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Imaterial (Deluxe)
Repostagem/republicação de texto de 2019.
Formas de atração que supostamente são materiais e/ou imateriais. Na imagem exemplificam-se a romântica como material e a platônica como imaterial (intangível/virtual ou virtudinal/imanente/imaginativa/metafísica/inalcançável). E há outros exemplos jogados aleatoriamente abaixo delas.
A imaterialidade vem da terminologia "patrimônio cultural imaterial". Que significa um apreço, independente do objeto materializado/tangível/palpável, que muitas das vezes é espiritual, como o Cristo Redentor. Mas tal concepção também pode aplicar-se às formas de atração.
Sou consciente que a romanticidade pode incluir afetividades imateriais como fatores para a atração acontecer, mas o conceito de amor romântico é diretamente ligado com a gamia (casamento) e posse (dinheiro, por exemplo), mas logico que historicamente isto descolonizou-se e não vou dizer que os exemplos na imagem são completa e integralmente inerentes a classificação posta nela.
Em relação ao amor platônico, ele é uma conceitualização de Platão, muites não sabem, tem a ver com um amor sem interesse. Nas latinidades e iberofonias, especialmente a brasilidade e lusofonia, é tido como um amor sem reciprocidade, que acontece só na sua cabeça, sem a outra pessoa saber. Porém, na anglofonia é reduzido a amigabilidade/amigalidade/amizade (friendship) sem levar em conta a conveniência (acquaintanceship) [de pessoas conhecidas]. Isto acontece por causa de que, friends (amigues) são reais independente de serem legítimes/verdadeires ou falses/da onça, já aqui uma amizade falsa é tida como inválida.
Um amor amigal/amistosa (de amigs) é como o irmanal (fraternal/sororal), independente da consanguinidade. Tal conceito tomou força com o filme do irmão urso. Seria este um amor platônico? Talvez!
Mas amor é uma palavra superestimada, especialmente em português. Melhor falar afeto, afetuosidade, afeição e afetividade. O afeto sexual pode ser tanto imaterial quanto material, mas para algumas pessoas tem que ser um combo (uma combinação de ambas as coisas).
A amoria (afeto/intimidade de namoro) pode ser mais imaterial que a gamia (romântica).
A espiritualidade atrativa pode ser vista como uma conexão mental misturada a crenças. Sabe quando você tem uma convicção, intuito ou confiança antecipada com uma pessoa? É assim que eu sinto! Sensates ou até facthearted como chamam.
DRAFT PROJETO MÉDIA-ARTE DIGITAL
#6_Entrada
Processo criativo
Resumo
Esta reflexão tem como ponto de partida o PMAD - Projeto em Média-Arte Digital, onde se pretende apresentar os aspetos metodológicos a ter em consideração, bem como pontos que merecem particular atenção, nomeadamente: narrativa/desenvolvimento, interação/evolução temporal, experiência/fruição com principal destaque para os aspetos de comunicação da arte, tendo sempre a média-arte digital como referência.
1 - Para além dos aspetos metodológicos a considerar na abordagem ao vosso PMAD, há pontos específicos que devem merecer particular atenção, nomeadamente:
1.1 - Narrativa/desenvolvimento - O vosso artefacto irá contar uma história? Permitir viver parte de uma narrativa? Conduzirá o público a uma conclusão? Ou será mais do tipo atmosférico/ambiental, apoiando-se em sensações? E em qualquer dos casos, como irá ser feita a comunicação desses aspetos?
1.2 - Interação/evolução temporal - De que forma existirá interação entre o público e o artefacto? O artefacto evolui em função dessa interação ou será imutável, debitando sempre o mesmo conteúdo e proporcionando a mesma experiência?
