Quem nós somos, aqui, nesse intervalo de tempo entre o que já foi e o que estar por vir?
Tem um pouco a ver com o dinamismo social estabelecido através desse contexto substitutivo que retroalimentamos, entende? Aqui, entre o antes e o depois, a angústia gerada pela representação do nada. Digo, o nada que se faz quando não estamos atentos e ocupados com os referenciais a serem superados ou as metas a serem alcançadas. Logo, tudo que foge a isso se faz menos, assumindo uma proporção irrelevante na balança da vida. Não digo que é uma proporção real, mas é a proporção que temos dado... tenho... e você?
É possível nos permitirmos o estar no agora sem a pressa do depois? Suspensos no vácuo, entre o passado e o futuro, qual é a percepção que sobra da gente?
Colocado dessa forma, como podemos (re)considerar o cuidar, o usufruir, o respirar, o viver a experiência da vida em si nessa suspensão da aceleração antecipada da vida?
fonte: https://www.instagram.com/ofarolito/













