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Sterling Family
Sterling Siblings.
Couple mood: Julia Sterling e Matthew Luddington.
#DollyPartonChallenge: Julia Sterling.
Valley of the Dolls
Strangers In The Night (By Frank Sinatra)
Meu segundo ano em NYADA estava começando e junto com ele, após o meu fracasso desastroso na Broadway, eu jurei que ia me dedicar arduamente para me tornar uma atriz melhor, mesmo que eu mesma já não acreditasse no meu próprio potencial como costumava acreditar até me deparar com a dura realidade. Eu raramente saía para qualquer evento ou festa universitária, passava horas me dedicando aos estudos e revisando cada técnica aprendida nas aulas até que a dominasse com perfeição. Aos poucos, minha vida social que conquistei no primeiro ano, foi indo embora e fui me retraindo na minha bolha novamente, assim como a antiga Julia. Talvez eu precisasse dela de volta para me tornar melhor, mesmo que ela significasse talvez ser chamada de insuportável e loser.
Ainda assim, eu não tinha como ignorar as constantes mensagens irritantes de Addison querendo saber se eu ainda estava viva e porque nunca mais apareci nas festas com ela. Eu adorava a garota e ela já tinha me salvado inúmeras vezes de situações constrangedoras quando eu ainda estava aprendendo a lidar com a vida social, bebida e todo esse lance sobre ser cool, mas eu não podia me permitir voltar a cuidar dessa parte da minha vida quando todos os meus sonhos estavam indo embora pelo ralo. O problema é que a garota tinha uma lábia que até mesmo Deus caía e não precisou de muito tempo em uma chamada de vídeo para que ela já estivesse me ajudando a escolher uma roupa decotada o suficiente para a festa que ia rolar na NYU dentro de algumas horas.
Ao chegar na festa, já fui arrastada para o meio da bagunça e comecei a dançar junto com Addy e mais um bando de desconhecidos e em poucos minutos eu já tinha um copo de cerveja na mão enquanto o DJ resolveu fazer uma viagem ao túnel do tempo com os maiores sucessos de Beyoncé, enlouquecendo todo mundo por ali e gerando uma atmosfera muito divertida. Eu provavelmente nunca tinha rebolado tanto em uma festa na minha curta experiência universitária até o momento e nem beijado tantas bocas quando o álcool começou a fazer efeito em meu organismo. Claro que meu olhar logo identificou um cara um pouco mais afastado com um outro grupo de pessoas e de alguma maneira, começamos a flertar entre sorrisos e troca de olhares. Ele era extremamente gatinho, então foi uma decepção quando o puxaram ainda mais pra longe e acabei perdendo o rapaz da minha vista. Addison achava tudo muito divertido e se dependesse dela, iríamos continuar naquele ritmo até a bebida nos derrubar ou contrair mononucleose. Por isso fui me retirando aos poucos até chegar ao ar livre e sentar no gramado para encostar no tronco de alguma árvore. Estava exausta e realmente precisava respirar um pouco o ar puro da noite.
Sentia meus pulmões se enchendo com o ar que eu respirava profundamente, quando senti uma mão encostando em mim e me tirando do meu transe por conta do álcool, consequentemente me fazendo levar um susto.
- Desculpe, não quis te assustar. - O rapaz disse um pouco sem graça e logo reconheci ser o tal gatinho da festa. - Você parece estar precisando disso mais do que eu. Juro que não contém álcool aqui dentro. - Ele disse ao me oferecer uma garrafinha de água, que imediatamente aceitei.
- Obrigada. Você realmente salvou minha vida agora. Acho que não teria forças para voltar lá dentro e buscar por água. - Comentei com sinceridade, indicando o lugar ao meu lado para que ele sentasse. - Meu salvador tem um nome? - Perguntei ao voltar me recostar no tronco da árvore e devolver a garrafa para ele.
- Matthew Luddington. E não precisa agradecer, moça. Eu só precisava mesmo de uma desculpa para vir aqui e te conhecer melhor. E como eu disse, você parece estar precisando se hidratar. - Ele comentou com um sorriso no rosto quando sentou ao meu lado, com os braços apoiados sobre os joelhos.