1.3 - Experiência/fruição - Quais os requisitos para que o público possa fruir de forma cabal da experiência que o vosso artefacto tem como intenção comunicar? Existe uma componente de performance associada? A performance é executada pelo público ou por alguém da equipa do artista/criador? Existem condições limitativas para que a fruição possa ocorrer? A audiência deve cumprir determinado protocolo para usufruir da obra, ou bastará estar na sua presença para tal?
1. O artefacto que se pretende criar, será uma performance, que entrelaça o património cultural imaterial (tradição oral) e a mitigação das alterações climáticas, em que a água é o elemento comum e central, explicando de uma forma poética o culto a Nossa Senhora da Piedade de Loulé. Uma história que nos transporta para os tempos de seca em que as pessoas dos campos faziam novenas à Nossa Senhora da Piedade, pedindo misericórdia e interviesse para que chovesse, para alimentar os campos e os animais. Através do curso da água e dos seus sons a história do “Culto à Mãe Soberana”, vai-se desenrolando, evidenciando datas, figuras e momentos fortes associados às festividades, onde a problemática da água é uma constante desde há séculos, deixando como mensagem que é necessário protegê-la e poupá-la. Esta narrativa que se pretende que seja transmedia, neste ponto o meio a ser utilizado será a videoarte, com recurso à montagem de filmes, imagens e sons para serem projetados. Ao nível dos sons gostaria de introduzir alguma interação, quando o espectador estivesse perante o filme, por exemplo: quando levantasse o braço, seria ativado o som “Viva à Mãe Soberana!”, ao aproximar-se de determinada imagem a “Música da Mãe Soberana tocada pela Filarmónica artistas de Minerva”, seria ativada, bem como o “O Hino da Mãe Soberana”, acompanhados de “Sons de água (ribeiro, chuva intensa, trovoada, pingos de chuva)”. Junto da projecção estarão as devidas indicações para ativar o artefacto. Pertencente à performance um balde com água, contendo um espelho com uma mensagem inscrita servirá para que o espetador/observador leia a mensagem e veja o seu reflexo no espelho, deixando espaço para que o próprio reflita sobre a problemática.
Poderão ser complementos: T-shirt, lenço, kit de contemplação (Mãe Soberana), cronologia (datas histórica), Mãe Soberana 365 dias (suportado por QRcodes, a mesma informação do vídeo mas com mais detalhes), bilhete para assistir à performance ao vivo (Percurso Performativo a realizar com Companhia de teatro).
2. Por outro lado, existem no DMAD dois ramos, um mais centrado em aspetos tecnológicos da arte, e o outro mais centrado em aspetos de comunicação da arte. Estes dois ramos não são disjuntos, apenas admitem uma maior especialização numa vertente ou na outra, mas sempre em torno da Média-Arte Digital.Assumindo, então, que projetamos desenvolver determinado artefacto artístico, mas que não dominamos as tecnologias ou os aspetos de comunicação que gostaríamos de integrar na sua construção, que soluções são eticamente admissíveis em contexto académico (e artístico/criativo)? Como proceder ao desenvolvimento concreto de uma obra de média-arte digital, mesmo quando o artista/criador não domina todos os aspetos técnicos e/ou comunicacionais envolvidos?
