capas coladas a dois miolos intercalados.
Parede tripla
Estrutura formada por quatro capas coladas a três miolos intercalados.
Parede múltipla
Estrutura formada por cinco ou mais capas coladas a quatro ou mais miolos intercalados.
O papelão é caracterizado de acordo com a sua espessura, altura da onda, tamanho e qualidade, entre eles estão:
Onda-E 1.2 mm micro ondulado
Onda-F 0.8 mm micro ondulado
Onda-B 2.4 mm onda baixa
Onda-C 3.6 mm onda média
Onda-A 4.8 mm onda alta
VANTAGENS:
Custo barato
Versátil
Reciclável
Leve
Fácil transporte e armazenamento
Resistencia
DESVANTAGENS:
Durabilidade
Pode ser deformado
Permeável
Ciclo (Reciclagem)
Primeiramente separa-se os materiais em papelão estes são levados a empresas ou cooperativas especializadas na reciclagem de papelão no Brasil. Após este transporte começa a trituração do material, na sequência tudo é inserido em uma solução com H2O para distinguir as fibras do papel. A etapa seguinte é centrifugação para retirar de impurezas e agentes externos, como areia e grampos.
Por fim o papelão é misturado a produtos de natureza química e clareia formando uma pasta. Esta será moldada e em seguida secará. Conclui-se portanto o processo para a reutilização nas mais variadas atividades comerciais e industriais.
Fabricação do papelão
O papelão é formado pelo papel Kraft, que tem a mesma origem do papel comum, mas passa por processos químicos específicos. Grande parte do papelão atualmente é feito a partir da reciclagem, ou seja, ele volta para o mesmo ciclo produtivo que lhe originou mantendo características de utilização muito similares do original. Ele é fabricado em uma máquina intitulada onduladeira, que é onde as ondas do seu material são feitas de acordo com o cilindro ondulador. Ela é alimentada com pelo menos três elementos: capa interna, miolo e capa externa, que são as partes que resultarão posteriormente no papelão. Depois do miolo passar pelos cilindros, é aplicado uma cola na parte superior das ondas do papelão a uma temperatura elevada, que são onde serão fixadas as capas. E depois essas partes são cortadas em chapas, dependendo da finalidade destinada ao material. Para que as chapas se tornem em caixas ou acessórios de papelão ondulado, são processadas em vários equipamentos como impressoras, maquinas de corte vinco planas e rotativas, coladeira e grampeadeiras, e muito mais. Os tipos de ondulação seguem uma classificação por letras “A”, “C”, “B” E “E”. As escolhas por essas ondulações dependem da aplicação e do uso do papelão. O uso mais frequente é para embalagens de transporte para proteção de diversos produtos.
Como é comercializado no Brasil
A coleta de matérias é uma opção totalmente viável como forma de emprego. Já que em média no decorrer do dia centenas de resíduos jogados pelas calçadas são de cunho reciclável. Estes são recolhidos por catadores e trocados em certas empresas por quantias monetárias.
Há no Brasil diversos tipos de catadores desde os de metal até os de papel. Neste trabalho iremos tratar daqueles que optam pelo recolhimento de papel e papelão das ruas. Vale ressaltar que este serviço é visto por vezes como inferior, porém este alimenta quase 50% da indústria, visto que atualmente a reciclagem de matérias é primordial para a maioria das empresas.
Devido a importância da reciclagem estudos passaram a dar ênfase a inclusão social e sustentabilidade da gestão dos resíduos sólidos urbanos gerada por essa mobilização. As organizações de catadores foram alvos de um estudo de caso da Associação dos Catadores de Papel, Papelão e Material Reaproveitável, ASMARE, em Belo Horizonte.
O reaproveitamento passa a ser rota de fuga aos impactos gerados pelo grande número de lixões. Porém os recursos brasileiros não sustentam um sistema organizado que consiga suporte a ações como essa. Economicamente há desequilíbrio entre receitas e despesas o que se relaciona a questões ambientais e sociais.
Parte-se do princípio da ASMARE que possibilita a inclusão dos catadores na sociedade de forma a serem apreciados por seu trabalho de gestão de resíduos sólidos em BH. O projeto de sustentabilidade visa ainda a diminuição dos recursos ambientais com intermédio da reciclagem. O que faz com que os impactos ao meio ambiente minimizem-se a ponto de haver a produção a partir de materiais renováveis.
De acordo com o BNDES (Banco de Nacional do Desenvolvimento ”A indústria de papéis para produção de papelão ondulado caracteriza-se por uma enorme fragmentação na produção, tanto global quanto nacionalmente, ainda que a produção de fibra virgem apresente concentração maior. O papelão ondulado é hoje o papel mais consumido no mundo, e essa tendência deve se acentuar, por causa das perspectivas positivas para o setor. O comércio internacional de papéis para produção de papelão ondulado é modesto em relação ao tamanho do mercado. Na América Latina, o Brasil é o único país que desfrutou de um superávit comercial consistente nos últimos anos, em razão da existência de algumas modernas fábricas de kraftliner que conseguem exportar de forma competitiva.”
Vendas de papelão ondulado crescem 3,91% em dezembro, diz ABPO (Associação Brasileira do Papelão Ondulado)
As vendas de papelão ondulado utilizados em embalagens - caixas, acessórios e chapas - subiram 3,91% em dezembro na comparação com igual mês de 2016, com dois dias úteis a menos, para 275,953 mil toneladas. Porém, houve queda de 0,45% sobre novembro de 2017, no dado com ajuste sazonal.
Os dados fechados foram divulgados dia 31 de janeira de 2018, pela Associação Brasileira de Papelão Ondulado (ABPO).
Com isso, o volume expedido encerrou 2017 com avanço de 4,92% sobre o verificado em 2016, totalizando 3,501 milhões de toneladas.
GRUPO 5
ANA LUIZA
GABRIELA AFIUNE
ISABELLA CREPALDI
MARIANA CRISTINO
RAQUEL TEIXEIRA
















