dias festivos sempre surtiam nela um efeito diferente, quase como se fossem miríficos, mágicos por si mesmos. sua mãe sem dúvidas concordaria, e o pai também se tratava de um romântico incorrigível, mesmo que de uma forma bastante acanhada. havia crescido com as melhores expectativas sobre o que seja lá que fosse amor, se assim mirasse suas expectativas sobre a figura dos pais. para si mesa, guardara uma projeção muito mais produzida pelas trivialidades culturais que evidenciavam-se ainda mais neste dia, mas não lembrava-se de sentir-se realmente apaixonada. ao menos não tanto quanto era apaixonada pelas paixões alheias, ou o bastante para sopesar em seu coração como uma nódoa, assim como esperava. seu “traje-a-rigor” não poderia ser menos caricato que toda a cena que poria a fazer. era a figura mais contraditória de um cupido, pois vestia-se à versão moderna de juliet capulet, que mais prenunciava uma tragédia que um júbilo. inda que ela mesma imaginasse que esta tragédia explicasse muito bem o conceito de amor que havia sido construído na cabeça das pessoas, muitas vezes em especial na dela.
aparatara diretamente no beco, a ansiedade a impedia de prosseguir com a caminhada religiosa e discreta a caminho do trabalho, ainda mais sabendo o que estava por vir e o que fora acordado entre os demais comércios. havia encontrado com george weasley pessoalmente para ajudá-lo com as “pretensões românticas” da WWW, e não via a hora de visualizar o resultado de tudo aquilo. ao surgir, o ambiente a envolveu de imediato. o beco parecia um outro lugar, a decoração dos estabelecimento e das lojas gerava um efeito caledoiscopico de uma paleta de cores vivaz, e o aroma...
os lábios delinearam o deleite exorbitante num sorriso, tentava observar todos os cantinhos do espaço ao mesmo tempo, e aquele era um dos únicos dias que não se importava em saber involuntariamente o que todas aquelas pessoas pensavam. os supressores ficaram em casa... assim como sua bolsa. “droga! accio.” retirou a varinha, de prontidão, fazendo com que os objetos que havia esquecido surgissem em seus braços, o mais importante deles era um cestinho dourado e adornado, pequeno, mas o que parecia modesto a primeira vista podia conter mais de uma cartinha para cada indivíduo presente.
chegara a doces de mel em poucos minutos, a multidão já se aglomerava nos espaços estreitos da loja. assumira sua posição de prontidão, organizando pedidos e distribuindo sorrisos. esbarrara com um cliente de supetão e, por alguns segundos, pareceu conhecer a figura. “wow, you look amazing! vai galantear alguém hoje?”