2. O desenvolvimento do artefacto artístico neste momento está numa fase embrionária, são muitas as inspirações o que exige uma análise seletiva, ao mesmo tempo que se vislumbra muito trabalho e investigação para chegar ao resultado destas primeiras intenções. Uma vez que estou na vertente de comunicação antevejo algumas limitações a nível tecnológico, essencialmente na parte em que pretendo que o público ative alguns dos sons através do movimento do próprio corpo, nesta parte terei de recorrer a colegas e constituir uma equipa, o que é uma constante em Média-Arte Digital, um processo em rede, interdisciplinar ou até transdisciplinar de conhecimento, (Veiga, 2020), fazendo menção à autoria dos intervenientes. Todos os registos e etapas da investigação são tão importantes quanto a própria obra, importa portanto registar e catalogar todo o processo, para isso será utilizada a metodologia a/r/cográfica, onde deve ser considerado a obra, a prática artística e a pesquisa como ferramentas que potenciem a comunicação e intervenção, desenvolvendo métodos que permitam modelar, prototipar, avaliar, exibir, apresentar, discutir e divulgar a obra, bem como a investigação e a comunicação a ela associada e desenvolvida. Compreender as ligações interdisciplinares da MAD e os seus contextos individuais, sociais, históricos, educacionais, políticos, económicos, tecnológicos e culturais, de modo a promover e fomentar uma intervenção artísticas relevante e impactante, é outro dos desafios, criando conhecimento válido na prática a/r/cográfica atual e futura. (Veiga, 2020, p. 109) Questionar sobre a metodologia a/r/cográfica é essencial, para que se possa fazer adaptações que relevem o ecossistema das artes desenvolvendo uma investigação criativa particularmente direcionada para a média-arte digital, num sistema de comunicação aberto e interativo com características dinâmicas que permitam articular relações entre disciplinas, quer através de contextos, narrativas, memórias, diálogos, reuniões e grupos, de modo a desenvolver uma comunicação adequada.
A combinação destas duas dimensões da abordagem do processo de criação, quer dos arquivos que passam a ser considerados, quer da preparação do acompanhamento in loco do trabalho artístico em construção, transformam a investigação baseada na prática artística de orientação qualitativa (Veiga, 2020), esta prática utiliza procedimentos artísticos, literários, cénicos, visuais e performativos, para dar conta de práticas e experiências nas quais, tanto os diferentes intervenientes (investigador, leitor, observador, colaborador), como as interpretações sobre as suas experiências, revelem aspetos que não são visíveis noutro tipo de investigação (Oliveira, 2013).
Analisando as várias definições e contributos dos diferentes autores referidos na Investigação baseada na prática artística, muito caminho há a fazer para que estas metodologias sejam aceites pela academia e ganhem estrutura de modo a serem creditadas contribuindo para produzir novo conhecimento. Também na média arte-digital a prática artística, como refere Marcos, (2020, p. 132), “os artefactos artísticos localizam-se na área do espaço medium continuum e herdam naturalmente características próprias do processo de desenvolvimento dos artefactos computacionais, abarcando aspetos intrinsecamente relacionados com a criação/configuração dos sistemas e aplicações informáticas.”
A investigação em Média arte digital, dada à sua abordagens interdisciplinar demonstram como a prática artística é um processo dinâmico em constante transformação, onde o gesto criador contemporâneo é crucial para compreender a dinâmica e a relevância das expressões artísticas na sociedade, valorizando a sua subjetividade e autenticidade, permitindo entender o papel da tecnologia e da inovação como um desafio constante na produção de conhecimento inovador, capaz de intervir, integrar e gerar novas mudanças entre o mundo físico e artificial, destacando o caso particular da inteligência artificial, o qual divide opiniões e se apresenta como uma das ferramentas transformadoras da atualidade.
Referências
Marcos, A. F. (2017). Artefacto computacional: elemento central na prática artística em arte e cultura digital. Revista Lusófona de Estudos Culturais, vol. 3(2), 129 – 147.
Santos, A. C. (2017). Introdução: da genética teatral à análise do processo criativo.
