O Vaso Moldável à Deus
O Senhor nos diz em Isaías 64:8, bem como em outros diversos textos, que somos como vasos em suas mãos:
“Mas agora, ó Senhor, tu és nosso Pai, nós somos o barro, e tu és o nosso oleiro; e todos nós somos obra das tuas mãos.” Isaías 64:8 (NVI)
Existem diversos tipos de vasos, mas todos tem seus determinados fins conforme o propósito daquele que os criou, o que nos mostra que não devemos questionar o trabalho do oleiro, ou seja, a soberania de Deus.
“Vocês viram as coisas pelo avesso! Como se fosse possível imaginar que o oleiro é igual ao barro! Acaso o objeto formado pode dizer àquele que o formou: ‘Ele não me fez’? E o vaso poderá dizer do oleiro: ‘Ele nada sabe’?” Isaías 29:16 (NVI)
Há alguns dias, assisti a um vídeo em que um oleiro está moldando um vaso de barro e uma coisa que, até então, não tinha reparado me chamou a atenção: a necessidade de água para que o vaso possa ser moldado. A água, ao longo da Escritura, também é usada para diversos fins: purificar, nutrir, dividir (tanto no batismo, como na divisão das águas que libertou o povo do Egito, ou seja, também para nos libertar), nos revestir, mostrar o poder de Deus (como a água que verteu da rocha para o povo no deserto em Êxodo 17:5) e ela também é fonte de vida, entre outras inúmeras coisas.
Diversos milagres que foram feitos por meio de Jesus aconteceram nas águas ou com ela: a pesca maravilhosa (Lc 5: 1-11), a água transformada em vinho (Jo 2: 1-12), a visão que foi restaurada com uso da saliva (Mc 8: 22-26), Jesus andando sobre as águas (Mt 14:22-32) ... E o lindo de tudo isso é que Jesus é aquele que veio por meio da água e sangue (1 Jo 5:6), ele é a nossa fonte de água viva:
“Se alguém tem sede, venha a mim e beba. Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva." João 7:37,38 (NVI)
Sem água, ou melhor, sem Cristo, que é a nossa fonte, o vaso endurecerá e não poderá ser moldado. Por isso, busquemos nos achegar a Cristo dia após dia, nós precisamos beber dessa fonte todos os dias, independente da circunstância que estivermos.
A corsa anseia por água porque começa a sentir seu próprio cheiro e se dá por conta que o predador irá encontrá-la caso não se banhe; ao mesmo tempo em que a árvore de Salmos 1:3 dá fruto no tempo devido, pois suas raízes estão junto à beira do rio de águas correntes se nutrindo dele todos os dias.
O lugar onde podemos encontrar essa água hoje é junto ao trono, aos pés de Jesus (Ap 22:1). Que haja no coração da igreja o mesmo desejo e efetuar que havia no coração de Jó ao dizer: “Minhas raízes chegarão até as águas, e o orvalho passará a noite nos meus ramos.” Jó 29:19 (NVI). Pois, assim como aconteceu com Jó, nossa fé seja genuína e resulte em louvor, honra e glória a Deus:
“Assim acontece para que fique comprovado que a fé que vocês têm, muito mais valiosa do que o ouro que perece, mesmo que refinado pelo fogo, é genuína e resultará em louvor, glória e honra, quando Jesus Cristo for revelado.”. 1 Pedro 1:7 (NVI)
Ainda é tempo de passarmos pela água e através de Cristo, de onde a água flui, buscarmos ser vasos moldáveis nas mãos do nosso amado Pai, para a honra e glória do seu Santo nome!
Gabriela Trevisol, Jovem discípula entre nós.












