Joguinhos
Acho, sinceramente, que nasci na geração errada.
E me pergunto — quase implorando para o universo responder —
será que estou paranoica, ou o mundo enlouqueceu de vez?
Porque eu te quero.
Eu te motivo, te ilumino, te encanto.
Abro meu peito, te entrego meus segredos
como quem entrega uma caixa frágil que guarda o coração.
E quando, finalmente, a tal da reciprocidade aparece,
quando a confiança começa a brotar…
num estalar de dedos,
você some.
Desinteressa.
Evapora.
Como se amar fosse um truque,
e eu, a idiota da plateia.
Que palhaçada.
Que atrevimento.
Que patifaria travestida de modernidade emocional.
E então percebo:
a armadilha está montada,
e eu fui quem pisou nela.
Esses joguinhos de desinteresse,
essas idas e vindas calculadas,
são iguais àqueles filmes de suspense
em que todo mundo sabe o final,
menos a protagonista.
E eu?
Eu aqui, com meu coração de moça inocente,
que treme, sofre, espera e não aguenta mais
esse teatro barato de emoções.
Por
Poliana Fernandes
Tô errada ?
Jogue o jogo☄️
Vc é sensata 🥹













