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Preconceito
O preconceito sempre foi uma coisa presente na história do ser humano, por isso mesmo que houve a existência dos escravos ( geralmente eram negros, eram considerados somente como uma mercadoria ).
Nos dias de hoje o preconceito, principalmente com negros, ainda se mantém presente no cotidiano, seja ela feita como uma discriminação; por exemplo, para a sociedade é mais fácil um bandido ser um negro do que ser um branco.
Esse fato do preconceito ainda ser presente nos dias de hoje tem que ser altamente combatido para que menos pessoas sofram com bullying, discriminação, etc
Algumas vezes o silêncio me irrita, Ele reflete o que não quero dizer, Expõe todos sentimentos... E grita! Costumo vagar entre palavras e sorrisos. Me perco em pensamentos distantes. Como também entre olhares e suspiros. Chove dentro, chove fora. Chove aqui, chove agora. Habitam em mim mil vozes Sufocando-se a todo momento Lutando por uma luz Buscando o fim do sofrimento. A multiplicidade é voraz Transforma cada voz em mil Resistindo de forma perspicaz Tornando minha luta inútil.
Leonardo Ribeiro
Existem momentos em que tudo parece errado. Que nos sentimos culpados, que culpamos os outros... Queria entender o porquê desse sentimento agonizante. Esse grito sufocando. Essa vontade de chorar ou de permanecer em silêncio. É confuso, eu sei. Para mim é mais confuso do que escrevo. Li em algum lugar, em algum dia, que cedo ou tarde nós enfrentamos e percebemos o inevitável: somos ao mesmo tempo veneno e cura daquilo que nos aflige.
Leonardo Ribeiro
Cósmico
Seus braços levam-me para as estrelas Tantas sensações, tantas possibilidades, tantas semelhanças. Basta apenas um momento para tudo parecer eterno.
Toque-me cosmicamente com seus olhos profundos Leve-me para caminhos que desconheço Enquanto eu juro controlar meu coração, Você provoca os melhores batimentos que este já teve.
Compreender um sentimento é impossível. Sentimento se vive, se expressa. Tal como as estrelas, brilham de forma única.
Minhas palavras são pretensiosas Não posso tocar as estrelas Porém sem tal pretensão, como tocaria seu coração?
Dualidade
As vezes paro,
Resguardo-me em meu casulo
E observo o tempo passar.
Sou amante do silêncio e de sua melodia.
É mais fácil lidar com o mundo quando somos
Apenas observadores passivos.
Meto-me com a falta de palavras,
Caio em cada buraco dentro de mim,
Subo em cada montanha dentro de mim.
Não quero realmente sumir,
Mas sim não estar aqui o tempo todo.
Aqui é tudo grande, forte e barulhento.
Ao mesmo tempo em que criamos coisas magníficas
Destruímos tudo a nossa volta sem
Piedade.
Jogamos essa perversão:
Somos monstros fingindo ser dóceis...
Criaturas celestiais.
Desabafo Social – O meu local de fala
Em minha breve existência, constatei: não é fácil viver. Precisamos atender a obrigações sociais que são impostas desde o momento em que saímos da barriga de alguém e dizem: é um menino. Acaba-se a nossa liberdade ai. Somos jogados em uma esteira onde conceitos, tradições, ideologias e medos são acoplados ao nosso corpo. A única forma é seguir nessa esteira até o dia em que seremos postos para fora (morrendo). Será mesmo a única forma? Enquanto crescia, isolei-me dos fatores sociais que me machucavam: pessoas preconceituosas que não se esforçavam para sair dessa caixa implantada em nosso cérebro. É duro dizer; a maioria dessas pessoas partilha do meu sangue. É mais duro dizer que após anos, o mesmo preconceito prossegue vermelho como o sangue. “Você não é mais quem era, mudou”. É muito confortável expelir essa frase quando não existiu o trabalho em conhecer o desconhecido. Entretanto, esse é o maior medo da humanidade: enfrentar o desconhecido. A máscara opressora do racismo e homofobia vestira-me desde sempre, mesmo quando eu não fazia consciência de quão fundo elas me apertavam. A ironia perversa disso tudo é que meus opressores não eram aqueles que me prendiam, eu era meu próprio algoz! Negava meu corpo, negava minha cor, meu cabelo, minha sexualidade. Até perceber a prisão que vivia, partilhava das tão “ingênuas piadas” que perpetuavam a opressão sociocultural em que pessoas como eu vivem. Envergonho-me. Porém, todos nascemos vestidos no preconceito, é hipocrisia apontar o dedo para quem comete um ato opressor quando lá no fundo sabemos que um dia também oprimimos. De fato deixamos de oprimir? Eu acredito que não. Todos temos privilégios que nos colocam em uma vantagem social. Se você quer ser alguém melhor, “politicamente correto”, admita seus erros antes de construir uma nova identidade. Soa mais sincero ao invés de esquecer que um dia você compartilhou de preconceitos. Ultimamente tenho sido julgado por machucar pessoas só por eu querer viver a minha vida da forma que me sinto bem. “Herege, ingrato e infantil”. Insano não? Não. É lamentável. A insanidade não pode ser culpada, pois ela é uma doença. Incomoda bastante ser quem você é quando aqueles que estão a sua volta são opressores. Incomoda por seu corpo em evidência, incomoda expressar carinho, incomoda até publicar uma foto. Os opressores são fracos de uma forma que qualquer resquício do desconhecido os abala. Esta é a maior vantagem do oprimido. A heterossexualidade e a supremacia branca andam de mãos dadas em cima de uma ponte forjada por velhas madeiras apodrecidas. Falam-me que está tudo bem ser quem eu sou; bixa, preta e pobre, porém, ninguém precisa saber disso. Como boa Amélia, preciso colocar uma armadura de “normalidade” porque se não irei desapontar meus amados opressores. Não quero viver em um mundo onde não posso expressar minha opinião, onde o medo é o meu principal pensamento. Esconder-se é voltar à Idade Média, Nazismo, Ditadura ou Apartheid. Milhares de pessoas morreram, vários nomes se destacaram durante a luta diária por igualdade. É vergonhoso esquecer-se de tudo isso e simplesmente ficar oculto da vida social porque existem pessoas ignorantes que não entendem a pluralidade do mundo. Eu tenho uma grande responsabilidade social, cada oprimido (independente da opressão) tem uma grande responsabilidade. Precisamos honrar aqueles que lutaram e morreram por nós, mostrar que existimos, levantar a cabeça e gritar quem somos se for preciso. Porém, se esconder não, jamais, n u n c a m a i s! Ame-se. Aceite seu corpo, aceite sua alma. Esse é o único conselho que deveria ser dado.