- Prazer, Matthew. Eu sou a Julia! E bem, você não precisaria de desculpas para vir me conhecer. Não quando eu também tinha a mesma intenção. - Devolvi o comentário de maneira levemente tímida, abrindo um sorriso de canto no rosto ao olhar para o garoto.
- Poxa, fico feliz em saber disso. Eu não iria me perdoar se fosse embora sem falar com a garota de cabelos coloridos e tão bonita. - Matthew colocou uma mecha azul do meu cabelo atrás da orelha, dando uma piscada na minha direção e que me fez corar.
Por alguns segundos, ficamos apenas trocando olhares intensos e eu sentia como se nunca mais fosse conseguir parar de sorrir. Não sabia dizer exatamente se era o álcool ou a presença de Matthew por ali. Eu só sabia que estava completamente envolvida no momento e não fazia mais questão de voltar para dentro da festa, eu estava em ótima companhia sob o luar.
I Believe In You (By Michael Bublé)
Desde que perdi a confiança no meu próprio talento e depois tive o tapete puxado por quem eu achava que era minha amiga, eu desisti de tentar qualquer audição para espetáculos. Eu precisava entender quem eu era mais uma vez e como eu poderia superar tudo isso para dar a cara a tapa mais uma vez. Passei um bom tempo apenas trabalhando com produções Off-Broadway onde a plateia era mais fácil de lidar e isso me permitiria aprimorar mais ainda cada técnica aprendida na faculdade. Se não fosse por Matthew, eu provavelmente teria continuado nessa vida por muito mais tempo porque eu simplesmente me tornei covarde demais para enfrentar a Broadway.
- Eu não vou conseguir, Matthew. Eu sei disso. - Eu comecei a falar de maneira nervosa enquanto andava de um lado para o outro no dormitório dele, olhando para meu celular como se minha vida dependesse disso.
- Como você sabe disso? Ju, você não é capaz de ler a mente do diretor. Ele disse que iria retornar hoje caso você fosse chamada para um callback, então fica tranquila que faltam muitas horas para o dia acabar. - Ele comentou com muita calma e me puxando pela mão, para que sentasse em seu colo. - Vai dar tudo certo. - Matthew prosseguiu com suas palavras tranquilizadoras enquanto me roubava um selinho.
- Só você acha isso. E é porque estamos juntos e meio que isso se tornou sua obrigação. - Respondi contrariada ao franzir a testa e envolver meus braços em volta de seu pescoço.
- Pare de se menosprezar, Julia. Você é maravilhosa e têm se esforçado e se destacado mais do que qualquer aluno da sua turma. Eu realmente acredito em você e não é porque sou seu namorado. Eu te vi em ação e você tem um talento único. - Gentilmente ele me colocou sentada na cama e se levantou para ir até o frigobar que estava posicionado próximo da escrivaninha, tirando uma garrafa de champagne de dentro.
- O que é isso? Algum tipo de brincadeira de péssimo gosto? - Perguntei incrédula ao encarar o garoto e depois voltar o olhar para a garrafa.
- Não. Essa é a prova de que acredito em você. Comprei esse champagne no dia de sua audição e estou guardando para a sua grande noite de estréia. Tudo isso porque eu sei que o papel já é seu. - Ele se aproximou novamente, ficando de joelhos na minha frente e abrindo um sorriso acolhedor. - Ju, vai dar tudo certo. Tenha um pouco de fé. Acho que sua versão adolescente não ia ficar muito orgulhosa se te visse tão descrente dessa maneira. - Matthew finalizou e deslizou o dedo sobre a pele do meu rosto.
- Eu te amo. Muito mesmo! Sério, isso é simplesmente…. Obrigada por acreditar em mim e não me deixar desistir. - Falei de cabeça baixa, tentando conter as lágrimas que acabaram embaçando a minha visão.
Conhecia Matthew há pouco mais de um ano, mas em algumas vezes eu sentia como se o conhecesse por uma eternidade. Me apaixonei por ele quase que instantaneamente e ele se tornou meu melhor amigo, que estava lá na ausência de Mari e me acolhia naqueles dias em que eu mais me sentia vulnerável. Meu coração passou a bater mais forte por ele e eu nunca havia me sentido tão certa ao lado de uma pessoa. Eu trocaria mil festas pela chance de sentir o abraço e o carinho dele.
