Linton Heathcliff; 107 years old; Could be 38 years old; Currently a widower; Son of Heathcliff and Isabella Linton; Owns the “Bella & Loup” Pub; Heterosexual; Werewolf; Alpha from de London Pack; From the stupendous story of Wuthering Heights; {Aidan Turner}
Nasceu no ano de 1797 como o primogênito de Isabella Linton, sendo nomeado com o sobrenome da mãe para que o legado familiar não desaparecesse por completo desde o casamento irrazoável com Heathcliff. Futilmente maltratada pelo marido, vivendo um verdadeiro inferno na Terra, Isabella resolveu criar Linton longe da presença masculina, resguardando-se na residência de alguns amigos de Bromley por longos anos, talvez na tentativa falha de evitar que o filho se tornasse minimamente parecido com a figura paterna. Foi no bairro do sul de Londres que deu à luz ao menino.
Linton era uma criança de aspecto enfermo. A pele pálida, o corpo franzino, olheiras vermelhas abaixo dos olhos e um semblante melancólico que sempre pairava sobre sua expressão facial. Sua aparência era semelhante a de um morto-vivo, um cadáver, uma criança fantasma, sempre triste e sempre doente, à espera de um milagre, como se o menor dos males fosse suficientemente forte para levá-lo desta vida.
Talvez tenha sido o visual mórbido da criança, somado à carência de Isabella, que a fizeram tão inutilmente protetora com o único filho, privando-o até mesmo da luz do sol e de brincadeiras ao ar livre para que não se ferisse.
Linton foi criado para receber todos os mimos que pedia, sendo sempre ouvido e respondido, para que nunca se entristecesse, nunca enxergasse o lado ruim da vida. Cuidado como um príncipe, habitou-se a uma rotina de privilégios, de tratamento diferente das demais crianças, até mesmo por parte de desconhecidos, que se compadeciam da aparente doença dele e o davam mais atenção. Ninguém era capaz de dizer “não” ao menino, que cresceu para se tornar extremamente egoísta, orgulhoso, possessivo e preconceituoso. Era insuportável de tão mimado, ao ponto que, quando completava seus 13 anos de idade, já era, ironicamente, mais parecido com o pai do que talvez jamais teria sido.
Foi nessa altura da vida que finalmente saiu de Bromley. Isabella estava muito doente e procurou o irmão, Edgar Linton, para que tomasse conta de seu único filho quando ela partisse. Após sua morte, que talvez tenha sido mais inconveniente do que dolorosa para Linton, deu-se o momento em que o rapaz finalmente soube da existência e identidade do pai, o que o encheu de um inicial contentamento, ainda que, em seguida, percebesse que sua alegria teria precoce fim. Heathcliff pai conseguia ser ainda mais cruel que o próprio filho, além de evidentemente mais astuto e vingativo. Convenceu com facilidade Linton a se casar com Catherine Linton, sua prima, somente para que a herança da jovem eventualmente ficasse em sua posse.
Aterrorizado pela figura paterna, Linton se casou com Cathy tão somente para que, alguns meses depois fosse acometido pela tuberculose, a qual, somada a sua fraqueza física, certamente o levaria a uma morte lenta e terrível. Talvez tenha sido esta a sorte de Cathy, já que Linton se mostrou completamente cruel pelo pouco tempo que decorreu o matrimônio dos dois.
Entregue ao sangue, às secreções pútridas e à solidão, começou a se sentir desesperado pela ideia de ir para o Inferno, talvez porque finalmente colocou suas ações em uma balança e percebeu que seus atos seriam considerados maldosos pela justiça divina.
O desespero fez com que chamasse um padre, que o acalmou dizendo que Deus era misericordioso e o perdoaria caso estivesse verdadeiramente arrependido. No entanto, quando ficou à sós com a senhora que acompanhava o clérigo, ouviu que seu arrependimento mentiroso o tornava fadado a passar a eternidade nas chamas. Deus não poderia ser enganado pela malícia do rapaz.
Linton a amaldiçoou pela petulância, mas perdeu as palavras quando ela tomou a forma de algo horrendo, uma figura demoníaca e cinzenta.