Sinais de Cena, (2), 11-14. https://doi.org/10.51427/cet.sdc.2017.0003
Santos, A. & Brilhante, M. (2020). Identificação do Training no Processo de Criação de O Inferno de O Bando: a consciência do ator. Revista Brasileira de Estudos da Presença, 10 (4), 1-15. https://seer.ufrgs.br/index.php/presenca/article/view/105924
Veiga, P. A. (2020). O Museu de Tudo em Qualquer Parte: Arte e cultura digital: interferir e curar. Coleção Humanistas, Centro de Investigação em Artes e Comunicação. Grácio Editor. https://repositorioaberto.uab.pt/handle/
Junior Kadeshi e o secretário Carlos Beltrame olham ata das primeiras edições do Salão de Humor - DivulgaçãoRegistro, assinado pelo prefeito Luciano Almeida no ano em que a cidade comemora 256 anos, preserva a realização do Salão de Humor em respeito à sua história.O prefeito de Piracicaba, Luciano Almeida, assinou o registro do Salão Internacional do Humor de Piracicaba como Patrimônio Histórico e Cultural Imaterial da cidade de Piracicaba. O decreto foi publicado na edição de segunda-feira, 7, do Diário Oficial de Piracicaba. O pedido foi aprovado pelo DPH (Departamento de Patrimônio Histórico), órgão ligado ao Codepac (Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural), homologado no decreto nº 19.640.Tornar o Salão Internacional de Humor de Piracicaba um patrimônio cultural imaterial do município, assim como ocorreu com a Festa do Divino e o sotaque e o dialeto piracicabanos, ambos em 2016, reforça a importância do evento para a cidade e também perante o mundo, diz Junior Kadeshi, diretor do Cedhu (Centro Nacional de Humor Gráfico de Piracicaba).O registro de Patrimônio Cultural Imaterial de Piracicaba, assinado no ano em que a cidade comemora 256 anos, preserva a realização do Salão de Humor em respeito à sua história e às gerações futuras. "Destaca ainda mais como o nosso Salão de Humor, que este mês abre a histórica 50ª edição, é uma realização cultural que faz brilhar os olhos da classe artística, público e imprensa, tanto do Brasil como de tantos países de outros continentes, assíduos no evento", reforça Kadeshi.Para este processo, Kadeshi reuniu um vasto material do Salão de Humor para comprovar que se trata de um autêntico patrimônio de Piracicaba. São fotos antigas, muitas delas da década de 1970, dos primeiros anos do Salão, além de diversos depoimentos de artistas que passaram e ainda fazem parte do Salão.Também ajudaram na aprovação do pedido muitos registros na imprensa local, nacional e mundial, mais catálogos com o acervo do Salão Internacional de Humor de Piracicaba e atas de todas as edições.O secretário da Semac (Secretaria Municipal da Ação Cultural), Carlos Beltrame, afirma que o registro resguarda mais um capítulo da história de Piracicaba. "O Salão de Humor está enraizado na cultura da cidade e deste evento surgiram muitos artistas de renome nacional e internacional, além de ainda ser um berço de novos talentos das artes gráficas", ressalta.Processo de registro foi baseado em publicações lançadas no decorrer dos anos, uma enorme bagagem reunida, de cartoons a caricaturas expostas nestas décadas. Então foi possível fazer a análise do histórico do Salão de Humor.50ª EDIÇÃO – A histórica 50ª edição do Salão Internacional de Humor de Piracicaba, que será montada no Armazém 14, do Parque do Engenho Central, e inaugurada na noite de 26 de agosto, terá 318 trabalhos, produzidos por 175 artistas, de 30 países. O 50º Salão Internacional de Humor é realizado pela Prefeitura de Piracicaba, por meio da Semac (Secretaria Municipal da Ação Cultural) e Cedhu (Centro Nacional de Documentação, Pesquisa, e Divulgação do Humor Gráfico de Piracicaba).Prefeitura de PiracicabaConheça nossas mídias sociais:Facebook: https://www.facebook.com/pirapopnoticiasInstagram: https://www.instagram.com/pirapop_noticiasWhatsApp: https://chat.whatsapp.com/KWamPqnT7GBID42fLMlm1HYoutube: https://www.youtube.com/channel/UCrWfubY4QWA68LP_soBpLygMais notícias de PiracicabaPara saber o que acontece em Piracicaba e Região Metropolitana, acesse nosso site e os outros canais!Site: https://pirapop.com.brFacebook:https://www.facebook.com/pirapopnoticias Instagram: https://www.instagram.com/pirapop_noticiasWhatsApp: https://chat.whatsapp.com/GsJ6s2s1tR6JD65zFm6bk5Youtube: https://www.youtube.com/channel/UCrWfubY4QWA68LP_soBpLyg