Love me tender (By Elvis Presley)
Durante toda a minha vida eu sonhei com o dia do meu casamento. Por um tempo, eu achava que esse sonho não iria se realizar e tinha aceitado que a jornada para o estrelato era solitária, mas Matthew apareceu na minha vida quando estava tão difícil para que eu continuasse seguindo em frente com o meu objetivo de ser um grande nome na Broadway, me motivando a nunca desistir porque ele sabia do meu potencial. Ele iluminou meus dias e se tornou meu melhor amigo na ausência de Marilyn que também estava tentando ganhar a vida dela em Hollywood e depois o meu amor. Eu passei a amá-lo cada dia mais, tendo dias que isso me deixava até mesmo sem ar. E era essa a sensação que eu comecei a sentir enquanto meu pai me conduzia até o altar. Lá estava Matthew parado e me olhando com tanta emoção, como se eu fosse a pessoa mais importante do mundo. Era impossível não me sentir com uma imensa vontade de chorar.
Assim que alcançamos o altar, fiquei na ponta dos pés - mesmo com salto - para dar um beijo no rosto do meu pai antes de pegar a mão do meu noivo e abrir um sorriso gigante em sua direção.
O padre deu início a cerimônia assim que todos os convidados se acomodaram em seus respectivos lugares e troquei um breve olhar ansioso com Marilyn, mal acreditando que aquele dia finalmente havia chegado. E quando chegou o momento da troca de votos matrimoniais, eu já não conseguia conter as lágrimas.
- Matthew, eu sempre sei o que dizer e geralmente faço discursos que causam irritação entre a minha família e amigos, mas essa é a primeira vez que estou sem palavras. Você é meu melhor amigo e citando O Diário da Princesa, “você me viu quando eu era invisível”. - Enxuguei brevemente uma lágrima antes de voltar a segurar sua mão e retomar a fala. - Você me completa e é um homem que só me dá orgulho. Poder viver ao seu lado e compartilhar todos os momentos com você é tudo o que eu mais quero. Posso te prometer aqui, diante de todas essas pessoas, que meu coração será seu por toda a eternidade. Estou me entregando de corpo e alma ao homem que me faz acordar sorrindo todos os dias. Você passou por coisas horríveis, situações que poucos tem a coragem de encarar e isso só te tornou uma pessoa mais forte. Você nos faz seguir em frente todos os dias. Eu te amo, Matthew. E quero passar o resto da minha vida com você. - Finalizei com a voz rouca por tentar conter o choro preso na minha garganta. Cada palavra era sincera e eu estava mais do que pronta para me entregar por completo para Matthew.
O padre então voltou a atenção para Matthew que parecia tão ansioso e nervoso quanto eu, dando o sinal para que ele pudesse falar os votos.
- Hoje é o dia em que me torno um homem. Hoje é o dia em que minha vida começa. Hoje eu me torno um marido. Hoje me torno responsável por mais alguém além de mim. Essa pessoa é você, Julia. Eu te amei desde a primeira vez que trocamos nossas primeiras palavras e nunca mais consegui parar, você tornou essa missão impossível e eu te agradeço por isso. - Matthew riu em meio ao nervosismo junto com todos os convidados, me fazendo chorar sem conseguir conter mais a emoção. - Prometo te amar a cada segundo da nossa existência, cuidar de você e te abraçar quando precisar. Até mesmo se estiver me odiando porque esqueci de alguma data especial. É que todos os dias são especiais ao seu lado. Obrigada por existir e por trazer cor à minha vida. Você é minha baixinha e sou o teu fã número um. - Ele finalizou também com os olhos marejados, mas tentando se manter firme como sempre fez nos momentos difíceis.
Pela expressão de algumas pessoas, dava para notar que nós tínhamos transformado os votos em mini discursos, mas era o meu dia especial e eu não poderia me importar menos com quem estivesse entediado. Eu estava trocando alianças com o amor da minha vida e prometendo perante à Deus e à Igreja que iria amá-lo e respeitá-lo na saúde e na doença, na alegria e na tristeza.
