Merry Christmas/Happy Holidays @burntpetal16 ! I was rereading Hail Friendship! And just had to draw Kiyo-chan 🥰 I hope you have a marvelous holiday season 💝💝💝
(p.s. the resolution looks better if you tap on the photo.)
Entramos no colegial, já tenho novos amigos, mesmo que minha família considere algo ruim conversar muito com homens nesta época, não fui enviada a uma escola de meninas. Sayuri e eu estamos na mesma sala, isso me deixou muito feliz.
Ela faz parte deles (odeio chama-los por qualquer termo pejorativo), mas ainda é a minha pequena e frágil prima. Tenho medo dela ter algum outro ataque de asma sozinha, por isso sempre estou ao lado, é meio doentio, mas eu me sentiria muito mal se acontecesse alguma coisa. E mesmo que ela tenha começado a conversar com o Kiyohara, ele não parece ter noção da saúde da Sayuri. Todos sabem como relacionar-se com um herdeiro pode ser cansativo.
Eu... Sei que ela pode cuidar-se sozinha, ela é muito mais forte do que aparenta, mas faz pouco tempo que ela recuperou-se.
H. M.
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15 de abril, 1995
Faz um tempo que você faleceu, Sayuri, tem sido muito difícil para mim (para nós). Ainda sinto falta de passar tardes com você, enquanto tomava seu costumeiro chá e implicava com meu suco de maçã. Você dizia que eu tinha de aderir ao chá dos Kiyohara.
Continuo não gostando de chá.
Nem de kimono e muito menos de vermelho.
(Lembra o quanto isso causou-me problemas? Nem de branco eu gosto, mesmo sendo as cores Haibara)
Mas não me arrependo de ter casado com Kiyo-chan e nunca me importei de pensarem que eu realmente o amava, que o amo. Mal sabem que, na verdade, tudo o que fiz foi por você.
Ah sim, eu finalmente percebi que todo meu cuidado era por amá-la. Mas nunca teria entendido antes, nós crescemos em outra época, nossa educação nunca permitiria que eu percebesse aquilo, você era minha prima e uma mulher. Mas hoje percebo que só abri mão dos meus estudos (quando poucas possuíam a liberdade), de um possível casamento fora do país (mesmo que meu desejo fosse viajar) e aceitei o casamento com Kiyo-chan porque eu sabia que mais ninguém permitiria que vocês continuassem a se ver.
Você sempre sorria para ele, Kiyo-chan te fazia feliz como ninguém mais conseguia. Ele ganhou toda sua atenção, seus melhores sorrisos, foi por isso que sempre impedi você de desistir dele, porque eu preferia que ele te deixasse feliz a você nunca mais ser. Oh sim, eu lhe amei tanto que poderia deixar outra pessoa te amar.
Minha sogra ainda acredita que eu ame o filho dela, não me incomodo. Gosto muito dele, ele tentou te dar tudo e ainda te leva flores, eu nunca poderia odiar alguém que cuidou de você.
K. M.
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Novembro, 1995
Ah, minha doce Sayuri. Eu odeio este mês.
Se eles tivessem conhecido a pessoa maravilhosa que você era teriam permitido se casar com Kiyo-chan e você poderia estar viva.
K. M.
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22 de dezembro, 1995
Você nunca pediu para que eu cuidasse de seus filhos, mas seria impossível não amá-lo. Sei que é injusto com Sora por eu não sentir falta dela, mas sei que ela compreenderia – eu sempre tive medo de ser uma péssima mãe, nunca sonhamos com uma família, lembra-se?
Recebi uma foto do mais novo, infelizmente, não pudemos mantê-lo no Japão. Mitsukuni ainda está com um humor questionável, seria perigoso. Mas ele tem sua aparência, está lindo.