Contou-lhe que conhecia uma outra forma de viver, algo bem mais sublime que aquela sobrevida ridícula, cometendo maldades de principiante, se preocupando apenas com dinheiro e nome. Ofereceu um pacto à Linton: estaria livre da tuberculose e teria uma saúde ímpar, porém deveria sua lealdade a ela e nunca mais veria seus amigos e familiares.
Egoísta e egocêntrico, aceitou a proposta sem pensar em qualquer pormenor que poderia afetá-lo. Aos 17 anos de idade, morreu e foi enterrado, tão somente para que, dias depois, fosse trazido de volta ao mundo dos vivos pelas forças das trevas. Inicialmente, tudo parecia muito fácil. Linton era cruel e só se preocupava com o próprio bem-estar, bem como era ingênuo e mimado demais para perceber que sua nova vida seria feita apenas de trevas.
Pouco a pouco, descobriu que havia se colocado em um terrível estado de escravidão, uma vida completamente oposta a que levava, quando se tornou submisso, subordinado a uma bruxa bem maldosa, que conseguia ser pior que seu próprio pai. Linton era sadio e forte, mas não havia saúde que valesse mais que sua própria liberdade.
Foram 15 anos de vida nesta condição, talvez o suficiente para que começasse a aprender, da pior forma possível, a sentir empatia pelas outras pessoas e seres vivos. Fez atrocidades em favor da bruxa e passou a se detestar pela fraqueza de espírito quando ainda adolescente. Quebrar o pacto significava sua imediata morte e ida para o Inferno, o que fez com que Linton tivesse que ser mais astuto do que isso para se livrar da maldita bruxa.
A idade e conhecimentos sobre o Oculto certamente o ajudaram. Ao completar 35 anos, soube que poderia evitar o pacto místico caso fosse contaminado pela maldição da licantropia, se fosse mordido por um lobisomem. Ainda que pareça loucura, a ideia de entrar para uma Alcateia e reaver seus erros soou como a melhor ideia possível. Faria o bem em troca de uma vida também amaldiçoada, poderia finalmente se redimir e evitar a eternidade nas chamas.
Tornou-se lobisomem. A transição foi terrível, como a de qualquer outro. Sentia-se exausto, quase morto, ainda que contente pela possibilidade de redenção. Porém, para sua surpresa, a chegada à Alcateia de Londres foi abarrotada da mais pura rejeição. Vivendo anos sob um pacto com uma bruxa, sua confiabilidade era frágil, quase que inexistente. Sua história não o ajudava e os lobisomens preferiam a sua sumária execução.
O Alfa parecia o único que acreditava no seu potencial. Conseguiu inseri-lo na Alcateia Francesa temporariamente, conhecida por sua liderança rígida e perfeccionista, e depois permitiu que integrasse a de Londres, já que se tornara mais confiável com o passar dos anos. Os lobos parisienses eram temíveis, com métodos controversos para educar novas criaturas.
De volta à Inglaterra, Linton ainda não era muito querido pelos lobisomens, mas acabou cativando ao Alfa, que lhe ensinou sobre a história da licantropia e lhe deu o direcionamento que jamais havia tido na vida, como se um pai fosse. Enriqueceu investindo em Casas de Ópio e organizações ilegais, à segredo e contragosto dos lobisomens, mas depois abandonou o feitio, quando novamente ameaçado de ser expulso da Alcateia. Linton era rebelde e entusiasta da vida, mas a sabedoria do Alfa limitava sua loucura, lhe ensinava a importância da bondade.
Décadas se passaram e Linton aprendeu muito, mudou da água para o vinho. Com o falecimento do Alfa, há apenas 10 anos atrás, foi ele quem ocupou a liderança do grupo, mesmo que não tenha conseguido conquistar a confiança de todos ou a de si mesmo para fazê-lo. Tornou-se um homem firme, corajoso e sábio. O respeito dos seus semelhantes ainda é dividido, mas Linton pretende conquistar a dúvida da minoria mostrando diligência e habilidade.
Infelizmente, com a feitura do ritual da Noite Eterna bem debaixo do seu nariz, tudo se tumultuou entre os lobisomens, que se preocupam com a liderança de Linton e o futuro da humanidade. Ele terá muito o quê fazer neste ano de 1891.
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