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Bella marcartti 💗
23 de junho
Encontra-se coragem em lugares improvisáveis.
— J. R. R. Tolkien
Tarde chuvosa. Sofá. Manta de lã. Tu sob as cobertas. Lá fora o chão molhado, barulho da chuva caindo. Aqui, eu... Fecho os olhos, te sinto. Tua sensibilidade a me aflorar a alma. Pele, pêlo. Deslizas sem limites, até te ser insuportável... Invades me em profundidade... Frio, calor, topor... Persistes, em toques firmes, meio rude, às vezes lento. Sinto teu pulsar... Sussurras- me, 'deixas-me te amar...' A tempestade persiste. Trovões e raios. Lá fora cai a chuva, molhando tudo. Cheira a terra molhada, o ar invadindo a sacada. Abro os olhos. Só, sob as cobertas, explode em meu peito o amor de toda uma existência. Eu e tu, uma só essência... 💋
Catarina Slanova in 'Padeceu'
Ame-se, cuide-se e lute por aquilo que quer. Sonhe com o impossível, viva o improvável, faça o diferente, seja surpreendente. Você pode não alcançar fama ou aparecer nos jornais, mas você pode alcançar histórias incríveis para se viver quando resolver apostar alto na vida.
Aula Marco Gonçalves #8
11/06/2018
Começamos a aula lendo textos trazidos pelos alunos, tanto para trabalhar formato de história quanto imagens e sentimentos enquanto história.
O imaginário é essencial para se ter uma cena boa, mais que o formato de narração em si.
Entrar com sentimento já traz legitimitade à cena, de forma que não se precise de muito esforço para ela ser boa nem precise pensar muito em sua progressão, pois virá naturalmente uma vez você embuído de sentimento.
O personagem que entra em cena não pode ser vazio pois isso é característica do ator, o que quebra com a realidade da cena. Assim, entrando com um sentimento mesmo que não concreto já dá significado para o personagem e tudo que ele faz dentro da história,
Para acessar esse sentimento, existem duas técnicas teatrais (além do simples instinto): memória acessível e situação imaginária.
Com a memória acessível se pega uma situação fortemente emocional e se projeta ou se recorda dela para utilizar daquele mesmo sentimento. É bom separar a lembrança da situação em si do sentimento para poder se utilizar melhor dele.
Na situação imaginária, trazemos algo que representaria determinado sentimento, seja postivo ou negativo, criando a situação em nossa mente. Não podemos ficar com o foco no que imaginamos mas devemos nos deixar inundar pelo sentimento que aquilo traz.
Como segundo exercício, fizemos uma atividade de narrativa, onde o professor cantava um trecho de uma música e quem pensasse em algo deveria ir ao meio da roda e cantar o trecho que viria antes do já cantado. Dessa forma o aluno é forçado a pensar a narrativa de trás para frente, visando onde quer chegar. Além disso, não se tinha muito tempo para pensar e a ideia era exatamente falar coisas ruins e sem sentido, jogando ideias sem muito critério.
Depois, fizemos uma contagem em grupo até 40, na qual cada um deve dizer um número e se duas ou mais pessoas falarem juntas a contagem zera. Esse exercício trabalha a escuta pois temos que ficar muito atentos uns nos outros para não falarmos juntos.
Em seguida fizemos um exercício base em que o professor dá um cenário e nós devemos nos montar como objetos ou pessoas nesse cenário, falando quem somos ao entrarmos. Quando todo mundo está em cena, o professor simula tirar uma foto e voltamos para a roda. Trabalhamos assim o imaginário de cena, pensando a quantidade de elementos que temos e muitas vezes não notamos por ser mimica.
Passamos então a trabalhar narrativa, algo que não tinhamos visto ainda. Como no primeiro exercício, o jogo que fizemos consistia em o professor dar uma frase que iria fechar a cena. O deasfio é começar a atuação o mais longe possível da ideia da frase. Por exemplo, em uma cena em que a frase era “Lágrimas não são argumentos” os atores começaram fazendo um chefe pedindo um favor a um empregado, sem pensar como chegariam a frase em si. O professor também dava o lugar onde se começaria a cena; no exemplo acima, em um frigorífico.
