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Az a legjobb,
hogy az Amelie főszereplője (Nem a tatu hanem a Kasowitz magyar nemzettársunk. (Az Apukája szerint.) Én nem akarok helyette nyilatkozni, hiszen Gyülölet urakodik mindenhol.
O Ódio - Mathieu Kassowitz (1995)
Acutilando ainda mais o teor político dos últimos poemas, O Ódio, por um lado, reforça a visão classista do autor, mas desta vez sem recorrer à descrição de personagens, ou melhor, ao invés de de descrevê-los em 3ª pessoa, observando primeiro um lado e depois o outro lado, o autor dessa vez volta-se para si próprio, e identifica a sua própria posição no mundo.
Primeiramente, vem o reconhecimento de que, apesar da incondicional solidariedade com a classe trabalhadora, no panorama geral, JMS reconhece que pertence à uma classe privilegiada (ainda que não propriamente a elite, pela qual não deixa de ser explorado também, mas de todo jeito, privilegiada).
Me parece uma extrapolação da observação de Rosa Maria Martelo (extrapolação do nível literário ao nível pessoal, mesmo):
"Na poesia que hoje assume um discurso mais crítico relativamente ao neo-liberalismo, podemos reconhecer um posicionamento enunciativo que não se apresenta nem como exterior a esse contexto, em sentido autonómico, nem simplesmente como interior. Para ela, já não se trata de optar entre falar no lugar de-, como no Neo-realismo, ou na intenção de-, como na década de 60. Trata-se de rever essas perspectivas à luz da constatação de que estamos todos dentro de-, embora certamente não do mesmo modo." (RMM, Resistência da poesia/na poesia, tropelias, 45)
E é o reconhecimento dessa contradição, de pertencer, e portanto em certa medida contribuir, a contragosto, com a perpetuação do establishment, que talvez seja a maior fonte de sofrimento e frustração para o poeta: a consciência é um fardo pesado de se carregar.
Pois apontar o dedo para o sistema e denunciá-lo é fácil, mas é preciso um gesto de muita coragem e honestidade intelectual para saber também apontar o dedo para si próprio, identificar-se dentro desse mesmo sistema e assumir a parte da culpa que lhe cabe, e pagar o seu preço:
custa-me ver, de manhã, o meu sorriso ao espelho.
Estamos assumindo, obviamente, que trata-se de um poema confessional, e que o seu eu lírico não é uma persona inventada pelo autor (até porque o autor não teria de onde tirar essa persona, visto que os personagens principais do filme são jovens marginalizados, e não pequenos burgueses), e é interessante notar como a forma do poema, seu registro "duro" (prosaico, objetivo, direto), dividido em declarações isoladas, curtas e certeiras, se adequa à dureza da atitude auto-crítica.
Uma vez mais JMS oferece-nos, ao fim do poema, um eloquente abandono. Estivemos ao longo do livro acompanhando um trabalho de reflexão crítica e denúncia, e vamos assumindo que o autor dessas críticas, pela sua contundência, seja um sujeito idôneo. Mas não, JMS abstém-se do papel de "guia", de "herói", ou de último portador da moral e da ética, assumindo todas as suas contradições internas, e deixando-nos, dolorosamente, com as nossas próprias (Nisto sou como tu, leitor.). Não há soluções, grandes conclusões, um "porém", uma justificativa. Ao menos dentro do poema, não há.
§
Às claras:
Com legendas em português, em 2 partes:
https://vimeo.com/69002253
https://vimeo.com/69197715
Urbacide inspiration
Szapora népség ez a francia.
Már hárman vannak, és be is tudnak menni a lakásba. Én meg már messziről megérzem a jöttüket, és tudom mikor kell kukucskálni :S
Kassowitz filmben éreztem magam...
... miután ma hazaérkezvén belebotlottam két, a kapukódjukat többször elrontó, nem túl szelíd külsejű fickóba. A kisebbik, kissé füstös képű bonzsúrt köszönt, azt hittem, hülyéskedik, aztán mégsem értették, amikor megkértem, hogy akkor legalább én hadd jussak már be. Jobban megnézve tipikus szótárban előírt franciák, vagyis francia gengszterek voltak. A nagyobbik mint egy gonosz Jean Reno. Előttem mentek fel, szurkoltam, hogy ne a 3-ra jöjjenek, de nyilván a szembe szomszédhoz kezdtek el nem túl udvariasan bekopogni és sorozatban csengetni. Amikor bejöttem a lakásba (majdnem elejtettem a kulcsom, úgy remegett a kezem) még hátra néztem, és a Jean Reno úgy nézett rám, hogy attól nem csak magamra zárom az ajtót, hanem jól körbebarikádozom magam. Pedig csak ásványvíz (?) volt náluk... Még kikukucskáltam, láttam, hogy elmentek, ami nem nyugtatott meg. Ha nem intézték el az ügyet a szomszéddal, talán visszajönnek...
(Le fabuleux destin de Tintanyúl)
La Haine / Mathieu Kassowitz
La Haine (1995)