Ziraldo, em 1976, em atividade do Salão de Humor de Piracicaba - DivulgaçãoPedido foi feito ao Codepac; exposição de humor é uma das maiores do mundo, realizada ininterruptamente há meio século.Famoso em todo o mundo como um dos maiores eventos de humor gráfico, um dos mais antigos do globo, realizado de forma ininterrupta há 50 anos, o Salão Internacional de Humor de Piracicaba agora deve ganhar o registro de patrimônio histórico e cultural imaterial do município. O pedido está sob análise do DPH (Departamento de Patrimônio Histórico), órgão ligado ao Codepac (Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural).Tornar o Salão Internacional de Humor de Piracicaba um patrimônio cultural imaterial do município, assim como ocorreu com a Festa do Divino e o sotaque e o dialeto piracicabanos, ambos em 2016, reforça a importância do evento para a cidade e também perante o mundo, afirma Junior Kadeshi, diretor do Cedhu (Centro Nacional de Humor Gráfico de Piracicaba)."Destacará ainda mais como o nosso Salão de Humor é uma realização cultural que faz brilhar os olhos da classe artística, público e imprensa, tanto do Brasil como de tantos países de outros continentes, assíduos no evento. E o ano é emblemático para isso, justamento quando celebramos 50 anos de realização", reforça.O secretário de Governo e da Semac (Secretaria Municipal da Ação Cultural), Carlos Beltrame, lembra que todos os registros anexados pelo Cedhu – entregues ao Codepac – para comprovar a importância do Salão de Humor têm um elemento em comum: Piracicaba."A cidade é o pano de fundo e cenário principal na história do Salão de Humor: foi aqui que nasceu a ideia do evento, foi aqui – e é aqui – o ponto de encontro de grandes representares do humor gráfico, além do Engenho Central, um patrimônio do município, que abriga a mostra principal, paralelas e o Salãozinho de Humor".MATERIAL HISTÓRICO – Júnior Kadeshi reuniu um vasto material do Salão de Humor para comprovar que se trata, mesmo, de um autêntico patrimônio de Piracicaba. São fotos antigas, muitas delas em preto e branco da década de 1970, que datam os primeiros salões, diversos depoimentos de artistas que passaram e ainda fazem parte do Salão (leia abaixo), além de registros na imprensa local, nacional e mundial, mais catálogos com o acervo do Salão Internacional de Humor de Piracicaba.PRÓXIMOS PASSOS - O próximo passo é o Codepac receber o parecer do DPH sobre o pedido. A expetativa é que a resposta aconteça ainda neste mês. Em seguida, se favorável, o registro de Patrimônio Cultural Imaterial do município será encaminhado para a sanção no Executivo, pelo prefeito Luciano Almeida. Confira depoimentos de alguns artistas sobre a importância do Salão Internacional de Humor de Piracicaba:"Tinha pouco mais de 30 anos quando um dia, pela manhã, fui surpreendido em meu estúdio de desenhista, em São Paulo, por um grupo entusiasmado de professores e estudantes piracicabanos. Tinham lido em uma matéria, que publiquei na Folha de S. Paulo, sobre o Salão de Humor de Luca, na Itália, e tiveram a ideia de repetir a experiência em Piracicaba. A proposta me surpreendeu, mas o entusiasmo do grupo era tão grande que eu, como colaborador do jornal de humor O Pasquim, topei. Então vieram me buscar para colaborar na