AMORDELIVRO
Por: Isa e Bru
PARA SALVAR COM QUALIDADE [XX]
Oláaaa. Eu tive que salvar em outro lugar, porque pelo imgur ficava com uma qualidade péssima. Nesse link, tem mais opções de cores de fonte e tal. Espero que goste!
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AMORDELIVRO
Por: Isa e Bru
PARA SALVAR COM QUALIDADE [XX]
Oláaaa. Eu tive que salvar em outro lugar, porque pelo imgur ficava com uma qualidade péssima. Nesse link, tem mais opções de cores de fonte e tal. Espero que goste!
Hoje, pela primeira vez desde que decidi que você não deveria fazer parte da minha nova vida, eu chorei. Chorei, mas não por saudade. Chorei, porque, queria que, assim como o mocinho do livro, você tivesse lutado por mim quando te disse adeus. Chorei, porque sei que seus sentimentos por mim não mudaram nesses quase dois anos. Chorei, porque apesar das merdas que você costuma fazer, o seu sorriso ainda me cativa. Chorei, porque sei que se tivéssemos lutado teríamos sido mais. Chorei, porque apesar de perfeitos, somos incompatíveis.
Andrade
"Dia normal, missão impossível, mudanças estranhas..." Era um dia normal, como os outros dias normais. Eu não tinha nada pra fazer então resolvi falar com ela, estávamos próximos e puxar um assunto não faria tão mal assim. − Oi Míscha, tudo bom? − Sim, e você? – Ela sempre dizia que estava bem, mas eu sabia que não estava, e por mais idiota que eu fosse, eu me importava, ela só não sabia. − Estou bem também, tem novidades? – Mais uma pergunta idiota, quem é que conta as novidades? Ela e eu nem tínhamos tanta intimidade assim, tínhamos amigos em comum, mas nada que nos forçássemos a uma amizade perfeita. − Não...e você? – ela respondeu como sempre, palavras curtas, frases curtas, nada que puxasse um assunto. Eu percebia o desinteresse da parte dela, mas talvez fosse impressão minha afinal, ela estava em crise no relacionamento. Eu podia até não saber muito da vida dela, mas sabia que ela e Miguel não estavam mais se dando tão bem como a cerca de um ano atrás. − Léo... – ouvi suas palavras e meio que me perdi, ela estava mesmo querendo puxar assunto? − Oi? Pode falar – Eu tentava ser o mais simpático possível, mas era normal, sempre fui assim com as garotas. Resumindo, quando se tratava de mulher, eu era um príncipe mesmo não sendo. − Tenho uma missão pra você. – Achei engraçado, uma missão? A gente mal se falava e ela tinha uma missão pra mim? Essa eu queria ouvir. − Uma missão? − Sim, você vai ter que se apaixonar por mim. – Eu ri, juro que ri de todas as maneiras possíveis. Apaixonar-me? Eu não era apaixonado nem pelasduas garotas que eu vivia em cima, mesmo apesar de sempre “fingir” estar amando, como assim me apaixonar por alguém que eu nem conhecia? − Como? − Fingir que está apaixonado por mim, pra fazer ciúmes no Miguel. – Agora tudo fazia sentido, Miguel! Eu gostei da brincadeira, eu me divertiria um pouco e ajudaria ela. Quem sabe as coisas não melhorariam pra ela e Vitoria cairia na real de que gostava de mim, e aquela imensa tristeza de Míscha acabria? − Pode contar comigo! Engraçado que depois daquele dia eu só pensava em como me sair bem e levei tão a serio que até fiquei com medo de me apaixonar mesmo. Alguns dias passaram e eu até me afastei de Lola e de Vitoria, foquei em ajudar a Mísha, e queria ver ela bem e alegre, eu só não conseguia realmente entender toda essa animação em relação a fingir estava apaixonado, sendo que me dava náuseas só de me imaginar gostando realmente de uma pessoa.
