Elizabeth Lavenza; Prefers to be called Izzie; 27 years old; Currently single; Adopted daughter of Caroline Frankenstein and Alphonse Frankenstein; Housekeeper; Heterosexual; Vampire; Dracula’s Bride; In love with Victor Frankenstein; From the stupendous story of Frankenstein and Bram Stoker’s Dracula; {Keira Knightley}
Diário de Elizabeth Lavenza
Nunca questionei tanto meus sentimentos quanto nesta última semana. Não consegui escrever por esses dias pois me parecia impossível me concentrar e colocar palavra por palavra nestas folhas. Toda minha vida servindo à minha querida família adotiva e, principalmente, a Victor. Eu o amo profundamente; admiro seu caráter, sua inteligência, perseverança e como todas suas características me ajudaram a me tornar quem sou hoje.
Pelo que passei a observar, mulheres na mesma posição social do que a minha não costumam ter tanto acesso à ciência: ou estão ocupadas demais trabalhando nas indústrias ou são tão ricas que só se preocupam com a joia que vão usar no próximo jantar ou com algum romance, real ou literário. Sinto-me como se não fosse elegante ou útil o suficiente.
Estou em algum lugar entre essas duas características.
Talvez me sinta assim porque tenho uma enorme necessidade em me sentir amada, por qualquer um, por qualquer coisa. Há, em mim, uma urgência de agradar a todos. Viver, possivelmente, não vale a pena se não for em razão de fazer cada membro de minha família e além, completamente feliz. E isso se tornou ainda explícito e manifesto em meu coração após perceber que Victor também me ama.
Passei esses anos todos preocupando-me em servir, ser gentil, educada e trazer respingos de alegria para todos os Frankenstein. Creio que o fiz - e o faço -, para encobrir a tristeza que, por muito, me consome. A vida perdeu um pouco de cor e emoção quando mamãe Caroline faleceu.
Talvez eu me sinta culpada por sua morte; talvez se eu tivesse insistido mais para ela se afastar de mim enquanto eu estava doente, ela estaria, nesse momento, escrevendo-me sobre alguma viagem viagem ou descrevendo com precisão invejável sobre as cores. Ela era minha melhor amiga… E não consigo e nunca conseguirei agradecê-la por tanto e por ter colocado Victor no mundo.
Há duas semanas, Victor me apresentou o Fenacistoscópio. É fascinante! Incrível! É magia em sua mais pura forma. Pelo que entendi, há uma placa com diversos desenhos com ligeiras diferenças entre si e, que, quando movimentada, parece que suas imagens ganham vida! Na sexta passada, ousei voltar no local só e um sujeito se aproximou de mim. Decerto, Victor é um homem muito atraente, mas esse homem - que se apresentou como Vlad…
Assustei-me de pronto quando ele se avizinhou. Nunca vi roupas mais refinadas, cabelos e barbas tão bem cuidados… Mas seus olhos. Quando eu os fitei, meu sangue parou de correr pelo meu corpo; senti as pontas dos meus dedos ficarem gélidas, mas eu, por alguma razão, esboçei um sorriso. Quatro ou cinco segundos depois, meu coração voltou a bater normalmente, porém, meus pés ainda estavam fincados ao chão, tão forte, como se eu fosse uma estátua. Lembrei-me de cada coisa errada que fiz durante toda a minha vida, de todos o momentos em que cogitei desistir, mas, de repente, subiu-me um arrepio pela espinha e cada vez que Vlad se arredondava, levemente, eu podia sentir meu útero inflamar. Eu nunca havia me sentido tão indecente… Ou até mesmo, viva.
A cada palavra mencionada, eu entrava mais e mais num estado de torpeza. Não consigo recordar o que ele me disse, muito menos o que eu havia lhe dito. Só me lembro de que devo estar lá daqui a algumas horas… Mas somente guardei essa informação comigo pois ela me parece estar completamente impregnada em minha existência.
Eu não sei o que este homem quer, parece-me perigoso, mas, ao mesmo tempo, devo ir a seu encontro.
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