Era uma noite comum. Uma festinha simples na casa de um amigo, risadas e conversas ecoando pelos cantos da sala. Um grupo de jovens se misturava em meio a luzes baixas, música suave e a sensação de diversão no ar. No entanto, algo estranho estava prestes a acontecer.
Beatriz, uma jovem de cabelos longos e olhos curiosos, caminhava pela casa, sem se dar conta de que a noite tomaria um rumo bem diferente. Ela estava ajudando a guardar algumas coisas na cozinha quando, ao passar pelo corredor, notou algo peculiar: uma porta entreaberta, revelando um quarto antigo e sombrio.
Intrigada, Beatriz entrou. A atmosfera era pesada, e a sensação de desconforto se espalhou assim que seus pés cruzaram o limite da porta. Uma TV antiga estava ligada, a imagem tremida e cheia de interferências. Ela nunca tinha visto aquele aparelho antes, mas algo nele parecia... errado. Como se ele estivesse ali há muito tempo, como se fosse parte de algo que não deveria ser mexido.
O coração de Beatriz disparou. Ela sentiu um arrepio na espinha, um pressentimento gelado. De repente, um estalo de estática preencheu o ambiente, fazendo-a virar rapidamente, como se algo estivesse prestes a aparecer na tela. Sem pensar duas vezes, ela correu para fora do quarto e, ao sair, encontrou Lucas, o rapaz por quem ela nutria uma tímida paixão.
— A TV do quarto da tua avó ligou sozinha. — ela disse, com os olhos arregalados. — Me arrepiei toda, não sei o que foi aquilo.
Lucas, surpreso, olhou para ela. A avó dele, Dona Eulália, havia falecido há pouco tempo, e a casa estava cheia de memórias dela. Mas ele não sabia o que dizer.
— Eu… eu não sei, Bia. Isso é estranho… — ele disse, hesitante, sentindo um calafrio subir pela espinha.
De volta à sala de estar, Beatriz tentou afastar a sensação de desconforto e se sentou perto de Lucas, tentando se distrair. Mas algo estava errado. Algo... estava observando.
De repente, uma presença fria e sinistra se fez notar. Era como se o ambiente tivesse mudado. As luzes pareciam mais fracas, o ar mais pesado, e então, sem aviso, objetos começaram a ser lançados contra ela. Primeiro uma xícara, depois um livro, um vaso. Tudo isso parecia vir de um ponto invisível, como se uma força maligna estivesse ali, se divertindo com o medo dela.
— Lucas, o que está acontecendo? — Beatriz perguntou, a voz trêmula.
Ela levantou-se, apavorada. Tentou gritar, mas as palavras ficaram presas na garganta. Desesperada, pegou o celular e ligou para sua mãe, tentando desesperadamente sair daquela casa antes que fosse tarde demais.
— Mãe, a avó dele... a avó dele está aqui! — ela gritou, enquanto a televisão emitia um som cada vez mais distorcido, como se estivesse se preparando para revelar algo. Algo que Beatriz não queria ver.
Mas Dona Eulália, o espírito da avó de Lucas, não ia deixá-la ir embora. Algo impedia Beatriz de sair da casa, uma força sobrenatural que parecia querer capturá-la a todo custo.
— Bia, calma! — Lucas tentou segurá-la, mas era como se a casa estivesse se fechando ao redor deles. O telefone na mão de Beatriz caiu no chão, sem que ela pudesse fazer nada. Seus pés estavam congelados, incapazes de mover-se. A presença de Dona Eulália parecia crescer a cada segundo, seu espírito vingativo perseguindo a garota, se aproximando cada vez mais... E antes que Beatriz pudesse reagir, um grito cortou o ar, e tudo ficou escuro.
***Essa História foi escrita por mim após eu ter tido um sonho/pesadelo, não use como se fosse sua.