Ravageurs keep stillness. | Deepak Chopra
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Ravageurs keep stillness. | Deepak Chopra
Bicicleta inutilizada
Essa é a minha vida: Na mesa, uma xícara com grossa crosta de café preto seco no fundo, que se desfaz e se mistura e se renova com o café fumegante de cada raiar de dia. Vazio o guarda-roupas. No sofá, as peças de roupa dispostas estendidas umas sobre as outras numa certa organização que não as deixa marcadas de amassado, cuidado vão, quase nem troco de roupa, tampouco vou à rua. Todos os dias as observo e penso enquanto beberico o café: “preciso guardar as roupas” ou “e se eu tivesse um gato?” e sinto falta de um bicho dormindo no sofá e deixando cocô e urina em cada cantinho da casa. Com a nuca e a cabeça sobre as roupas - o sofá é bastante confortável - olho no canto da sala aquela bicicleta velha com os pneus murchos, os dois com faixas laterais que deveriam ser brancas, mas estão amarelecidas de já longo uso, e distorcidas pela borracha minguada pela falta de uso. Beberico o café. Esse quadro, o da bicicleta, me entristece. A pia da cozinha está limpa, porque não lavo mais os utensílios. As panelas empilhadas no fogão, porque não cozinho. Mesmo com alguma higiene, me sinto em uma podridão do Buk, mas sem ejaculações, bebedeiras, cigarros e corridas de cavalos, sem prazer enfim. Dispenso a xícara sobre a mesa, ela secará até amanhã. No espelho do banheiro, um desses que, de tão pequeno, nem cabe o rosto inteiro, com os dedos entre a barba mais por fazer que já deixei, insisto em me lembrar do fim da vida de Nietzsche, e sei que não sei como é sentir-se sozinho de verdade, mas imagino esse sentir, embora sem um intelecto reformador de filosofias e sem sífilis. Escrevo no celular mesmo, do banheiro, um ato de necessidade. O pneu murcho da bicicleta é o que me move. Uma bicicleta velha que não serve para nada, só para ocupar espaço e ficar cheia de poeira na sala de casa, com a graxa e os movimentos secos, imagem de imobilidade e tristeza.
Catalepsia
substantivo feminino
1. doença rara em que os membros se tornam rígidos, mas não há contrações, embora os músculos se apresentem mais ou menos rijos.
Sinônimos, relações e derivações: doença, imobilidade
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O luto, a necessidade de desapegar-se, o momento de despedir-se, uma situação que termina, um projeto que conclui, a data limite de entrega de um trabalho, um lugar pequeno e apertado, adoecer, ficar impossibilitado de se locomover, assuntos que são esquecidos, segredos que são bem guardados e muitas outras possibilidades interpretativas podem ser apreendidas da carta número 8 do Baralho Lenormand (também chamado de Baralho ou Tarô Cigano), o CAIXÃO. Lembrando sempre que esta postagem, como todas as demais feitas por mim, não pretende ser uma "regra", uma "fórmula" a ser copiada ou aceita, mas, simplesmente, a minha inspiração, no momento da gravação ou da escrita, ao comentar alguns dos aspectos interpretativos da carta. Se você também gosta de Tarot, de cartomancia, sinta-se convidado a conhecer minhas páginas nas diversas mídias:Esta postagem, como todas as demais feitas por mim, não pretende ser uma "regra", uma "fórmula" a ser copiada ou aceita, mas, simplesmente, a minha inspiração, no momento da gravação ou da escrita, ao comentar alguns dos aspectos interpretativos da carta. Sinta-se convidado a conhecer minhas páginas nas diversas mídias: Snapchat: TAROTEANDO
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Dados sobre o problema sensível: Engarrafamento e lentidão
Cercados por obras por todos os lados, enfrentando cruzamentos bloqueados, filas duplas e gente dirigindo devagar para falar ao celular, o belo-horizontino precisa de paciência para enfrentar o pior trânsito entre as maiores cidades brasileiras. Das grandes capitais monitoradas por empresas rastreadoras de transportes de cargas, valores e escoltas parceiras da Maplink, site que fornece mapeameto, BH é a que tem a área viária mais comprometida por engarrafamentos e lentidão, à frente de cidades como São Paulo (4º) e Rio de Janeiro (7º), segundo o levantamento feito entre julho e outubro de 2011 e de 2012.
A capital mineira chegou a registrar 156 quilômetros de congestionamentos por volta das 18h do dia 14 de maio deste ano, o que equivale a uma paralisação de 63% dos 248 quilômetros monitorados por essas companhias. É como se, num horário de pico, três em cada cinco quilômetros estivessem parados. A fila de carros daria para ir a Bom Despacho, no Centro-Oeste do estado, que é ligada à capital pela BR-262, ou seja, a fila de veículos atravessaria Contagem, Betim, Juatuba, Florestal, Pará de Minas e Divinópolis.
A matéria completa está disponível em:
Engarrafamentos fazem do trânsito de BH o pior proporcionalmente entre as grandes capitais
À Espera de um Café
Ela diz que me ama, mas tem outro cara. Diz que me deseja, mas nunca vi mover um grama do seu mundo cheio de insatisfações e arrependimentos pra chegar mais perto. Diz que não para de pensar em mim, mas prefere a libertinagem já acostumada regada a drinks e intrigas de toda sexta à noite. Mesmo com tudo isso eu tenho certeza que ela pensa em mim em seus minutos de sobriedade antes de dormir.
O pior de tudo é que vejo em seus olhos que está triste, que está sendo barra pesada. Que pede incessantemente que acabe logo com isso, como um enfermo em estado vegetativo pede pela morte, apenas os olhos. Olhos pesados e difíceis de olhar. Vejo-me como um incapaz de frente pra esses olhos em um café pouco movimentado, mas imediatamente eu percebo, que só com sua ajuda consigo te tirar dessa escuridão. Não consigo te puxar pra fora se você não me estende a mão.
E escondida nas sombras ela encena uma felicidade perfeita que ensaia toda noite ao se deitar sóbria em sua cama. Ou tragicamente, encena um amor perfeito e suspeito por um desconhecido. Suspeito demais pra arriscar um grama de sua vida por ele.
À Espera de um Café
Ela diz que me ama, mas tem outro cara. Diz que me deseja, mas nunca vi mover um grama do seu mundo cheio de insatisfações e arrependimentos pra chegar mais perto. Diz que não para de pensar em mim, mas prefere a libertinagem já acostumada regada a drinks e intrigas de toda sexta à noite. Mesmo com tudo isso eu tenho certeza que ela pensa em mim em seus minutos de sobriedade antes de dormir.
O pior de tudo é que vejo em seus olhos que está triste, que está sendo barra pesada, que pede incessantemente que acabe logo com isso, como um enfermo em estado vegetativo pede pela morte, apenas os olhos. Olhos pesados e difíceis de olhar. Vejo-me como um incapaz de frente pra esses olhos em um café pouco movimentado, mas imediatamente eu percebo, que só com sua ajuda consigo te tirar dessa escuridão. Não consigo te puxar pra fora se você não me estende a mão.
E escondida nas sombras ela encena uma felicidade perfeita que ensaia toda noite ao se deitar sóbria em sua cama. Ou tragicamente, encena um amor perfeito e suspeito por um desconhecido. Suspeito demais pra arriscar um grama de sua vida por ele.