No momento em que nos foi dada a permissão para selar aquelas promessas com um beijo, me aproximei de Matthew e envolvi meus braços em seu pescoço.
- Eu te amo, Mr. Luddington.
- Eu te amo, Mss. Luddington.
E assim nossos lábios se tocaram, em um beijo terno e apaixonado. Eu tinha me tornado esposa de alguém. Esposa do homem dos meus sonhos. E ele se tornou meu marido.
Summertime Sadness (By Lana Del Rey)
“Ju, precisei sair para reunião de última hora com a editora. Parece que vamos adiantar o lançamento do meu novo livro em um evento privado para alguns leitores. Te conto melhor assim que souber mais detalhes e estiver em casa.
PS: Você e Tony são os amores da minha vida e eu me odeio por ter os deixado no nosso dia em família. Te amo, baixinha.”
Esse foi o bilhete que me deparei quando acordei do meu cochilo com Tony deitado ao meu lado, mas nem sinal do meu marido. Matthew estava sem dormir direito há semanas por conta do lançamento do novo livro, ansioso porque os dois primeiros tornaram-se best-sellers e a pressão era gigante em cima dele. Eu confiava no potencial de Matthew assim como ele acredita no meu por tantos anos e sabia que o novo livro seria tão bom quanto os seus antecessores, mas de nada adiantava eu tentar acalmá-lo. Apenas me limitei a sorrir, pegando o celular que estava jogado um pouco acima do meu travesseiro para desejar boa sorte ao meu marido e dizer que já estava com saudades. Precisava pensar em alguma surpresa para recebê-lo quando ele chegasse em casa, mas eu tinha o pequeno Anthony dormindo em seu maior momento de calma e não queria acabar com isso. Só Deus sabia que meu filho parecia ser filho de Adriel por conta do gênio difícil e o comportamento extremamente ativo. Então para evitar qualquer tipo de desespero em meu olhar, me aninhei novamente próximo de Tony e dei um beijo em sua testa antes de voltar a dormir.
Apenas algumas horas se passaram desde a mensagem que enviei para Matthew, mas quando o telefone tocou e me despertou por completo. Logo pensei que fosse Matt com mais notícias, então passei completamente despercebida pelo fato de que não era o número dele no visor do celular.
- Senhora Luddington? Aqui é do NewYork-Presbyterian. Estamos ligando para falar sobre o seu marido. - A voz de um homem surgiu do outro lado da linha, falando algo que gelou minha espinha. Eu mal conseguia abrir a boca para responder, com medo de tentar arrancar mais informações do rapaz por telefone mesmo.
Em questão de minutos eu já estava trocada e com Anthony dentro do carro, dirigindo em direção ao hospital com o coração acelerado e um nó preso em minha garganta. A voz do rapaz no telefone não era a de quem tinha boas notícias para me dar ou apenas um fã que conseguiu meu número para pedir qualquer coisa estranha e típica de stalkers. Ele tinha me chamado pelo nome de casada, coisa que pouquíssimas pessoas faziam e isso só me deu mais um sinal de que a situação era séria. Tony brincava tranquilamente no banco de trás enquanto falava sozinho e sem real noção do que estava acontecendo ao seu redor.
Ao chegar no hospital e conseguir a atenção da recepcionista, logo um médico surgiu para falar comigo.
- Cadê o meu marido? - Foi a primeira coisa que perguntei quando o homem tentou abrir a boca para falar qualquer coisa que eu realmente não estava interessada em ouvir.
- Senhora Luddington, eu sou o Dr. Palmer. Acho que seria melhor se conversássemos à sós. Posso pedir para uma enfermeira cuidar do seu filho enquanto isso. - Ele começou a dizer de maneira apreensiva, rapidamente chamando uma enfermeira que estava próxima e que logo veio em nossa direção e chamou Anthony para brincar com ela.
