Ninguém conhece ninguém completamente. Todo mundo tem sua caixa preta. Lacrada. Senão, ninguém entrava para viajar junto. De bom e de ruim, temos coleções completas.
A gente se mostra aos poucos. Senão, foge todo mundo. Não fica um nem para contar a história. Esse fantasma da solidão dá um medo enorme. Então, enquanto dá, a gente maloca. De verdade, a gente só mostra quando vacila. E, na vacilada, o outro descobre os podres. Fazer o que?
Descobrir os podres alheios dói. Balança. Tonteia. Uns podres são piores do que outros. O cheiro espalha. Atordoa.