O legado Kallun
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Inspirado e apaixonado pela Wikipédia, no dia 23 de Dezembro de 2012, decidi fazer um serviço de Internet que reunisse todos os calões de Angola e contribuísse para a criação do Dicionário angolano, o serviço tinha de ser grátis e qualquer um que tivesse uma conta no site podia contribuir com a inserção de novas palavras.
Eu realmente consegui fazer isso e em apenas 3 dias eu tinha o serviço disponível na Internet e pronto para ser usado.
Quando publiquei o Kallun o meu objectivo não era ser reconhecido por ninguém, até porque foi apenas uma brincadeira e um desafio básico a mim mesmo. Depois do lançado o tempo foi passando e eu tinha notado que as pessoas gostavam do serviço ou achavam ele divertido, por ser colaborativo rapidamente os usuários começaram a se identificar com o serviço.
Todos nós queremos virar referências na nossa área de actuação e isso é normal.
Por ser colaborativo e inédito, as pessoas comentavam com os seu amigos sobre o projecto e felizmente alguns jornalistas conheceram o site, acharam ele importante e quiseram dar-lhe maior projecção.
Lembro-me muito bem do e-mail que recebi de uma jornalista italiana (cujo nome prefiro não mencionar neste artigo) e da mensagem que recebi via Facebook de um jornalista de São-Tomé e Príncipe (virou um amigo para mim).
Os textos que eles escreveram sobre o Kallun surtiram efeito positivo para a expansão do serviço e assim mais pessoas conheceram o site.
O serviço cresceu muito e começou a pedir mais dedicação da minha parte, foi nessa época também eu me ocupei com algumas prioridades da minha vida e infelizmente tive de encerrar o site por vários motivos (um dia eu faço um artigo sobre esses motivos), decepcionados ficaram os que gostavam de utilizar o serviço e que deram a sua contribuição para o seu desenvolvimento.
O legado do Kallun
O Kallun foi encerrado, mas deixou um legado imortal que é o de fomentar o gosto pela criação e desenvolvimento de projectos tecnológicos de Internet e colocar Angola no mapa de África e do mundo. Eu vejo muita gente trabalhadora com boa vontade de criar grandes serviços.
Termino o artigo com a seguinte frase:
A revolução para libertar uma nação não se faz só e somente com armas, também pode ser feita com trabalho e inovação.
Meu nome é Leocarpo e se você encontrou algum erro ortográfico, por favor me avise, este é o meu e-mail leocarpomanuel{arroba}gmail.com