- O que aconteceu? Por que precisaram levar meu filho para longe? Onde está Matthew? Eu quero vê-lo agora. - Disparei uma série de questionamentos para cima do médico que foi me guiando por uma série de corredores que eu mal conseguia decorar. Sentia apenas tudo rodando e a minha pressão baixando.
- Seu marido esteve em um acidente e a ambulância o trouxe diretamente para o nosso hospital. Os ferimentos eram extensos e severos, tentamos reparar em cirurgia, mas o cérebro dele parou de responder. - Ele falava ainda em um tom cauteloso ao alcançarmos uma das muitas portas do corredor. - Nós fizemos tudo o que estava ao nosso alcance. Eu sinto muito. - O dr. Palmer finalizou ao colocar a mão na maçaneta da porta e empurrá-la, mostrando Matthew deitado em uma cama completamente imóvel e ligado à uma série de aparelhos.
Era como se o mundo inteiro tivesse sumido, deixando apenas o barulho dos aparelhos que mantinham Matthew vivo. Sentia como se a cada passo em direção à cama, a gravidade fosse me abandonado e os meus pulmões não conseguissem mais sentir o ar entrando. Quando finalmente alcancei sua mão, ela ainda estava quente e ele parecia realmente estar apenas dormindo.
- Ele ainda está quente e respirando. Talvez vocês tenham cometido algum erro. - Olhei para o médico com a voz rouca e tentando me agarrar a qualquer fio de esperança. - Pessoas cometem erros todos os dias. - Completei esperando que ele concordasse comigo.
- Sinto muito, senhora Luddington. No momento, apenas as máquinas estão respirando por ele. - Dr. Palmer disse em um tom baixo e me tratando como se eu realmente fosse uma viúva. E eu não era. Não ia aceitar. isso.
- Você está errado. Matthew não está morto. - Disse de maneira ríspida ao sentir meu rosto molhado por lágrimas quentes. - Você não está morto! Matthew, você não está morto! Não pode estar! Você me prometeu que iria ficar comigo para sempre! Não pode, não pode! - Voltei minha atenção para o corpo do meu marido, sacudindo seus ombros e gritando com ele enquanto tentava fazê-lo acordar. - Eu não posso… Eu não posso continuar sem você, Matthew. Por favor, abra os olhos. - Minha voz ia sumindo aos poucos e foi substituída por um choro histérico. Aquilo não estava acontecendo, não podia ser verdade. Ele só tinha saído para uma maldita reunião!
Me debrucei sobre o corpo dele, abraçando-o como se toda a minha existência dependesse daquilo. Era como se um buraco tivesse sido aberto dentro de mim e eu estivesse perdida no escuro, sem conseguir gritar por ajuda ou ver algum traço de esperança. - Não… Por favor. Eu preciso de você! Eu te amo, eu… - E eu não conseguia dizer mais nada, apenas suplicar para Deus que um milagre acontecesse enquanto eu em continuava agarrada ao corpo morto de Matthew. Não sabia mesmo o que fazer e nem como continuar a vida. Não sabia como iria falar para Anthony que ele nunca mais veria o pai ao final do dia e que nossos finais de semana em família ficariam incompletos porque não teria mais Matthew para brincar de avião com o filho e nem dar spoiler dos livros, esperando a avaliação do filho. Não sabia como iria encarar a mídia quando a notícia vazasse e nem como iria aguentar toda vez que alguém viesse me dar os pêsames sem chorar para não assustar meu filho. Eu só não sabia e não estava preparada para perder o amor da minha vida. Por toda a minha vida, eu nunca fui treinada para esse momento e nem esperava que fosse acontecer. Eu tinha planos de envelhecer ao lado de Matthew, criar nosso filho e vê-lo se tornando um grande homem como o pai, chegar em casa todos os dias depois de uma rotina exaustiva no trabalho e deitar no colo do meu marido enquanto ele acaricia meus cabelos e diz que sente orgulho de mim, logo após me dando um beijo terno e apaixonado. Ninguém me avisou que eu teria que chegar em casa e dormir em uma cama vazia, com o cheiro daquele que eu nunca mais veria. Ninguém me disse que seria tão… Insuportável.
SPOILER ALERT!
Julia Sterling and Bruce Duval got tired of being treated like losers.