E Fuyu-chan é tão amável e carinhoso como você, qualquer mulher sentiria a obrigação de tentar ser a melhor mãe com ele. Não posso passar algumas horas mais pensativa que ele logo trata de agradar; outro dia apareceu segurando uma bandeja com suco de maçã e alguns biscoitos para que eu me sentisse melhor. Ele gosta de chá como você e, apesar de se parecer extremamente com Kiyo-chan, ele tem o mesmo sorriso acolhedor que o seu. Um pouco mais tímido que você, mas ele possui a sua personalidade, o mesmo jeito calmo. Não há como não pensar em você quando olho para ele, Sayuri, e tenho certeza de que isso perturba Kiyo-chan.
Nós não podemos contar a verdade, então procuro amá-lo ao máximo, mas ele não se esqueceu de você, só preferimos não citá-la mais, desculpe, porém seria perigoso se alguém desconfiasse.
Mas...
É injusto sustentar essa mentira, eu amo Fuyu como mãe, mas eu não sou. Sinto culpa por roubar o título de você, isso me sufoca.
Ah, Sayuri, você ficaria tão orgulhosa de como ele é, encantada como ele aprende rápido e de quão educado, mesmo tão pequeno.
Minha sogra diz que não faria bem contar a verdade, ele é uma criança e poderia abala-lo, mas ele é forte, ele herdou muitas coisas de você. Tem até mesmo pequenas pintinhas marrons nos olhos, sabe? Como os seus possuíam algumas mais escuras do que o lilás predominante.
Felizmente, ou não, Kiyo-chan e eu somos os únicos a reparar.
Mas eu temo por ele.
K. M.
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02 de fevereiro, 1996
Hoje visitamos os Heishi.
Lembra-se daquela mulher que eu costumava chamar de a louca dos Heishi? Continua louca (você sempre dizia que eu não deveria fofocar assim, desculpe). Mas aparentemente a filha mais nova dela será noiva de Fuyu. Uma menina muito delicada, a Ayumi, parece uma boneca, muito diferente da mãe e eu espero que continue a crescer bem diferente. Preferi não avisa-lo sobre quem será a esposa dele, sempre pode acontecer algo, é melhor que ele apenas saiba que, infelizmente, já há uma noiva preparada.
Digo infelizmente porque, você sempre soube, nunca concordei com coisas assim. Eu escolhi me casar com Kiyochan, mas nem sempre isso acontece. Eu gostaria de que Fuyu encontrasse alguém que o fizesse feliz, somente isso. É tolo pedir para que ele case e tenha uma família perfeita, mas se ele encontrar alguém que faça bem a ele como Kiyo-chan fazia a você, então eu ficarei bem.
Mitsukuni gostaria que nos mudássemos para a casa principal, evitarei a mudança enquanto puder, sinto que ali a pressão de herdeiro seria maior em Fuyu (o velho está disposto a fazer dele o próximo patriarca, sem passar por Kiyo-chan. Não o culpo, ele gosta muito do menino). Sei da obrigação, não serei ingênua, mas veja... Em dias da semana eu mal posso abraça-lo ou conversar com o menino, se mudarmos para lá as obrigações dele aumentarão e eu temo que ele perca esse sorriso que tanto gosto, esses pequenos bracinhos a me apertarem enquanto diz bom dia.
Eu temo perder o que há de você nele.
Egoísta, seu sei.
Mas a irmã do Kiyo-chan não permite que eu pense diferente, em toda oportunidade lá está a estúpida tentando dizer ao menino que o pai era um delinquente.
Eu poderia arrancar a língua dela com minhas próprias mãos. E dizer que o tão adorado neto do Mitsukuni é, na verdade, seu filho.
H. M.
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Maio, 1996
Fuyu-chan trouxe o presente de dia das mães junto com o carrinho (ele fez questão de impedir os empregados) de café da manhã. Ninguém poderá saber, imagine, um herdeiro agindo dessa maneira, mas foi muito agradável.
Mas...
Sinto-me suja por receber tanto, precisei controlar as lágrimas, tudo o que eu pensava era em como você deveria estar ganhando isso. Ele te amaria igualmente.
Maki, do you not see that you are interrupting a very intimate moment here?! (Kiyo-chan seems scandalized by it all.) Also, Eiji and Ankh, get a room. I need another one as I seem to have ruined this one with the massive nosebleed I keep getting whenever I watch this.