O que eu aprendi com o Buscáler?
“O conhecimento novo assusta”
Normalmente quando estamos a aprender algo novo do nosso interesse, ficamos cheios de ideias e emocionados, acho isso indiscutível!
Eu não sou exceção, no inicio da minha jornada como aprendiz eterno no mundo da programação, eu me sentia o “Super Homem”, aquele que pode mudar o mundo, criar sistemas épicos, o novo “Yahoo, Wikipédia”. Foi nesta altura que eu tive a ideia de criar aquilo que na altura eu achava ser a minha mais brilhante ideia. Criei o “Buscáler” uma enciclopédia que tinha como principal objectivo, agrupar os projectos finais de cada curso de todos estudantes do ensino médio em Angola e um lugar onde os escritores publicariam seus livros.
O Buscáler estava pronto para ser lançado, eu estava muito ansioso para ver ele a servir de ajuda para os estudantes e não só.
Demorei muito para torna-lo público... Então conheci um projecto de terceiros (Scribd) que é similar ao meu, mas é completo e já funcionava há anos. Eu disse: “Uauu, afinal já existe algo similar e tão gigantesco?”.
Ups, eu desisto do Buscáler
E foi isso que eu fiz, avisei aos meus amigos que conheciam o projecto, alguns ainda aconselharam-me a deixar o projecto em arquivo e continuar quando me senti-se pronto para tal jornada. Mas a decisão estava tomada, na altura, eu não admitia semelhanças dos meus projectos e então deletei da minha máquina os arquivos.
Foi o fim do Buscáler, um projecto que na altura demorou quase 1 ano para ser concluído, foi descontinuado em alguns milésimos.
“O que importa não é o tema, é a originalidade na abordagem“
Ikonoklasta em O Disco riscado.
Nesta jornada da vida onde não existem livro que definem o caminho excelente para alcançarmos o sucesso, fez com que eu aprendesse a lidar com as minhas ideias quando deparado com situações semelhantes.
Não me arrependo de nada, mas se fosse hoje, o Buscáler estaria publicado e tal como no verso da música do Ikonoklasta “O que importa não é o tema, é a originalidade na abordagem...“, ele seria original e bem diferente do “Scribd”.
Se as empresas desistissem dos seu projectos só porque são semelhantes aos dos concorrentes, acho que não inovariam e talvez se Larry Page e Sergey Brin desistissem do "Google" por assemelhar-se com o "Alta Vista", o "Google" nunca sairia do papel. O mesmo serve para o "Bing, Facebook,etc".
Nunca pare de lançar um projecto só porque o mesmo assemelha-se a um já existente, cada projecto é um projecto, basta à ideia ser original o resto evolui com o tempo.
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