Não te desejo mal algum, só desejo a você toda essa saudade.
Inviabilizando
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Não te desejo mal algum, só desejo a você toda essa saudade.
Inviabilizando
Ponho-me a dizer com toda certeza de que quem criou as estrelas estava pensando no brilho dos teus olhos. Me ponho em dúvida quando penso em teu impecável sorriso, imagino que seus alvos dentes tenham sido a inspiração para as ondas quando sorriem, ao quebrar-se. Não duvido que as montanhas tenham sido esculpidas mediante a tentativa de um contorno tão perfeito quanto o de teu corpo. O aconchego de um abraço de urso, a delicadeza do sono de um beija-flor, a alegria de um cão, em tudo tem você. Teu olhar é como abismo que tenho medo de cair, mas nada me seduz mais quanto a queda. Teu toque se faz como um balde d'água fria que um dia já me aqueceu. Tua fala me prendeu, mas só tuas palavras me libertaram. Nosso amor era o único veneno que me salvava. Hoje, na última gota de mar, no último centímetro de céu, no último raio de luz, na última treva da escuridão absoluta eu desejo-te. Desejo-te com todas as minhas saudades. Desejo o último sopro de teu amor.
Inviabilizando
'Ela tem entrelinhas fáceis de rimar' e me foi tirada toda poesia que havia aqui. Me tornei um meio livro. A introdução escrita no futuro do pretérito foi arrancada do meu prefácio. Refazer romances é trabalhoso. Trabalho de escrever e de enxergar histórias onde não há. Me faltam palavras, sentimentos e personagens. O romance era meu, mas eu não era a protagonista. Talvez seja por isso que não deu certo. Talvez tenha acabado por eu ter dado o papel principal pra outro. Os outros já tem suas histórias, por que se preocupariam em determinar o rumo do meu pobre livrinho? Com vidas a menos, com o clima mudado, com a esperança que restou me encarrego de escrever meu próprio destino. Nada de deixar para outros o que é meu de direito (e dever). Não mais. Me torno responsável pelo recomeço, pelas entrelinhas e observações, pelos personagens que surgem, que ficam e que vão em vão, pelos que voltam, pelos caminhos traçados e desviados, pelas misérias que se tornarão passado, pelo meu fim. Que meu fim seja trágico e poético. Um cômico romance.
Inviabilizando
Me ponho a dizer a verdade. A verdade já dita, já mentida e omitida. Digo a verdade que um dia já foi a minha e hoje é verdadeiramente de outro alguém. A verdade é que aquele beijo defronte ao mar indeciso, sob aquele sol plenamente escondido por núvens que ainda lembro o desenho, aquele beijo foi eterno. A verdade é que nada existia além do mar, do céu e do seu. Do seu cheiro, do seu toque, do seu amor, do nosso beijo. Minha memória é tão verdadeira quanto foi esse momento. Minha verdade é uma súbita saudade.
Inviabilizando
Não consigo escrever-te sem derramar todas as minhas lágrimas. Choro por saber que nunca irá ler, por saber que minhas palavras jamais serão capazes de alcançá-lo. A pouco tempo entendi a diferença de dois sentimentos que confundimos, a falta e a saudade. Falta é sentida quando há um vazio, a necessidade de haver um preenchimento que supra uma alma. A saudade é simplesmente quando houve amor, quando não há o que ou quem que substitua em qualquer hipótese o que foi vivido. Meu grande amor, minhas palavras são pequenas e impotentes, mas a falta e a saudade que sinto de ti são infinitas...
Ao meu velho/Inviabilizando
...O tempo nos desfaz, o amor nos constrói. O tempo sequestra, mas o amor resgata. O tempo te tem, mas sempre é tempo, amor, pro tempo que o amor tem.
Tudo que eu queria era você. Todo meu querer te pertencia. Toda minha segurança era para teu medo. Minha vontade era teu sonho. Todo meu riso brilhava pra ti. Toda minha esperança te pertencia. Mas agora que desfaleço o passado acalentou meus verbos, tudo isso pela ausência de tu que me rege, pela ausência de tu que me amavas.
Ausência de tu /Inviabilizando
Eu só espero que chova, que minhas lágrimas sigam despercebidas na tempestade que há de cair. Eu espero sorrir com a mesma alegria que um dia já tive. Eu espero ouvir uma boa musica sem cantar cada refrão em sua memória. Eu espero que minha febre passe com aspirinas pois o veneno que um dia foi fatal, agora não me é mais suficiênte. Espero me adaptar a viver pela metade, sem pretenções. Como sonhos que o sol do teu riso desidratou, minhas lágrimas desejam apenas toda chuva.
Inviabilizando