empreitada. Semanas depois inauguramos o 1º Salão de Humor de Piracicaba no espaço de um banco, no Centro da cidade, na época com cerca de 70 mil habitantes. Foi um sucesso inesperado. Veio gente de toda a região, amigos de redação da Folha. Gol também do Pasquim, que deu uma página do sucesso retumbante".Zélio Alves Pinto, artista plástico, cartunista e um dos fundadores do Salão de Humor de Piracicaba"Piracicaba é, há anos, palavra pronunciada em dezenas de idiomas pelo mundo afora. Devido ao Salão Internacional de Humor de Piracicaba que, com 50 anos de atuação, conquistou enorme prestígio e vai deixando importante legado cultural."Alcy Linares, cartunista"O Salão demonstra, desde as primeiras edições, a tendência do humor gráfico sobre a política, questões sociais, econômicas e ecológicas do mundo".Luiz Antônio Lopes Fagundes, presidente das três primeiras edições do Salão"O Salão de Humor de Piracicaba faz parte essencial do movimento brasileiro que se opôs à ditadura e foi criado num momento dramático, em que o governo usava e abusava de casuísmos, censura, violência e manipulação. O fato de se manter durante todos esses anos é prova da profunda identificação com que o público reconhece a sua importância."Laerte Coutinho, cartunista, primeira premiada no evento, em 1974"O Salão Internacional de Humor de Piracicaba é um dos mais emblemáticos do Brasil com a participação de milhares de artistas do mundo todo."Elena Ospina, cartunista da Colômbia"Participo do Salão há uma década e já fui premiada, homenageada e já integrei o júri. O que considero mais importante é o acervo criado nesses 50 anos, algo único no mundo e que não tem preço. Grandes artistas contam boa parte da história do país e do mundo, com criatividade. É mais do que necessário que o Salão Internacional de Humor de Piracicaba seja reconhecido como Patrimônio Imaterial."Synnöve Hilkner, artista gráfica, escultura e cartunista da Finlândia radicada no BrasilPrefeitura de PiracicabaConheça nossas mídias sociais:Facebook: https://www.facebook.com/pirapopnoticiasInstagram: https://www.instagram.com/pirapop_noticiasWhatsApp: https://chat.whatsapp.com/IbhgJV9OmuPGafDggyAZyxYoutube: https://www.youtube.com/channel/UCrWfubY4QWA68LP_soBpLygMais notícias de PiracicabaPara saber o que acontece em Piracicaba e Região Metropolitana, acesse nosso site e os outros canais!Site: https://pirapop.com.brFacebook:https://www.facebook.com/pirapopnoticias Instagram: https://www.instagram.com/pirapop_noticiasWhatsApp: https://chat.whatsapp.com/GsJ6s2s1tR6JD65zFm6bk5Youtube: https://www.youtube.com/channel/UCrWfubY4QWA68LP_soBpLyg
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Uma casa no centro de Sousas, esse charmoso distrito de Campinas, abrigará a primeira loja da região dedicada à arte e artesanato brasileiro. A marca Imaterial Artesanato Brasileiro surgiu em 2018 conquistando um espaço importante no mercado online através de seu e-commerce. Esse novo passo tem como objetivo se aproximar do público, permitindo o contato direto com essas peças, sendo via de…
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IMATERIAL
Caiu a escuridão sobre a cidade. Como se uma série de viúvas bailarinas Dançasse o seu bailado sepulcral Rasgando os mantos esvoaçantes e negros Nos pregos mal batidos dos beirais.
Oiço o silêncio angustiado do seu pranto Tento olhar à volta, só encontro breu Tento agarrar alguma coisa As minhas mãos, tristes e desapontadas, Guardam no meu peito A imaterialidade das miragens que seguiram !
Avanço pelo caudal da rua em que me afogo Sinto o cheiro das algas que me enredam todo E me levam para o fundo
Entrego o meu pescoço Que sobressai branco nesta noite escura, A avidez do bando de morcegos Que me quer beijar !!!!!
(Lisboa. 09/05/00)
╰─► António Xavier Pereira Coutinho Nolasco