Tubarão (Fortaleza – Ceará)
Iniciou na arte urbana em 1999, fazendo parte da primeira geração do grafite cearense. Também foi membro do MH2O - Movimento hip-hop organizado do Ceará; atuou como B-boy (break-boy) e fez parte do grupo de rap Êxodo. R. Em 2005, Tubarão e Mils fundaram a VTS crew, e a partir disso iniciaram um processo de fortalecimento da cena local, tornando a prática do grafite mais presente nas ruas, incentivando a formação de novas crew’s e realizando os primeiros eventos voltados à arte urbana na cidade.
A crew me fez se cobrar cada vez mais, tanto tecnicamente quanto no processo histórico, o hip hop me ensinou que o conhecimento é fundamental para o processo de evolução, desenvolvi novos estilos e uma identidade própria.
Em 2006, fez seu primeiro rolê fora do estado, em que levou a crew para Recife, estabelecendo novas conexões de uma malha que desde então esteve em constante expansão. Tubarão também pôde levar seu grafite para estados como Manaus, Rio de Janeiro, São Paulo e Curitiba, e para além do Brasil em países como Chile e Paraguai.
Sua aproximação com o grafite esteve diretamente relacionada aos seus primeiros contatos com o movimento hip-hop em 1999, através do evento Hip-Hop Fest, no Bairro Conjunto Ceará, a convite do Rogério Babau, que na época integrava o MH2O- Movimento hip-hop organizado do Ceará.
Em 2004, ao assistir uma reportagem transmitida em um jornal local, soube a respeito de um grupo que estava realizando um grafite na caixa d’água do terminal de ônibus da Parangaba, foi então que decidiu ir lá para ver de perto o que estavam pintando, momento que lhe deu a oportunidade de trocar várias ideias com os que estavam presentes, fazendo com que despertasse a vontade de fazer grafite.
Quando Tubarão se mudou para próximo a sua casa, passou a chamá-lo para pintar, mostrando-lhe como era a prática do grafite, fato que resultou na fundação da VTS crew, em 2005. Mils começou realizando bomb´s, mas encontrou-se no wild style. Entretanto, também aventura-se nas técnicas de grafite 3D, na criação de personagens e de cenários para produção de murais da VTS crew.
Sua paixão pelo grafite teve início em 2005, quando apenas admirava as cores e fotografava as ações que presenciava. Acompanhou de perto os primeiros passos da VTS crew, mas foi quando conheceu a Teia (grafiteira) que adquiriu entusiasmo para começar a pintar, pois até então ela era a única mulher na cena do grafite cearense e desde de suas primeiras ações esteve engajada na expansão da cena feminina em Fortaleza.
Em 2006, Vivi inicia sua história na VTS crew.
Na época me lembro como se fosse hoje, comecei tentando fazer personagens, mas no fundo não me sentia muito realizada até começar a fazer letras: o Wildstyle, minha verdadeira paixão. Amava sair pra pintar a ciclovia com Mils e Tubarão, todos muitos felizes com várias garrafas de látex e somente um spray de contornos para os três; tempos difíceis mais felizes.
Vivi foi aos poucos adaptando-se e tomando para si este estilo de vida: o da arte urbana, e junto com a Teia conseguiu fortalecer a cena feminina de grafite estadual. Ela já participou de vários encontros de grafite em Fortaleza e em outras cidades como Salvador, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo.
Hoje em dia minha vida é o grafite, sou grafiteira , trabalho com grafite, sou casada com um grafiteiro (Mils) e faço parte de uma crew que posso chamar de família.
Começou no grafite em 2009, sem conhecer nada sobre arte urbana. Foi em 2008, quando conheceu Tubarão, que por meio dele começou a se aproximar desse estilo de vida. Mesmo sem ao menos saber o básico, Ane se viu inspirada a começar a desenhar, de início rabiscando papéis com florezinhas, bonecas etc.
Após um convite de Tubarão, Ane aceitou experimentar, com certa relutância, rabiscar um muro, decidindo que só iria pela madrugada para ninguém a ver. Com o tempo essa relutância acabou se transformando em coragem e empolgação, principalmente por conta de seu contato com a Teia e a Vivi, que a incentivaram muito nessa trajetória. Ane já participou de eventos no nordeste e no norte do Brasil, representando a VTS crew e a cena feminina como um todo.
Em 2000, Baga teve uma “paixão à primeira vista” pelo que lhe foi mostrado por seu amigo Haggar: uma revista de grafite. Até então, pouco sabia sobre essa arte que se dá pelos muros da cidade, mas logo que tomou conhecimento iniciou suas práticas por meio do desenho e depois de dois anos estava realizando sua primeira intervenção na rua.
Foi no ano de 2007, em João Pessoa, que Baga conheceu a VTS crew através de um encontro de hip-hop. Lá conheceu Tubarão e recebeu seu convite para visitar Fortaleza, convite que veio a se concretizar em 2011, e pelos muros da capital cearense Baga realizou painéis junto a Ane, Mils e Vivi; fato que resultou no seu pedido ao Tubarão para integrar o grupo. O pedido foi aceito e até hoje Baga assina em seus grafites a VTS crew.
Edi (São Luís – Maranhão)
Conheceu o grafite por volta dos anos 2000. No decorrer de suas práticas, Edi desenvolveu suas técnicas no estilo wild style e na criação de personagens. No ano de 2009, teve seu primeiro contato com a VTS crew, através do Tubarão, no Fórum Social Mundial em Belém, e a partir daí começaram a fazer articulações em prol do grafite nordestino.
Em 2010, dentro do Festival da Juventude da América Latina, em Fortaleza, teve a oportunidade de conhecer o Mils, a Ane e a Vivi, e em 2011 foi convidado pela VTS para realizar uma fala no 5º Encontro de Graffiti de Fortaleza. No ano de 2012, Mils, Tubarão e Edi foram para o Encontro de Graffiti Street of Style, em Curitiba, ano que recebeu o convite para assinar VTS crew. Sendo assim, sempre que possível está em Fortaleza, para a criação de painéis anuais e para a articulação de ideias para o ano seguinte.