" perhaps you could teach me how to wield a sword? one must be able to defend one's self, after all. "
⠀ ⠀ ⠀ ⠀closed.
ao longe, a visão era deplorável. os olhos avermelhados, naturalmente marejados para proteger-se das fuligem que eram sopradas e dançavam pelo ar, ainda não o impedia de enxergar o que deixou para trás. havia sido um sufoco; havia sido por tão pouco. a guerra estava longe de acabar.
⠀ ⠀ ⠀ ⠀medieval&fantasia!au.
mais outra terra perdida para o monstro que vinha consumindo o mundo conhecido. quantos homens haviam perdido daquela vez? tinha deixado a sua frota com ordens daquele que voava sobre um dragão – levem-na; tirem-na daqui!. ela era a chave de algo, a chave para alguma coisa, e quando olhava-o pedindo por algo como aquilo, fazia-o acredita que nem mesmo ela fazia ideia de seu papel. uma coisa lhe era certa, porém: se precisavam de neslihan viva, então não poderia tê-la na linha de frente.
" não precisas disto. " sua resposta foi seca. acabava de livrar-se da couraça que o havia protegido das lâminas escuras do exército inimigo. ele não queria estar ali; ele não queria ter aquele papel. fácil era a vida dos reis e rainhas bem protegidos em seus castelos, enquanto seus inferiores jorravam sangue. " e agradeças não precisar disto. " acrescentou.
e então, finalmente, encontrou o par de olhos daquela que não havia ainda vivido nem mesmo um terço do que viveu. contudo, aqueles mesmos olhos pareciam carregar um terço de outras coisas quais ele não viveu.
ortega levantou-se. a cidade em chamas estava a milhas e milhas agora, e as árvores os protegiam bem como o início da noite. eram quatro, no total, mas pouco importaria portanto que pelo menos ela fosse entregue à segurança de alguma muralha majestosa. a verdade era a de que não carregava nenhum plano de deixa-la em situação de perigo – não mais que aquela de horas atrás, qual sequer deveria ter estado –, mas ele reconhecia: mesmo princesa, deveria saber proteger-se, sim, visto que pelas noites seguintes andariam por caminhos imprevisíveis. não tinham nenhum dragão para poupar-lhe pernas e proporcionar segurança que somente o espaço aéreo poderia fazer naqueles tempos de tirano. foi com certa fúria, entretanto, que jogou a espada para ela. foi com certa dor de quem muito perdeu, e muito horror e vermelho presenciou, que a olhou e mostrou como um cabo deveria ser segurado.
deu o primeiro golpe. e foi nocauteado com a visão de sua lâmina sendo bloqueada por aquela manejada por nesliham.
começou-se uma dança – os outros dois soldados até perderam o sono, admirados, confusos e curiosos. ortega sabia mais que culpar o peso dos músculos cansados; ortega sabia reconhecer um usuário da arma branca longa. a cada tilintar do metal, sua carranca diminuía. era levado para anos atrás, quando aquilo era um treino feito por capricho e diversão; quando não sonhavam que as nações conhecidas fossem ser destruídas por um mago & comandante de forças obscuras e exércitos de criaturas corrompidas.
a grande diferença entre os dois nobres, para além do valor do sangue azul que carregavam, era mesmo a experiência: neslihan somente vacilou pelo terreno irregular. . . embora não antes de deixar um corte na maça do rosto do cavalheiro, terminou com a espada sendo chutada e o gume da outra em sua garganta, enquanto encurralada contra o terreno que a traiu.
" já sabes como brandir uma espada, eu vejo. " o cenho franzido era pela intriga. . . e por ter se sentido testado. ortega recuou a sua espada e deixou o olhar iluminado pela fogueira pequena, ao longe, refletir os mesmos sentimentos que os outros dois sobreviventes. " pergunto-me onde aprendestes. . . e o que eu deveria fazer sobre isso. " uma mulher não deveria saber fazer o que ela mostrou e, ainda assim, era admirável. " queres lutar uma batalha, é isto? adianto-lhe: não há nada de belo ou poético em uma guerra. não há sentimento algum de heroísmo, também. "