"Kaschtanka" (1887) von Anton Tschechow: Wortwolke
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"Kaschtanka" (1887) von Anton Tschechow: Wortwolke
Übersetzer unbekannt
Он {кот} охотно бы не просыпался, потому что, как видно было, он недолюбливал жизни. Ничто его не интересовало, ко всему он относился вяло и небрежно, всё презирал и даже, поедая свой вкусный обед, брезгливо фыркал.
“Каштанка” (1887), А.П. Чехов
He {the cat} would have been glad not to wake, for, as was evident, he was not greatly in love with life. Nothing interested him, he showed an apathetic and nonchalant attitude to everything, he disdained everything and, even while eating his delicious dinner, sniffed contemptuously. (”Kashtanka” by Anton Chekhov, translator unknown)
Er {der Kater} wäre überhaupt sehr gerne auch garnicht erwacht, denn das Leben erschien ihm offenbar sehr wenig begehrenswert. Nichts interessierte ihn, zu allem verhielt er sich müde und lässig, alles verachtete er und nieste ekelerfüllt sogar dann, wenn er sein schmackhaftes Mittagsmahl verzehrte. (”Kaschtanka“ von Anton Tschechow, Übersetzer unbekannt)
Kaschtanka: um conto de Tchékhov
No artigo, trato do conto ‘Kaschtanka’, de Anton Tchékhov (1860 – 1904). Esse conto tinha sido publicado numa edição caprichada da Cosac & Naify, mas com o fechamento da editora, virou raridade. Outras edições apareceram, como a da Boa Companhia (selo da Companhia das Letras), que apresenta, além de ‘Kaschtanka’, mais seis contos, todos muito bons e a da Editora 34, no livro O beijo e outras…
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Kaschtanka
O conto de hoje é intitulado Kaschtanka, que é um nome próprio correspondente a Castanha, e conta a história de "uma jovem cadela ruiva - mistura de basset e vira-lata" que se perde do seu dono, um marceneiro, que fora visitar alguns fregueses em um dia de neve fina, mas bebeu demais e esqueceu dela. Tô fascinado com o Tchekhov gente. Nesse conto, a maneira como ele humaniza a vida dessa cadela e como nos apresenta ao próximo patrão, "um homenzinho curtinho, gorducho, de rosto barbeado, rechonchudo, de cartola e de peliça desabotoada." que arruma um colchãozinho pra ela e um lugar na sua casa junto com seus outros animais: um ganso, um gato e um porco - todos adestrados e cheios de truques. Isso tudo é impressionante para Kaschtanka, que vivia numa rotina de maus tratos carinhosos e se vê nesse mundo novo. Um dos trechos mais bonitos é quando o ganso está morrendo e ela presencia pela primeira vez esse destino que todos nós teremos: "Mas Ivan Ivânitch não se mexia nem abria os olhos. O patrão inclinou-lhe a cabeça para o pires e mergulhou o seu bico na água, mas o ganso não bebeu, afastou ainda mais as asas e a sua cabeça permaneceu deitada no pires. - Não, não se pode fazer mais nada! - suspirou o patrão. - Está tudo acabado. Ivan Ivânitch está perdido! E por suas faces deslizaram gotas brilhantes, dessas que se veem sobre as janelas, durante uma chuva. Não compreendendo do que se tratava, Titia e Fiódor Timofiéivitch apertavam-se contra ele e olhavam-no horrorizados. - Pobre Ivan Ivânitch - dizia o patrão, suspirando com tristeza. - E eu que sonhava em levar você na primavera para uma casa de campo e passear com você sobre a ervinha verde. Querida animal, meu bom amigo, você não existe mais! E como vou passar agora sem você? Titia tinha a impressão de que também com ela ia acontecer o mesmo, isto é, que ela também, sem que se soubesse o por quê, fecharia de modo idêntico os olhos, estenderia as patas, arreganharia os dentes, e todos haveria de olhá-la horrorizados. Aparentemente, iguais pensamentos fermentavam na cabeça de Fiódor Timofiéitch. O velho gato nunca estivera tão sombrio e taciturno." Enfim, li de uma só vez tudo e o final é intrigante e te faz perguntar se a escolha dela foi certa ou errada.
F.S.Filho, SBC.