Olha quem acaba de comprar seu ingresso para o parque de diversões Delphic! Ele mesmo, 𝙈𝙄𝙇𝙊 𝘿𝙀𝙑𝙄𝙏𝙊 𝙇𝙀𝙒𝙄𝙎, um ANJO CAÍDO da casta dos INFERNAIS que aparenta 25 ANOS. É de conhecimento geral que ele está matriculado em ARQUITETURA na Universidade St. Patricks. Os mais próximos dizem que ele pode se mostrar cruel e sagaz, mas o mais engraçado é a semelhança incrível com JACK FALAHEE.
❛ ࿐ 𝒃𝒊𝒐𝒈𝒓𝒂𝒇𝒊𝒂 —
Ariel, ou o anjo da proteção, era assim que nosso protagonista era conhecido nos sete céus. Um exemplo a ser seguido, o queridinho do arcanjo da guerra. Era obediente, calado e totalmente submisso. Um querubim, cuja responsabilidade era guardar Deus, e nada além disso. Não questionava, apenas abaixava a cabeça e concordava com as ordens que Miguel lhe passava diretamente. Ou costumava manter essa postura, sempre ciente de que aquela era sua missão e o Criador possuía planos maiores para ele. Isso até Deus desaparecer, sem deixar rastro algum, enquanto nosso anjo fazia guarda nos portões celestiais.
Culpa não é um sentimento ao qual anjos devem ser submetidos, mas ele sentia. Culpa e fracasso. Como havia falhado na sua única missão, permitindo que o Santíssimo desaprecesse daquela forma? Não era algo que Ariel parecia aceitar, e apenas para que o anjo não pensasse somente naquilo, como estava acontecendo, os arcanjos o enviaram para sua primeira missão na Terra. O que não contaram aos novos comandantes dos céus, no entanto, é que não se deve enviar um querubim instável para uma terra sem lei, corrompida por pecados.
Tudo o que deveria fazer era espionar um grupo de caídos, considerados suspeitos pelos quatro arcanjos. E ele o fazia, sempre de longe, e enviando relatórios diários para Miguel. Porém, constantemente atordoado, não demorou para que saísse do controle. Tudo começou naquela fatídica noite, quando atacou sem ordem alguma um caído — ou o que ele imaginava ser um, sendo que na verdade era um humano. A verdade, é que não estava são, estava louquinho, vivendo perto demais de humanos e suas emoções confusas, e com a alma permeada pela culpa. Além dos sentimentos distorcidos e novos com os quais tinha de lidar, estava sofrendo alucinações! Quando recobrou a lucidez, era tarde demais.
Milo acordou em um local frio e com cheiro de mofo. Mas, o mais importante, é que estava sem suas asas. Um caído, era o que havia se tornado. Deve ser mencionado, no entanto, que não sentia-se mais um fracassado, culpado pela absoluta falta de Deus — sentia quase como se uma chave houvesse sido virada, e se tornado uma nova pessoa. A personalidade mostrou-se mais marcante, e não ignorou mais pensamentos que lhe ocorriam desde a época em que protegia o Criador — na verdade, agora refletia sobre eles, e decidia o que fazia. Havia adquirido o livre arbítrio!
Ainda que estivesse grato por aquilo, no entanto, estava muito magoado com aqueles que outrora foram sua família — os anjos. E não demorou para que anjos enviados em missões deixassem de voltar aos céus — Milo tinha como objetivo abrir a mente daqueles que viviam com antolhos, e em suas costas contam a queda de diversos anjos.
É um pouco óbvio que Milo não é o nome verdadeiro do anjo caído, no entanto, foi escolhido pela fascinação do celeste pela cidade de Milão, e apenas por isso. Fadado a vagar pela eternidade no plano terrestre, já viajou por diversos países, concentrando-se principalmente no continente europeu, já que a arquitetura gótica do diversas cidades o encanta.
Atualmente, busca o livro de Enoque para poder retornar ao céu e explicar para os anjos que existe algo além da submissão cega.
❛ ࿐ 𝒂𝒓𝒔𝒆𝒏𝒂𝒍 —
Além da única pena de suas asas, a qual todos os caídos detém e devem guardar com suas próprias vidas, Milo possui um chicote que ganhara de Miguel antes de sua primeira missão terrena. Talvez não muito efetivo atualmente, o chicote de couro amarronzado provavelmente pode ser considerado a sua arma de melhor utilização. De cabo firme e levemente metálico, a extensão da arma se dá por volta de dois metros, e a saliência na extremidade serve tanto para prendê-lo em alguma viga, ou para atordoar inimigos.