Não sei porque, mas eu havia gostado da ideia. Me apaixonar por ela, nem que fosse de mentirinha. Incompatíveis, Gustavo Martins
“E quando as máscaras caíram mais do que rostos foram revelados”Era só apenas mais um baile de máscaras como outros quaisquer, estavam todos ali, embora ninguém soubesse quem era quem. Eu estava parada sentada no bar bebendo alguma coisa, esperando de repente o meu namorado chegar e rezando para que eu acertasse quem ele era e não acabar beijando qualquer outro cara daquela festa. Regra principal do baile, ninguém poderia saber quem era quem, nem mesmo seus pares, apenas quando as luzes se acendessem poderíamos saber com quem estávamos dançando, ou eventualmente, beijando. Eu usava um vestido de baile aquela noite, não daqueles extravagantes, nada longo como uma velha de 100 anos, mas também nada muito curto parecendo uma vadia qualquer, um preto básico com as saias de rendas e uma máscara que se encaixava perfeitamente em meu rosto, com alguns tons dourados nela. - Ai meu pé! - Minha voz estava um pouco mais estridente que o normal quando eu exclamei do bar, sentando cuidadosamente em um banco e verificando o salto do meu sapato, saltos, ao mesmo tempo que eu gostava as vezes era uma tortura para mim. Haviam alguns casais na pista e outras pessoas espalhadas pelos cantos conversando, se conhecendo ou tentando se reconhecerem. Fitei cada pessoa as separando por grupos, quando em um determinado momento todos os olhos se voltaram para duas pessoas que estavam no meio da pista se beijando de um modo um tanto quanto quente, pude reparar nas mãozinhas nada bobas daquele garoto deslizando pelo corpo daquela garota. - “Meu Deus, que horror, como esses dois tiveram coragem de se pegarem assim sem ao menos saberem quem são.” - Eu pensei comigo mesma um tanto quando indignada e ao mesmo tempo divertida com a situação. - Uma garota tão linda como você não deveria estar sentada em um bar sozinha. - Uma voz masculina surgiu atrás de mim quando me virei delicadamente para olha-lo. Dei um sorriso delicado, era ele, meu namorado, eu tinha certeza, ou ao menos eu achava que tinha. Ele pegou minha mão e me guiou até a pista de dança. Eu estava com receio de que ele não fosse quem eu pensava, mas mesmo assim arrisquei. Quando começamos a dançar eu notei que o casal que a pouco estavam se beijando, agora estavam em algum canto conversando bastante íntimos. - Eu tenho a leve impressão de que te conheço muito bem. - Eu sorri enquanto dançava, suas mãos estavam sobre minhas cintura e meus braços ao redor do seu pescoço. - Eu acho que te conheço muito bem, bem até demais.- Ele enfatizou o até demais quando sorrio, agora eu tinha certeza, era ele, meu namorado, nós parecíamos aquele tipo de casais perfeitos. Faltava apenas um minuto para a 00:00, ou seja, um minuto para as luzes acenderem e os rostos revelados, eu já não estava me preocupando com isso, já havia encontrado o meu par. - 10, 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2…1 - Todos contavam animados para a 00:00, aquilo tudo estava mais parecendo uma festa de ano novo do que qualquer outra coisa, mas eu também entrei na empolgação de contar, já o meu namorado não me parecia nada confortável naquela brincadeira. Meia Noite, as luzes se acenderam e um por um começaram a tirar as máscaras, uns acenando, abraçando e cumprimentos os outros, soltando vários: “Eu sabia que era você”, enquanto outros tinham uma expressão de surpresa no rosto por errarem completamente de par. Eu retirei minha máscara e Miguel também, eu sorri quando o fitei e ele fez o mesmo. Passando meus olhos pelo salão encontrei o casal que havia sido os primeiros a se arriscarem e se beijarem naquela festa, e para a minha surpresa e a de todo mundo quando olho para o garoto um choque bateu nos meus olhos incrédulos. - “Era o Leonardo e aquela garota que estavam se pegando e se beijando, eles