Em um mundo onde a música eletrônica está cada vez mais dominando a industria musical, ainda existem artistas e produtores que são muito pouco conhecidos, mas adorados por quem já teve o prazer de ouvi-los. Um exemplo disto é o DJ e produtor Irad Brant, o Israelense mais conhecido por seu projeto SWITCH, que é um dos mais competentes da cena Trance mundial. E quando digo mundial, estou certo em que pelo menos aqui no Brasil, para os que acompanham o cenário da música eletrônica, o rapaz se sai muito bem em suas apresentações eletrizantes em raves e clubes do país. Com uma batida hipnotizante, forte, cheio de sons futuristas em uma mistura contagiante, Switch cumpre a promessa de te fazer dançar e pular por horas seguidas. E aí você me pergunta, mas desde quando “psy trance” é música? E eu te respondo: a partir do momento em que ele é feito para passar uma mensagem, seja ela qual for, e essa mensagem é recebia com sucesso (ou não), isto é música, uma mistura de sons, harmonias, compassos, ritmos, que transmitem uma mensagem. A mensagem do trance sempre foi de paz e amor ao próximo, talvez por suas origens inspiradas nos tambores e danças tribais. Tendo início em Israel, Índia e Alemanha em meados dos anos 90, o ritmo se popularizou pela “vibe” positiva das ambientações e pela batida que lembrava rituais shamanicos, hindus quando seus integrantes entravem em transe. Voltando ao álbum em questão, “Raver’s Only” (2008), que é um marco para a carreira do produtor, traz a sonoridade típica do subgênero “Full-On”, onde todos os elementos eletrônicos do trance estão ligados e conectados pela batida forte e constante, sempre acompanhada de uma linha de baixo e outros diversos sons criados por samples e sintetizadores. Para quem ouve pela primeira vez, talvez soe cansativo, mas quem um dia já foi a uma rave e experienciou a energia causada por esse estilo, sabe bem do que eu estou falando. É música de drogado? Se você julga assim, tudo bem. Mas muitos dos “drogados” que frequentam estas festas “raves”, dizem ficarem “ligados” apenas com o poder das músicas, da batida, dos efeitos sonoros inseridos nelas. E falando nestes “efeitos”, eles são detalhes presentes e que intrigam muitas vezes. Switch mistura comandos eletrônicos, vozes, sintetizadores e diversos artifícios para complementar a miscelânea. Música para “viajar”, para dançar, para pular, para fazer aquela hora de bike na academia, um bodyjump quem sabe, ou mesmo um esquenta para a balada. O álbum é constante e não vai te deixar parado por um segundo sequer. Ainda não experimentou uma dose de trance? Vista um bom fone de ouvido, ou ligue um som potente e deixe que a música faça o resto. Sinta na pele, nos ossos, na alma, e não, seu amigo aqui não está drogado, mas também sabe viajar por um estilo pouco popular nas rádios ou na TV, que faz a alegria de milhares de pessoas pelo mundo todo através de DJs como Switch, Eskimo, GMS, Livia, Astrix, Goa Gil e muitos outros. Destaques: “If U Need Power”, “Megasonics”, “Got to Know”, “Shake it”.