No exercício das frases vimos que a narrativa é importante e extremamente complexa. Para uma história ficar bem contada no improviso deve-se pensar sempre como um grupo. Nesse exercício em particular, o grupo tinha um objetivo claro que era chegar na frase, portanto é mais fácil se pensar coletivamente. Em uma cena qualquer, pode-se ir para qualquer lado então a mente coletiva precisa trabalhar de acordo com as propostas individuais, sempre com a escuta e a aceitação como matrizes.
Quando se tem um objetivo, perde-se a necessidade de fazer piadas ou mesmo se destacar como comediante, pois o que importa é a narrativa em si.
O último exercício foi do aceitar do não saber, que é a base do improviso e ainda assim é extremamente difícil. Como os jogadores nunca sabem de nada, o aceitar nçao saber traz legitimidade à cena e vida às personagens.
Duas cadeiras próximas uma da outra foram coladas na frente da platéia e a determinação era de que as duas pessoas que se sentaram lá traziam somente um sentimento. A personagem poderia estar triste, brava, feliz, ansiosa, não importa, o que valia era que esse sentimento estivesse na cabeça da pessoa, passando pelo seu físico de forma natural.
Como o sentimento era a única coisa que o ator podia trazer, quem determinava a sua personagem era o outro jogador. Se começava uma conversa e a partir disso eles iam se encontrando enquanto personagens, nunca dizendo coisas sobre si mesmo mas sempre sobre o outro. Por exemplo: “Eu vi que você postou a foto do seu cachorro novo. Eu sei que você ama cachorros, fiquei feliz por ti.” Então a outra pessoa responde, sem acrescentar nenhuma informação sobre si mesma, e pergunta ou afirma, o que é preferível, algo em troca. Nesse contexto um ator depende muito do outro, pois vai mudar sua atuação de acordo com que o outro diz. Se um deles não diz nada, o outro não consegue viver sua personagem.
Fechamos a aula falando sobre como será a partir de agora, já que não estamos mais no patamar Básico 1 da improvisação. O professor será mais rígido com a turma para evoluirmos enquanto improvisadores, agora que podemos nos chamar disso.
Hoje um amigo me perguntou: O quê Cristo significa de verdade para você? É clichê, mas Cristo é tudo. É difícil entender e temos mania de lutar contra o amor dEle por achar que sabemos o melhor para nós. Uma vez ouvi uma história que define bem o que Cristo é: Estamos em um avião prestes a cair e o piloto diz para não termos medo porque há um paraquedas para cada pessoa e todos irão se salvar se pularem. Porém, antes de saltar, algumas pessoas que estão na sua frente começam a colocar defeito no paraquedas, dizendo "esse não é rosa como eu queria", "eu não estou com a roupa correta para saltar". E por fim, você está lá, em dúvida sobre saltar ou não, sobre aceitar ou não o paraquedas. Bem, o avião é o nosso mundo, prestes a ser destruído. Cristo é o piloto que oferece o paraquedas, que por sua vez é a salvação que é oferecida para todas as pessoas sem exceção. Encontramos defeitos na salvação. Colocamos empecilhos e não aceitamos o que Cristo nos oferece de graça nos prometendo que tudo ficará bem se apenas fizermos o que ele está pedindo.
Nós somos o indeciso, o inconstante, o inevitável erro, perdido no tempo e sem esperança. Cristo nos encontra, nos liberta e nos ama. Ele nos aceita como somos mas nos ama demais para nos deixar como estamos. É como a música que diz "O que Cristo oferece, Ele é". Ele oferece seu amor, sua essência e principalmente sua paciência para esperar o momento em que decidiremos ficar ao Seu lado. Se fosse para definir Cristo em uma palavra, eu diria "IMPROVÁVEL", pois em toda história, nunca houve alguém que contrariasse os padrões estabelecidos nas mentes dos homens. E o ato mais improvável foi morrer por mim. Erro todos os dias e ainda assim Ele me ama. Já desisti de mim algumas vezes e no dia seguinte estava tudo bem, porque Ele não tinha desistido.
É muito improvável que Deus use uma pessoa que nunca sofreu profundamente uma dor.
A. W. Tozer