Estou desanimado, isso é bom, assim consigo perceber o que realmente é importante.
Estou triste, isso é bom, assim consigo perceber o que realmente valorizo.
Estou ansioso, isso é bom, assim consigo perceber que não tenho como controlar nem mesmo o que por vezes consigo ter controle.
Estou cansado das pessoas, mas elas são reflexos daquilo que estou apegado, daquilo que eu não quero ver e empurro para um ponto cego dentro da minha mente. Eu não odeio as pessoas, mas tenho medo delas, um medo saudável, porque eu sei que elas podem, mesmo que não todos, mas muitas que podem me machucar nunca perderam a oportunidade, quando viram minha vulnerabilidade; são como tubarões diante de carne fresca.
Sei ser bizarro, não vou mentir, não tenho como não ser, a natureza das realidades que vivi me levaram a esse mimetismo.
Eu fiquei louco, me lancei na boca de diversos tubarões e depois explodi a mim mesmo nos seus esofagos, seus olhos não acreditavam, um cara que não tem nada ser tão ousado como se tivesse tudo; mas o que é tudo nesse mundo onde quando a terra treme e o vendaval severo avança, sobrando nada ?, eu sou o vendaval, a vida em si realmente não enche meus olhos, não vivo por mim, nem por ninguém; pergunte a uma samambaia o que ela faz aqui, o que ela te responder, será minha resposta.
Apenas ser, apenas estar, não como submissão ou omissão, mas como alguém que entende o próprio caminho, não confunde o tempo do próprio Espírito com o fluxo da massa; ser atemporal em um mundo cheio de parâmetros, parece loucura, mas é possível.
Só estou dizendo que, não sou perfeito, mas sei que tem sempre como me elevar acima de quem estive ontem, estou hoje, estarei amanhã, sempre, até que não reste nada além da noção que; tudo que está fora também está dentro.