foram o primeiro casal a se beijarem, aquelas mãozinhas bobas que pareciam atacar o corpo da garota com pressa eram as mãos dele.” - Eu estava estranhamente surpresa com o fato de ser ele o cara que beijava aquela garota, garota que por sinal eu não ia muito com a cara e nem ela ia muito com a minha. Por um momento, muito breve nossos olhares se cruzaram e de repente Léo sorrio tímido para mim, eu simplesmente franzi a testa e retribui aquele gesto. is gonna be the day that they’re gonna throw it back to you… Eu conhecia aquela música que começou a tocar, Oasis - Wonderwall. Miguel me puxou pela cintura e começamos a dançar novamente, quando olhei novamente pelo salão durante a dança, lá estavam eles de novo, também dançando, Léo e Lola, olhei para Miguel de repente e subitamente começamos um beijo. Quando terminamos o beijo, reparei que muitas pessoas estavam sentadas conversando, se arrumando para irem embora. Léo se despedia de Lola parecendo estar um tanto quando apressado. - “Mas quanta gentileza.” - Eu pensei. - “Nem vai deixar a garota em casa, ou algo assim.” - Será que ainda se fazia isso ou eu quem era pateticamente romântica demais? E ele simplesmente se foi. Eu não o conhecia muito bem, na verdade ele era praticamente meu mais novo amigo com o qual eu dividia minhas fossas. Por mais que meu relacionamento parecesse perfeito aos olhos de todos, não era, não mais, eu e Miguel brigávamos praticamente todos os dias e por coisas bobas, ele andava completamente grosso e estúpido comigo, o que me deixava extremamente magoada e chateada. Enquanto Léo, ah Léo sempre estava deprimido por alguma garota, ele parecia ser aquele tipo de garoto que se apaixona fácil, no caso dele fácil até demais, pois sempre estava se queixando de alguma garota que o deixava de cabelos em pé, e nesse caso sempre era uma garota diferente da outra.
~ Mas por que mesmo eu estava tão chocada por ele ter beijado aquela garota? . Incompatíveis, .
"Me importar com quem eu mal conhecia era um mau sintoma" Ela estava triste, desanimada ou talvez com preguiça, pra falar a verdade até hoje não sei, mas nem pra piscina que estava a nossa frente ela ligava. Só que na época ela tinha os problemas dela, o coração dela, o namorado dela e a vida dela, e eu tinha a minha, completamente diferente da dele. Só que o desanimo dela me incomodava, não que eu ligasse, mas era chato ver uma recém amiga triste por algo, então resolvi cochichar com um amigo. — Vamos animar a Míscha? — Mas o que vamos fazer? — sussurrou baixo para que ninguém ouvisse e fez uma cara de interrogação. Não sabia o que fazer também, e a primeira ideia foi joga-la na piscina. Garotas odeiam, mas ao mesmo tempo amam isso, além de faze-la rir, também a faria me odiar um pouquinho e no fundo depois de um tempo se descontrair. — Míscha! — a chamei para perto. — O que foi Léo? Não quero levantar — E depois de me responder assim resolvi me aproximar e por meu plano em pratica. A peguei a força junto com a ajuda de Daniel da cadeira e no toque de três rápidos segundos a joguei dentro da piscina e pude ver sua reação, mimada como era, havia ficado furiosa, mas no fundo eu sabia que ela estava morrendo de vontade de rir e de me chamar de idiota. — Ai amor, olha o que fizeram comigo... — disse ela saindo da piscina e olhando para o seu namorado que chegava, naquelas palavras eu pude perceber como ela gostava dele, o modo como havia dito e o entusiasmo por ele ter chegado. Talvez ele fosse o motivo da tristeza dela e ao mesmo tempo da alegria, mas era muito informação pra minha cabeça, não sabia nem porque estava pensando aquilo, afinal eu não me importava, ou pelo menos eu ainda não sabia que no fundo, bem la no fundo eu me importava com uma garota mimada, irritante, manhosa e de primeira impressão, um tanto quanto calada.
Ela era diferente, talvez por isso eu me importava. Incompatíveis, Gustavo Martins